MIGUEL SOUSA TAVARES: LIXO e LIXO e o costume (e, seguidamente, ignorem a existência da personagem – definitivamente)

 

Atenção que este tipo é perigoso – muito perigoso não no Chiado, onde não aparece para as pauladas à séria, por exemplo na porta da Brasileira (como antigamente, e agora porque não?) mas como habitué de tribunais, sítio onde costumeiramente se defende. E bem – sei pouco da coisa em causa, e não intento conhecer esta personagem que abjecciono desde sempre; arranca chorudas indemnizações em processos pouco claros, o que também servem – estas suas gloriosas «vitórias» – para mostrar o estado da chamada «justiça» em Portugal, o sítio onde infelizmente vivemos.

Tudo em redor desta criatura é confuso e, metermo-nos com tal personagem, é um mergulhar numa argumentativa lixeira sem fim. Não me lembro de cor de todas as suas peripécias, já o disse e repito (porque o tipo é táctico e falso, no manejar “justicialista tribunaleiro” muitíssimo mais perigoso do que Sócrates, que ele muito admira!). Por exemplo, disse e desdisse (ou não disse) que os professores eram os parasitas mais bem pagos deste país. Creio que, como lhe é hábito, processou alguém, ou várias pessoas por isso, não estou certo mas conseguiu provar que nada disse. E acabou, como sempre, por ganhar qualquer coisa. Ainda hoje ninguém está certo se este tipo disse ou não aquilo que atrás eu julgo que ele disse.

Depois, em 2006 (não estou certo também, pois nunca li uma merda de livro deste indivíduo, e os excertos que li de relance, pegando a coisa com pinças higiénicas numa qualquer livraria, eu não chamaria ao lido nada mais que «merda», sub-sub-literatura), em 2006, dizia eu, foi acusado de plágio com o seu livro (???) «Equador», que vendeu em barda, o que já não aconteceu ao «segundo romance de fundo», «Rio de qq coisa», muitíssimo bem analisado na altura por Vasco Pulido Valente. Processou gente, não sei se muita se pouca sobre o caso do plágio, mas alguns blogues conservam detalhes desta história e nacos de prosa interessantes, digamos, votos de não vencidos nem convencidos.

Por exemplo, de M. Sousa Tavares:

«(…) O marajá de Gwalior, esse, era antes um obcecado pela caça: matou o seu primeiro tigre aos 8 anos e nunca mais parou – aos 40 tinha morto mil e quatrocentos tigres, cujas peles revestiam por inteiro todas as divisões do seu palácio. (…)» do tal «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003.

De Dominique Lapierre e Larry Collins:

«(…) Bharatpur bagged his first tiger at eight. By the time he was 35, the skins of the tigers he’d killed, stitched together, provided the reception rooms of his palace with what amounted to wall to wall carpeting. (…) The Maharaja of Gwalior killed over 1400 tigers in his lifetime… (…)». De «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003.

Atenção que se estas citações estão correctas, repito, se estas citações estão correctas  (e há mais), houve plágio, independentemente de ter sido plagiada uma frase num livro de 500 pp. Até podia ter 1 000 pp. Uma frase copiada é uma frase copiada, e a coisa torna-se um livro com pelo menos uma frase copiada. Mas o escritor (uau!, escritor – a que ponto chegámos!), escritor português arerrecadou 100 000 Euros do grupo Impala, porque provou nada ter plagiado, vencendo mais uma vez um caso. A propósito de tal «vitória» estes três textos seguintes de três blogues mostram pouco e nenhum convencimento, deixando tudo em aberto, ou melhor, em desfavor do mediacrata MSTavares. Eu não tenho 100 000 Euros para dar ao indivíduo Sousa Tavares, tire ele daí a ideia, mas posso apenas garantir que, com ou sem plágio, não há nada que preste na «obra» desta personagem. Ler então estes três textos (extensos e bem documentados) de blogues:

http://www.phpbbplanet.com/forum/viewtopic.php?p=8548&sid=3ae3297da4c2b9597f237e0678f98ee5&mforum=fagulha

http://tavarespobre.blogspot.com/

E, sobretudo, este (inequívoco e recheado de exemplos):

http://so-me-apetece-cobrir.blogspot.com/2010/10/miguel-sousa-tavares.html

Com exemplos como (que ficam para TPC):

1.
Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002.

