Em pratos limpos (pelas suas próprias palavras)

Penso que confirma o que disse aqui.

(clique na imagem para ver a entrevista)
Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , , , . Bookmark the permalink.

28 respostas a Em pratos limpos (pelas suas próprias palavras)

  1. Vi e Aprovo. Viva os HdL. Grande mensagem a do Jel. Esta do «Cuidado, Falâncio, não pises o Governo!» partiu-me todo.

  2. Carlos Vidal diz:

    Claro como água.
    Todos temos dentro de nós um Marcelo (um sofista reaccionário) e um Zeca Afonso – mas nós estamos de um dos lados, do lado dos Zecas, dos que dão o corpo pelos combates decisivos.
    Claríssimo.

  3. oberon diz:

    Censurou o pivot com a auto-censura…

    • Morgada de V. diz:

      Por acaso também acho que um dos momentos altos desta entrevista é esse: “A pior censura é a auto-censura!”, diz o Jel várias vezes, sem que o pivot esboce sequer uma objecção. Silêncio.

    • Pedro Penilo diz:

      O que surpreende na entrevista não é a inteligência, que já se deixava adivinhar. É a coerência própria, e uma “honestidade” – não encontro melhor palavra – que a sustenta.

      Gosto do momento em que contraria o pivô a propósito da possibilidade de “baixar impostos e o preço da gasolina”. Não tanto pela reivindicação em si (uma reivindicação de pivô de telejornal…), mas pelo essencial da resposta dada: “na rua”.

      E, o que não é de menos: contrariar numa entrevista o pivô – não é tarefa fácil, é preciso estar muito seguro e convicto…

  4. Leitor Costumeiro diz:

    Esta entrevista é a melhor e mais clarificador de quem ele(s) é: http://www.youtube.com/watch?v=nut3_fUVXn4

  5. Esse linkinho do sapo é uma maçada pr’ra mim, encrava-se, engasga-se, pára e … mais não digo, senão mandava-os pr’a p.q.p.

    Tirei a coisa dos ‘tubos’, e já conferi, é o mexmíssimo aki, um pirata qualquer das minhas «ralações» espetou com a “coisa” aí abaixo, p’ra mal dos meus pecados, num formato ‘estranhíssimo’ que eu não estou p’ra explicar right now, de seu nome .mp4

    http://www.megaupload.com/?d=CC9TV2OL

    Só p’ra quem quiser, tirar, espreitar ‘à lá volonté’ ( (sem ser nessa m3456a do streaming).
    Esse gajú não-sei-das-quantas é articulado, gostei, o assunto em si… pois, tenho mais que faxer.

  6. LAM diz:

    Há consciência política, sim. Pelo menos naquilo que é importante.
    No Porto, onde a União de Sindicatos do Porto se encarrega de ano após ano destruir o 25 de Abril nas “Comemorações de 25 de Abril” na Av. dos Aliados, na noite de 24 de Abril, fazendo o que parece propositado para afastar cada vez mais pessoas da festa, principalmente jovens, recorrendo ao programa costumeiro de uns coros e a algum amanuense do partido para umas cantiguitas serôdias e muito mal amanhadas, pelo menos um dos elementos dos Homens da Luta anima já há alguns anos, juntamente com outros carolas, talvez o único bar no Porto onde a noite de 24 para 25 de Abril é festejada a sério, com música revolucionária, projecção de filmes da época, alguns fardados a rigor e cravos vermelhos como deve ser.

  7. LAM, vivi na Foz 4 anos, parentes lá, poucas saídas à noite (mas algumas..), demasiados cães, muito trabalho aulas e etc.

    Há nome para a «coisa» (esse bar) ?
    Porque de quando em vex volto lá… e conheço os ‘caminhos’, os das estradas e os das ‘curvas ‘escôncias’ e até sei ir a Oliveira.nao-sei-das-quantas lá do outro lado, p’ra trás de Gaia.

    ‘Tá ??

