Os homens da luta para a Alemanha, já!

Confesso que não acho graça aos homens da luta. Parecem-me os gémeos da famosa Banda Almôndega. Quem já ouviu a voz estridente do José Jorge Letria, não consegue achar graça a gente que fica muito aquém da realidade. Uma das coisas que me chateou quando o bardo Letria foi para o PS, foi não ter continuado a cantar. Sentir-me-ia vingado se eles tivessem sofrido nos ouvidos metade do que a minha militância viveu. Claro que a letra teria de mudar: em vez de ouvirem o “quem tem medo do comunismo”, sofreriam, com os mesmos acordes, com “quem tem medo da Mota-Engil”, mas a cerimónia iniciática seria a mesma. Não há prazer sem dor.
O facto de não me rir com os Homens da Luta, não me impede de ficar contente com a sua vitória. Infelizmente, é pouco provável que a Merkel seja obrigada a os ouvir, mas não deixa de ser um sinal, uma espécie de trompas de Jericó desafinadas, dos sentimentos da população.

P.S. – Tal como o Carlos também acho a Odete Santos a maior cómica portuguesa, mas acho que ele nunca percebeu, como o Professor Marcelo, o humor dos Gato Fedorento. Deve ser um nível de ignorância que só se atinge com o doutoramento.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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