2.
Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002.

3.
Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003.

4.
Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique
Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003.

Trabalhemos, cotejemos, prá semana é o que eu vou fazer, se me apetecer. Mas, atenção:

Agora, é com este indivíduo que, apesar de dados e evidências, sabe reverter situações pouco claras a seu favor, é com este indivíduo que o movimento “Geração à Rasca” está a lidar. Estamos nós a lidar. A «justiça» lusa não é fiável e esta personagem é de um aproveitamento «legalista» à prova de bala.

Entretanto, ver vídeo em baixo, chegar ao ponto de afirmar que, por causa da canção «A Luta é Alegria» dos HL, os «contribuintes» alemães se deviam sublevar e não mandar mais dinheiro para Portugal (através de Merkel, assídua espectadora da Eurovisão, como se sabe!), esse creio que já é um problema da SIC. O investimento neste «comentador» é um investimento da SIC, o dinheiro não é meu. Resolvam eles o problema. Porque, se não resolverem este seu problema, ficam com um grande «jornalista» no quadro! Bom proveito.

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52 respostas a MIGUEL SOUSA TAVARES: LIXO e LIXO e o costume (e, seguidamente, ignorem a existência da personagem – definitivamente)

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Carlos,
    Por acaso não acho que a citação inicial de que falas seja plágio. Penso que há uma diferença entre tirar informações ou plagiar. Diferente é se o autor não tenha citado a fonte de informação. Creio que não é esse o caso do Miguel Sousa Tavares.

    • Carlos Vidal diz:

      Repito: SE, SE as frases em cima estão correctamente transcritas (e a fonte de informação que usei não modificou a frase de MST – muito, muito importante!), é plágio. Claro, se não abrires uma nota de rodapé, é plágio, mesmo com citação do livro na Bibliografia. Qual é a tua dúvida, estás com medo de quê??

      Eu estou a ser muito cauteloso, pois a personagem não é fiável: primeiro, não tenho nenhuma consideração nem pessoal nem profissional pela personagem em causa. Não lhe reconhecendo talentos literários, não me admiraria que plagiasse. Não disse que o fez. Dei, a mim e a quem quiser, “trabalhos para casa.”
      Depois – e sou livre de o dizer – a sua ideia de que a canção dos “Homens da Luta” em Dusseldorf fará irritar Merkel e fechará a torneira do $$ alemão – isso, ó Nuno, não queres comentar??
      Está tudo relacionado.
      Santa paciência.

      • Carlos Vidal diz:

        Além do mais, só não percebe quem não quer:
        se Dominique Lapierre e Larry Collins são tão exactamente citados no texto de MST, se os seus dados são tão escrupulosamente respeitados, seria necessário que fossem citados no CORPO DO ROMANCE de MST. E foram?? «Segundo Lapierre e Collins, etc………». Há isto na coisa «Equador»??

        E, já agora, também achas que a Merkel nos vai declarar guerra financeira por causa dos Homens da Luta, que, ao que parece, vão destruir o Reich ?

  2. Tânia Vânia diz:

    Adoro pessoas que odeiam e o Carlos parece-me adorável.