    • LAM diz:

      Na noite de 24 para 25 de Abril tens sempre festa a preceito evocativa do 25A no Contagiarte (R. Àlvares Cabral). O Osga, um dos HdL, costuma andar por lá.

  8. Youri Paiva diz:

    Não é brilhante, mas não é horrível – longe disso.

    Gostava era de ver a Ana Bacalhau a dizer umas coisas para esses lados.

    • Pedro Penilo diz:

      Dentro da sua mundividência própria (“a luta não é de direita nem de esquerda” – pensado de uma certa maneira, até é uma grande verdade), aquilo que este homem diz é vital e muito sólido também. Há esta consciência do dever perante a sociedade que poucos artistas da sua geração têm ou expressam: não um dever qualquer – um dever em ruptura com a situação.

    • Renato Teixeira diz:

      Sem dúvida que os Deolinda faziam bem em ter trocado a música por meia dúzia de palavras. Depois de tanta cavalgadura era justo terem dado um trote.

  9. Leitor Costumeiro diz:

    A clareza dele é notável quando diz que, abdicou de ter riqueza para desfrutar de uma verdadeira liberdade…

  10. Como é que o gajú dix ?

    « Tudo o que vale a pena dá medo.
    Se não dá medo, não vale a pena»

    Ça, ‘sieurs/dammes, c’est tout un programme, else what the f#$k have you ?
    Shame, cowardice, nice/fantastic/beautiful excuses ?

    No, peeps.
    I’ts go, or no go.
    Fact.
    No way to get ‘around’ that.
    Get my meanin’ ??
    Não tenho que faxer um desenho disto (seria feito nas vossas sérias testas, às vossas custas)
    poix não ?

    Hmmmm…

  11. Tânia Vânia diz:

    Básico mais básico não há. Que vergonha. Tanta geração touch e vamos ver somos isto. FODASSE lá para os Robespierres. Que nojo.

  12. Vasco Ramos diz:

    Eu gostei mesmo foi desta performance “revolucionária” deles.

    http://www.youtube.com/watch?v=DHpivP1MSgw&feature=player_embedded#at=89

    Aguardo a interpretação do oráculo do 5 dias…

  13. Pedro Penilo diz:

    Vasco Ramos, está neste caso a discutir com o Jel… Pois se o nome do post é “… (pelas próprias palavras)”.

    Pegue numa cadeira e fique aí sentado à espera do oráculo, que ele já vem…

  14. Luís Rocha diz:

    Um coisa é música de intervenção e outra coisa é fantochada. Estes Meninos da Luta estão claramente na categoria da fantochada. Mas outra coisa ainda é cultura popular, essa para compreende-la é preciso compreender o povo, coisa que, ao menos, os cantores de intervenção tentavam fazer. E os nossos militantes revolucionários de hoje que fazem? Batem palmas à fantochada.
    Com estes amigos o povo bem pode cantar o fado.
    Andam aqui a inventar esquerdas, lutas e povo onde nada disso existe. Querem cultura popular? Vão aos bairros, porra!!

  15. Vasco Ramos diz:

    Obrigado Pedro, pela resposta.
    Vou ficar então sentado à espera.
    O dia está mau para ir sambar, está frio e eu nem gosto de carnavalice.
    Só lembrei este episódio para que quem anda efusivo com estes jovens e os contrasta com os Gatos Fedorentos note bem que as diferenças são poucas.
    Mas ao menos estes ainda são úteis. Friso o ainda.

