DOMINGOS CLANDESTINOS – A primeira despedida e a última homenagem

Fabrizio de André, “o Zeca Afonso italiano”, como me foi dado a conhecer, fechou o primeiro ano do Clandestino, numa homenagem radiofónica que percorreu as músicas mais marcantes do seu legado. De André acompanhou os anseios de uma juventude particularmente palpitante nos anos 70. Desde o seu primeiro álbum em 66 até ao Anime salve trinta anos depois, a sua voz deu corpo a muitas das canções da luta política. Férreo ironista da doutrina católica, exorcista da acção repressiva do Estado e cantor apaixonado do Maio Partigiano, De André merece que a ele se regresse, sempre.

Os domingos voltam assim à legalidade e os melhores momentos do primeiro ano ficam como uma espécie de prenda virtual para os 25 anos da RUC. Para que continuemos a ter rádio-postas temos que confiar na boa vontade do José Reis ou do João Torgal e nas loucas sonoridades com que o dueto António de V nos brinda de tempos a tempos.

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