  3. Santiago diz:

    Existem mais umas quantas “investigações” sobre o tema plágio no blogue “paramimtantofaz” do jornalista Frederico Duarte Carvalho

  4. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Ó Carlos,
    Não tenho muita paciência para discussões que começam com a insinuação de que eu estou misteriosamente ligado ao MST e com a afirmação que tenho medo. Sou jornalista desde 1987, nunca deixei de ter a minha opinião política. Garanto-te que do ponto de vista profissional é mais difícil do que ser professor de Belas Artes e escrever num blogue.
    Tenta baixar o volume dos gritos, uma vez na vida, e segue o meu raciocínio:
    1- Tu tiraste isso da internet. Não leste nenhum dos livros. O que é um péssimo princípio para discutir qualquer coisa.
    2- Eu li os dois livros. Um há poucos anos o outro há muitos. São duas coisas independentes. Detestei o do Sousa Tavares, pelos seus deméritos próprios, não precisei de lhe arranjar uns plágios na internet.
    3- Se num ROMANCE (consegues perceber a diferença em relação ao ensaio) alguém tira dados factuais para compor personagens ou diálogos e no fim cita que usou o livro, não me parece plágio. Apenas isso.

    • Carlos Vidal diz:

      Não percebeste nada do que eu disse.

      Creio o indivíduo em causa um arruaceiro típico do futebolismo (de que é militante e de Pinto da Costa, o que não vem aqui ao caso):
      Não lhe estimo nem pessoal nem profissionalmente, nem lhe reconheço qualquer aptidão para a escrita literária.
      Como jornalista, sempre o vi berrar com os fracos e acalmar-se/silenciar-se/moderar-se com os fortes. Na última entrevista a Sócrates deixou o tipo do PS a falar sozinho e sem perguntas durante mais de meia ou 1 hora (não contei bem).
      Como opinador, é alguém que busca conflitos gratuitamente, apenas pelo puro prazer de atacar gente aflita ou em dificuldade, pra tentar daí suscitar polémica que lhe alimente o ego, e ocupe um centro de atenções.

      Quando o Luiz Pacheco publicou o genial “O Sonâmbulo Chupista”, onde acusava Namora de plagiar Virgilio Ferreira, pelo trabalho meticuloso de Pacheco, pelos exemplos fornecidos, bastava cotejá-los, sem ser necessário ler um e outro.

      Aqui, eu pouco ou nada afirmei – disse não reconhecer talentos a MST (nenhuns e em nenhum campo!) e sugeri que os leitores cotejassem os dados disponíveis, através dos bancos de dados/blogues/links que disponibilizei.
      Não é necessário ler um e outro livro. Basta cotejar, como na leitura do panfleto do Pacheco, exemplos e dados fornecidos – o que existem em abundância nos blogues que acima citei.
      A única coisa que podes fazer é provar que o citado nos blogues é falso e distorcido, porque se não é, chapéu.
      Resta-te ser testemunha abonatória do homem num eventual processo (contra mim, quiçá).
      Vai a:
      http://so-me-apetece-cobrir.blogspot.com/2010/10/miguel-sousa-tavares.html

      Bem ou mal, aí são dados muitos exemplos.
      E também EU SÓ QUIS FAZER UM RETRATO DE UM HOMEM QUE SE MOVE CONTRA TUDO O QUE SE MOVE À ESQUERDA!!
      O retrato está feito, e não se funda apenas nos “livros”.
      Entendido??

      • Nuno Ramos de Almeida diz:

        Podes continuar a escrever cheio de pontos de exclamação, e colocar mais maiúsculas ao berros. Eu escrevi-te algumas coisas que não percebeste:
        1. Não achei graça ao teu comentário a afirmar que eu teria medo do MST.
        “Qual é a tua dúvida, estás com medo de quê??”, este comentário.
        2. Volto a dizer-te que não ler os livros em questão e citar blogues como referência não permite uma discussão séria do assunto. É como discutir os teus livros sem te ler, percebeste?
        3. Volto a dizer-te que dizer que um sultão teve 1500 couves e 200 camelos num livro de ficção, não significa que se plagiou um livro em que se garantia que o mesmo sultão tinha 200 camelos e 1500 couves. Num romance, pode-se usar dados tirados de outros livros, desde que ce cite no final que aí se colheu informação. No romance em questão, que tu não leste, esses dados apenas alimentam intermináveis e sonolentas descrições. O MST não plagiou o outro livro, nem essa obra se parece com a outra. É má, mas não é plágio.
        4. Se conseguires ler duas linhas, verás que eu nunca atribui nenhum mérito ao MST, apenas digo que o teu post é mal sustentado e, acrescento, agora, sensacionalista.
        Tendo tu, preocupações de rigor em tantas matérias, podias acompanhar as ditas cujas neste post.

