Parece que o Carnaval dos últimos 30 anos está a acabar


Paulo Agante explicou aos jornalistas que ele e os colegas pagaram para entrar no jantar, durante o qual pretendiam manifestar o descontentamento que sentem por estarem desempregados e haver muitos jovens a trabalharem de forma precária. Agante criticou ainda Sócrates por ter dito que o PS é um partido de tolerância: “Enquanto nós estávamos a ser empurrados e pontapeados, eu não tirei os olhos dele, ele estava com um sorriso de satisfação na cara”.


Antes de o grupo do movimento “Geração à Rasca” ter sido expulso do recinto onde discursava José Sócrates na noite de segunda-feira, uma das jovens ainda teve tempo de entregar duas máscaras ao primeiro-ministro.
“Uma delas laranja e a outra rosa, que era para se decidir pela políticas que toma, porque estamos fartos, não só das políticas do PS, como do PSD. Varia sempre entre os mesmos, o país vai de mal a pior e somos nós que sofremos”, justificou Paulo Agante, do movimento “Geração à Rasca”.

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7 Responses to Parece que o Carnaval dos últimos 30 anos está a acabar

  1. ricardosantos diz:

    Ó MOTA e o mentiroso sou eu. depois não gostam que se fale da policia militar no pavilhão mas aí foi democratico velhos tempos.

    • JMJ diz:

      Você podia ter falado do processo reprodutivo da mosca africana, mas escolheu falar de um pavilhão e policia militar noutro dia qualquer.

      Faz sentido (só na sua cabeça, mas faz sentido) o comentário a um acontecimento ontem.

      “O benfica não jogou ontem” podia ter sido um comentário, também…

  2. Carlos Vidal diz:

    O gajo já usou as duas máscaras. Conhece-as bem. Não escolhe.

  3. Eu vi as imagens.
    Só em desepero total é que se invade a ‘casa dos outros’ (até podem ser umas bestas e tudo, não vem ao caso) e começar aos berros.
    Não é elegante nem educado, nada.

    Pessoalmente axo que a bófia se conteve e foi’misericordiosa’.
    Podia ter sido muito pior.

    🙁

  4. Ao que leio, doze jovens (doze), resolveram interromper o discurso de Sócrates, para se manifestarem. A blogosfera, cheia de activistas de sofá, deixou logo quinze posts no Twingly do Público a salivarem de contentamento. Sou insuspeito de gostar de Sócrates, já o disse aqui, mas não me parece o local indicado. Sabiam que o ambiente era hostil e mais do que isso, inadequado. É de má educação interromper o jantar de alguém, dizendo que a comida está um lixo. Mas isso não se aprende na universidade, aprende-se em casa. A agitação é na rua, e na rua doze gatos-pingados não têm visibilidade nenhuma. O que vocês querem é aparecer. Manifestem-se na rua, mobilizem, não façam agitprop para TV ver. É na rua que se travam os combates, não em salas partidárias …
    Ponham os olhinhos no médio oriente.

  5. É exactamente como dixes Fernando Lopes.

    A razão por detrás disto e doutras coisa está na «mediatização» da ‘realidade’, e na ifluência dos ‘couch potatoes’ hoje-em-dia.

    Como é que se dix, em inglishe ?

    «I saw it on the TV, it’s true, it’s true»
    As coisas hoje-em-dia são assim.
    Ninguém se adianta muito por resistir à ‘realidade’. Daí…

    Apenas a minha opinião.

  6. E já agora, contribuiçãozinha para o assunto ‘Carnaval’ do Joãozinnho Trinta, um tipo sensacional, ‘carnavalesco da ‘Unidos’, ou da ‘Beija-Flôr’ já não lembro bem (no ‘brazze eu era Mangueira, e não era só eu… Chico Buarque e muitos outros também.)

    Aki fica, é uma frase à séria:

    «O povo gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual»
    Preciso e certeiro m’ermão !

    😀

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