    • Pedro Penilo diz:

      Muito bem, Vasco Ramos. Sou o Pedro Penilo, não sou oráculo, e dou-lhe a minha opinião. O que abordei nas minhas postas não é nem o percurso artístico, nem político, dos Homens da Luta. Não o conhecia todo, tenho vindo a conhecê-lo, mas já tinha tido contacto directo com eles, precisamente em situações de “provocação à esquerda” (Festa do Avante e Manifestação da CGTP 29/9/2010). Eram provocações “simpáticas”, embora em graus diferentes. Nesta última, a da CGTP, passaram o tempo todo a cantar “O que faz falta…”. E, de vez em quando, “E o povo, pá? Quer dinheiro pra comprar um carro novo, pá!”. Ninguém os hostilizou. Por uma razão: o pessoal simpatiza com aquelas figuras, basta ter algum sentido de humor ou desportivismo, se quiser; mas há uma razão mais forte – uma espécie de “mal-entendido”, o recado “moralista” dos HL não encontra eco, pois neste país onde, como eu, a maioria ganha 500 euros ao mês, às vezes nem isso, “ter dinheiro pra comprar um carro novo” parece bastante razoável. Quem é que se arroga o direito de dizer que faria eu ou não com o meu dinheiro?

      Mas, como disse, não é sobre o percurso deles, com a sua inconstância política dúbia, que me debruço. O que eu valorizei e valorizo é o acontecimento. Em política, os acontecimentos têm de ser lidos na sua totalidade. Os Homens da Luta apresentam-se com uma “cegada” (assumida como tal) num Festival que é já de si risível. Ao contrário do que se diz, os trajes, os símbolos e os tiques parodiam o PREC, mas de forma “simpática”, revisteira, à Bordalo Pinheiro. Eu vejo-o assim, e recebo confirmação nesta entrevista. A reacção que provocam no “seu povo” foi, tem sido, de entusiasmo (e isso não lhes tem sido indiferente). Isto não é invenção minha, está à vista. Vencem o Festival contra o voto do júri, com o voto “dos de fora” e acabam a gritar “a Luta Continua!”, enquanto meia sala sai a vaiar. E a esquerda rejubila.

      Se isto não tem significado político (e até cultural), se não significa nada o pessoal de esquerda esfuziante a clamar vitória, enquanto Miguel Sousa Tavares recorre à manipulação para sugerir a censura e a direita se empertiga com o desaforo, se isto não tem significado político, então eu não sei o que é que tem.

      • Vasco Ramos diz:

        Muito prazer Pedro mas já nos conhecemos….mas isso não interessa agora.
        Eu não estava a amesquinhar os HdL. Eu já os conheço praticamente desde que começaram. Por interposta pessoa até tenho alguma noção da sua sensibilidade política.
        Já os vi ao vivo diversas vezes. E gosto, tenho alguma nostalgia ao vê-los….parece que estou a olhar para fotos vivas dos meus pais nos anos 70.
        O humor provocatório deles nem sempre foi bem acolhido pela esquerda. Foram corridos da festa do Avante em 2007, se bem me lembro (não tenho tempo agora de procurar o link mas fui público e notório). Caracterizam-se por fazer um humor de combate, que já lhes valeu sovas em circos e em estágios da selecção de futebol.
        Percebo bem o valor do acontecimento, como muito bem lhe chamaste (posso tratar por tu? agradecido =)).
        O facto de reaccionários ficarem com os cabelos em pé, de temerem pela nossa “respeitabilidade” – como se alguém do FMI ou do governo alemão estivesse a ver o eurofestival – é prova de que tocaram em pontos sensíveis e que há quem tema rupturas que se tornam cada vez mais prementes.

        Mas reparo que estavam com o mesmo entusiasmo a fazer campanha pela Nestea como agora se empenham nisto. Eu por mim prescindo da coerência como um valor em si mesmo.
        Aquilo para que eu alerto é para o facto de eles estarem a ser levados demasiado a sério e de, talvez, eles próprios se começarem a levar demasiado a sério.
        Saudações
        Vasco

        • Pedro Penilo diz:

          Tratamo-nos por tu, claro. (Só não gostei do “oráculo”, mas se calhar foi hipersensibilidade…). Não a eles, ao acontecimento, sim, levo-o a sério. E eles? Que farão eles com isto?

          Estamos de acordo, então.

  16. SANTIAGO MACIAS diz:

    Merda, pá! Ganharam um frasco de vidro do IKEA e já se levam a sério. Merda!

Os comentários estão fechados.