        • Carlos Vidal diz:

          Vamos por parte, rapidamente, a ver se não me esqueço de nada: teu ponto 2.:
          «Volto a dizer-te que não ler os livros em questão e citar blogues como referência não permite uma discussão séria do assunto. É como discutir os teus livros sem te ler, percebeste?»

          – Não há na polémica do plágio nenhuma coisa que se possa chamar recensão do livro. Há um cotejamento de frases. E se elas forem bem escolhidas, um blogue, umas quantas páginas em papel de uma revista, isso chega.

          – Noutro ponto, dizes:
          «Volto a dizer-te que dizer que um sultão teve 1500 couves e 200 camelos num livro de ficção, não significa que se plagiou um livro em que se garantia que o mesmo sultão tinha 200 camelos e 1500 couves. »
          Isto não só é um plágio, como é um plágio ridículo.

          – Não afirmei que o indivíduo tenha plagiado um livro ou outro livro.
          O que o cotejamento de grases permite concluir é que houve cópias de frases, citações, parágrafos, etc. Não de um livro. Isso seria absurdo.
          Ou seja, o tipo copiou umas bengalas, não o caminho.

          Quanto ao resto, pergunta ao Luiz Pacheco, que sabia muito destas coisas (ó pá, já cá não está).

          Com esta conversa toda, e com o indivíduo a atacar tudo o que se move à esquerda, com o seu espaço mediático em crescendo (vai “debater” dentro de minutos com o António Barreto, esse vulto), acho que terei de passar os olhos, não mais, pelo «Equador».
          O que, para mim, é deprimente e uma merda.

          • Carlos Vidal diz:

            Ah, e esqueci-me.

            A questão do sensacionalismo.
            Acho que, ao pretendermos certo impacto (grande ou pequeno) no leitor, tudo o que escrevemos, de uma forma ou de outra, é sensacionalista.

        • Justiniano diz:

          Caro Nuno, não pretendo discutir estrutura narrativa nem a natureza do plágio, mas, mesmo antes destas polémicas a que o Vidal faz referencia, já no “Sul” saltam à vista as pequenas repetições de ideias que poderás ler em Theroux ou em Chatwin, isto quando o autor não se reduz ao meramente descritivo!!
          Quanto ao mais, concordo consigo!! MST é muito fraco, e nem será necessário desacreditá-lo pelo pretenso plágio. Aliás, estou em crer que muito aproveitou àquele essa má fama!!
          Como comentador político a personagem é de uma densa superficialidade, com pouco saber, algum senso comum pesporrentemente ostentado, pejada de tiradas vulgares e ignorantes, e que deve ser prontamente apontada do mesmo modo que aponta a outros!!
          Não consigo, por isso, perceber como é possível ao Barreto, ter partilhado um espaço de pensamento com tal redundante criatura!!

          • Carlos Vidal diz:

            Ora, meu caro Justiniano, o Barreto é apenas um autocredenciado fotógrafo.
            O PORBASE? Não é o mesmo que o INE?
            (Verifiquemos)

            De qualquer maneira, o Barreto é um homem sério, e o “Miguel” (como as jornaleiras lhe devem chamar, acho eu) é, como dizer, uma “superficialidade densa” – é uma boa expressão, que um tonto como o que sabemos ainda julgará ser elogio.

  5. Na Casa de Meu Pai: A África na Filosofia da Cultura.
    O relevo atual do pós-colonialismo deve-se, em grande parte, à controvérsia que a teoria e a sua aplicação vêm gerando entre acadêmicos de diversas proclividades metodológicas e ideológicas. Tal controvérsia faz parte das chamadas guerras culturais combatidas nos campos de batalha de várias teorias pós-modernistas, sejam elas o feminismo, o multi-culturalismo ou os estudos homoeróticos. Malas letras, sempre.

  6. xatoo diz:

    dizia o Borges que hoje é impossivel escrever História – (devido à super-proliferação de fontes erróneas) só se pode fazê-lo livremente sob a forma de romance… bem, isso é válido para a literatura, não para a trampa migueltavaresca… Na medida em que distorce factos históricos esta subliteratura MST (plagiada ou não pq tudo faz parte do mesmo caldeirão) passa a ser a melhor forma de manipulação para um biltre que frequenta almoços regulares com o Sócrates – fica a nota, para que o camarada NRA reveja a sua noção de “romance”, uma coisa onde supostamente vale tudo (e que a clientela do refugo medio-literatês engole por espirito de missão “apartidária”, como se a ausência de politica não fosse ela mesmo uma politica)
    Mas a melhor de MST foi o juizo de valor que fez do Gel, quando afirmou que não foi a luta mas a imperatriz Leopoldina que acabou por decreto com a escravatura (um tipo com vistas tão curtas nunca mais vai chegar a New Orleans, Goreia, Cuba, N`Gola ou até a Lisboa, que foi a última a acabar com a compra e venda de escravos (negros, pq para os brancos a história ainda não acabou, com a perpetuação do sistema de assalariamento sobre “os excedentes”)

    • Luis Ferreira diz:

      “por espirito de missão “apartidária”, como se a ausência de politica não fosse ela mesmo uma politica)”

      A confusão do costume entre apartidário e apolítico. Tantas vezes hão de repetir que acabará por se tornar verdade.

    • Carlos Vidal diz:

      Nem mais.

      • Bolota diz:

        Carlos Vidal,

        Parece-me que o dito cujo tem uma casa para os lados de Alvor…casa onde o mesmo fez algumas obras/pinturas, por ai, certo é que quem as executou, apesar da crise , teve vai e não vai em as abandonar tal o mau feitio deste intelectualoide de pacotilha.
        Mas pior que um, são dois se contares com Isabel Stilwell .

        • Carlos Vidal diz:

          É bom que nos conte essas coisas, caro Bolota.
          Nunca duvidei das “qualidades” humanas desta figura.
          (Nem nunca duvidei que posso ter dessas “qualidades” a minha opinião.)

  7. AA diz:

    Não acredito que ele tenha plagiado – verdadeiramente, para que o faria? Não deixa de ser lixo, contudo. Mas hoje saiu-se com uma boa – desculpa lá, li no vias de facto – disse que quem libertou os escravos foi a rainha ou imperatriz qualquer coisa. E o povo, pá?

    • Carlos Vidal diz:

      O povo libertou a rainha.
      As pessoas muuiiiiiiiito inteligentes, como o da foto, só vêem parte das coisas.

  8. idi na huy diz:

    Desculpe-me,CV mas,quem é esse tal de Sousa Tavares?

    • Carlos Vidal diz:

      Será o co-representante de Portugal na Eurovisão.
      Vai lá estar antes dos Homens da Luta, para acalmar a chanceler.
      Terá uma missão diplomática.

  9. Excelente caro Carlos Vidal! Pura e simplesmente excelente!

    Quando ouvi o comentário de Miguel Sousa Tavares acerca do Festival da Eurovisão pensei exactamente nisto quando ele começou a ligar as palavras demagogia e populismo. Daí que a sua teia argumentativa não seja confusa, seja recheada de falácias.

    Miguel Sousa Tavares foi oportuno a ligar esses dois termos de Língua Portuguesa – enquanto escritor não conheço um que seja menos populista que ele neste país. E ainda por cima foi acusado de plágio. Como comentador, o juz da conexão da demagogia como a pior arma do populismo foi adequada tendo em conta que ele não comenta, faz demagogia. Sempre fez demagogia. A verdade (doa a quem doer) é que Miguel Sousa Tavares em tantos anos de vida ainda não fez rigorosamente nada de bom por este país.

    E se ao menos ele tivesse talento para pegar numa enxada e ir para um campo cavar terra, talvez fosse mais prestável ao país do que efectivamente estar a dizer uma porrada de bacoradas à frente das câmaras.

    • Carlos Vidal diz:

      Sim, caro João Branco, quem disse o que este sujeito disse sobre a frivolidade do Festival, merece ser posto a enxada, ou pior.
      Aberrante, pura e simplesmente.
      Que o deixem escrever e bravatear os mais fracos e mais pobres na televisão é um escândalo abjecto.

      Este tipo nem chega a sofista, que, na Grécia, eram aqueles que tinham apenas opiniões e as vendiam de terra em terra. Não pensavam, não reflectiam, opinavam. Platão deu cabo deles. E alguém tem de dar cabo desta figura MST. Que é abaixo de sofista.

      E, além do mais, é bom que este indivíduo perceba que isto da blogosfera não é o reino do anonimato. Eu assino e sou C. Vidal, trabalhador na FBAUL.

      • A “nobre estrada” para o inconsciente são os sonhos. Estes permitem-nos uma das nossas poucas e privilegiadas visões de funcionamento.
        Condensação e deslocamento constantes do significado corresponde ao que Roman Jakobson identificou como as duas operações primordiais da linguagem: a metáfora e a metonímia.

      • Eu também assino – sou João Branco, estudante de Relações Internacionais na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e estou claramente do seu lado, no que diz respeito a este senhor.

        • Carlos Vidal diz:

          Exactamente, este não é um espaço de anónimos como o da foto quer fazer crer.

          Este é um espaço, a blogosfera, também e sobretudo dos que sabem que o lixo entra-se-nos sempre pelos olhos dentro.
          Em todos os casos e com todos os figurões.
          E, além do mais, a liberdade também passa pelo anonimato.
          Era o que faltava se não passasse.

          • Reitero, num parêntesis, a notação de que o momento concernente à situação real de redacção textual do dito, não conta para os cálculos de radicação enunciativa aqui em jogo, dado que, como sabemos, o momento da enunciação é projectado no texto em função do tempo da edição dos jornais (e do tempo de leitura, portanto). Logo, caixote.

  10. só o que nos alivia quando encaramos esse(s) senhore(s) são textos destes:

    “Sempre falaram alto. muito alto. Demasiado alto. Todos exemplares e eufónicos, erectos no seu convencimento, na segurança de si, no excesso de personalidade e da expressão. Ouvia-os e não e não os ouvia, ficava mudo e adiado, admirando-os, invejando-os, anulado definitivamente sem o horizonte de uma palavra. A sua sabedoria era veloz, eléctrica, transbordante.Vozes não eróticas, não silenciosas, não pedestres. Vozes, vozes de ébria sapiência, de chaves e de risos, clamor de evidências. Não os oiço já e continuam sempre, velozmente vitoriosos, incontinentes, insuperáveis.”
    extracto de texto de António Ramos Rosa- Prosas Seguidas de Diálogos; Mais silêncio mais sombra.

    Adão Contreiras

    • Carlos Vidal diz:

      Grande abraço Adão.
      Já há muito que não tinha notícias suas.
      Gosto sempre que apareça.
      E com o texto escolhido, então.
      Excelente seleção.
      Mais dia menos dia, terei de passar por aí, terra de luz.
      Abraço
      CV

  11. Voaralho diz:

    Desculpe lá corrigi-lo Sr. Carlos, empregado na FBAUL.

    • Carlos Vidal diz:

      Trabalhador, operário, funcionário. Pouco mais.

      • O que acontece na literatura não é diferente do que acontece na vida: para onde quer que se volte, depara-se imediatamente com a incorrigível humanidade, que se encontra por toda a parte em legiões, preenchendo todos os espaços e cagando tudo, como as moscas no verão.
        Eis a razão do número incalculável de livros maus, essa erva daninha da literatura que tudo invade, que tira o alimento do trigo e o sufoca. De facto, eles arrancam tempo, dinheiro e atenção do público – coisas que, por direito, pertencem aos bons livros e aos seus nobres fins – e são escritos com a única intenção de proporcionar algum lucro ou emprego. Portanto, não são apenas inúteis, mas também positivamente prejudiciais. Nove décimos de toda a nossa literatura actual não possui outro objectivo senão o de extrair alguns táleres do bolso do público: para isso, autores, editores e recenseadores conjuraram firmemente.

        • Justiniano diz:

          Sem dúvida, caríssimo almajecta!! Cada vez mais!!
          Valham-nos os goivos e a água fresca!

          • Também eu prezo muito a felicidade dos outros, mas
            ao reino da terra não chegam as vozes do Céu, como ao Céu não chegam as vozes que da terra partem. Se ele lê os místicos, não é culpa tua, não. Mas é porque descobriu a solidão. E um homem destes é prego atirado ao mar: vai directo ao fundo.

          • Carlos Vidal diz:

            Bom, almajecta, a médio ou longo prazo, este indivíduo Tavares é prego no fundo; a curto prazo ainda tem a confiança do distraído patrão.

  12. Carlos,

    Eu só acho que estares a dar tempo de antena a este individuo vem na linha oposta do que pretendes. Fazer uma pesquisa e postar todos esses dados acerca do MST, é como estar a esgravatar em porcaria. Queres viver longe desse personagem e tudo o que ele significa, mas assim ainda acabas por ficar envolvido pelo seu odor.
    Ignora este gajo! Gente como ele gosta e vive para o conflito! Tudo o que ele produz, opiniões, escritos, são apenas uma ferramenta para criar a selva que o rodeia e que ele gosta tanto de levar para todo o lado.

    Um abraço

    • marilu diz:

      Até um dia vir um gajo e lhe ‘amandar’ um murro nos cornos e lá se vão os pücèssos dele pó caralho.

    • Carlos Vidal diz:

      Caro orlopesdesa,
      A sua foi a melhor lição que hoje me deram.
      A chunguice mostrada torna-se xunguice duplicada.
      Quebremos pois o ciclo.
      Grato.
      CV

  13. xatoo diz:

    qual é a razão porque continuam a alterar a ordem de entrada dos comentários tirando-os da sequência horária em que são escritos? quer dizer, passando aguns posteriores para anteriores?

  14. vitalino diz:

    Não é preciso ser bruxo (nem ter um doutoramento em ciências ocultas) para topar a léguas que o Vidal sofre de ejaculação precoce.

  15. Camarro diz:

    A criatura lá esteve, ontem, desta feita na SICN, acompanhado pelo maior sociólogo português de todos os tempos, e teve a lata de reproduzir tudo aquilo que tinha dito na 2ª feira, no Jornal da Noite da SIC, com a mesma demagogia e as mesmas mentiras de sempre! Eu, que até sou um gajo relativamente pacífico, não me importava nada de lhe dar umas valentes bordoadas na lixeira, perdão, na boca… Só posso ser masoquista, para continuar a ouvir este pessoal…

  16. …as nossas televisões estão cheias de figurantes carnavalescos, desde os “ecooo”nomistas que se pavoneiam em teorias de venda do país nos “mercados”, aos escribas linguareiros que sujam as consciências da inquietação, lastro amargo, que um dia, quem sabe, até poderá desenvolver a equação da revolta!

    Ps. quando for o caso de se chegar à luz do sul, cá espero o Carlos.

    abraço
    Adão C

  17. diana diz:

    francamente a inveja do talento e sucesso se nao mata devia, pois assim livravamo nos de alguns parasitas desta sociedade.
    MST è apenas uma das raras figuras publicas deste pais que nao é hipocrita e que tem a coragem de dizer as verdades que 99% deste país esforça se por nao ouvir. O mesmo se passa com o nosso ministro das finanças, que sendo a unica pessoa no governo a ter coragem para dizer “Nao, basta!” é alvo de todos os ataques que o Ze povinho se lembre de ter!
    Deixem se de “pieguisses”!

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