DOMINGOS CLANDESTINOS – A primeira despedida e a última homenagem

Fabrizio de André, “o Zeca Afonso italiano”, como me foi dado a conhecer, fechou o primeiro ano do Clandestino, numa homenagem radiofónica que percorreu as músicas mais marcantes do seu legado. De André acompanhou os anseios de uma juventude particularmente palpitante nos anos 70. Desde o seu primeiro álbum em 66 até ao Anime salve trinta anos depois, a sua voz deu corpo a muitas das canções da luta política. Férreo ironista da doutrina católica, exorcista da acção repressiva do Estado e cantor apaixonado do Maio Partigiano, De André merece que a ele se regresse, sempre.

Os domingos voltam assim à legalidade e os melhores momentos do primeiro ano ficam como uma espécie de prenda virtual para os 25 anos da RUC. Para que continuemos a ter rádio-postas temos que confiar na boa vontade do José Reis ou do João Torgal e nas loucas sonoridades com que o dueto António de V nos brinda de tempos a tempos.

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2 respostas a DOMINGOS CLANDESTINOS – A primeira despedida e a última homenagem

  1. V. KALIMATANOS diz:

    Bom, “férreo” gozador da coisa católica é capaz de ser metálico demais com perigos de ferrugens dos ímpetos revolucionários, particularmente se nos lembrarmos que o poeta também era Cristiano pelo meio, e não só. Mas não merece a pena estragar o dia ao Renato, admirador dos Maios Partigianos. Eu também era assim, mas depois fui a Ingolstadt e mudei de ideias. Já o Frakenstein tinha feito o mesmo. Mas esse era ficção.
    E fixe é a homengem, pois.

  2. Descarregado, gracias Renato.
    🙂

    Agora prendinha (conheço Genoa e arredores muitíssimo bem, fiz isso com o meu amigo Claudio que é de lá… a baixa é um encanto, e há uma base militar importante lá, e um porto, La Spezia) por uma vex sem exemplo, just for evaluation and/or educational/informational purposes.

    Além de que como é mp3 a 320kbps, é lossy, significa básicamente que a qualidade não se equipara à do CD.

    E comprando o CD ‘bosselências’ fazem o que devem, i.e. (neste caso) ajudam a sustentar os herdeiros do artista.

    Mi Innamoravo Di Tutto (2007)

    A good sampler, if at 11 tracks all too brief, of the many different phases of Fabrizio De André’s career, this compilations skips most of the obvious hits for lesser known but equally terrific album tracks such as “Canto del Servo Pastore” or “Coda di Lupo.”
    It’s main attraction is the inclusion of a previously unavailable version of De André’s most famous song “La Canzone di Marinella,” performed as a live duet with Italy’s greatest diva Mina.
    ~~Mariano Prunes, AMG

    With the death of Fabrizio De André from cancer on January 11, 1999, Italy lost one of its most modern singer/songwriters.
    Inspired by the songwriting of Bob Dylan and Leonard Cohen, De André’s songs encompassed Genoese folk songs, French protest/social commentary, beatnik “stream of consciousness” poetry, and the soundtracks of Italian film Westerns.
    A native of the Genoese province of Liguria, De André was born into a wealthy family.
    His father’s criticism of the fascists who controlled Italy caused he and his family to go into hiding in Asti during World War II.
    The experience left a lasting mark.
    Although he returned to Genoa following the end of the war in 1945, he continued to be drawn to political and social issues.
    Entering university as a pre-law student, De André found music a more effective mode for expressing his views.
    Having studied violin as a youngster, he found his natural musical voice after acquiring his first guitar at the age of 16.
    American jazz guitarist Jim Hall served as an early influence. Launching his professional career as a member of pianist Mario DeSantis’ jazz band, De André increasingly veered toward more pop-minded genres.
    Forming a country & western band, Crazy Cowboy & Sheriff Ore, he began writing his own songs about suicide, prostitution, and drugs.
    His debut single, “Nuvole Barocche” was released in 1958.
    Scoring his first hit, “Marinella,” in 1965, De André released his first album of new material, “Tutto Fabrizio De Andre”, the following year.
    He remained seclusive, however, refusing to appear on television and not performing his first concert until March 18, 1975.
    He continued to maintain a low profile for the rest of his life, rarely appearing in concert.
    De André attracted international attention when he was kidnapped, along with his compatriot Dori Ghezzi, in August 1979 and imprisoned for four months by Sardinian criminals.

    ~~Craig Harris, AMG

    Tracklist:

    01. Coda di Lupo (Fabrizio De Andre/Massimo Bubola) 5:25
    02. Canzone di Marinella (Fabrizio De Andre) 5:04
    03. Sally (Fabrizio De Andre/Massimo Bubola) 4:50
    04. Cattiva Strada (Fabrizio De Andre/Francesco De Gregori) 4:35
    05. Canto del Servo Pastore (Fabrizio De Andre/Massimo Bubola) 3:13
    06. Bocca di Rosa (Fabrizio De Andre) 3:07
    07. Se Ti Tagliassero a Pezzetti (Fabrizio De Andre/Massimo Bubola) 4:12
    08. Jamin-A (Fabrizio De Andre/Mauro Pagani) 5:00
    09. Canzone dell’Amore Perduto [Live] (Fabrizio De Andre) 3:47
    10. Il Bombarolo (Fabrizio De Andre/Giuseppe Bentivoglio/Nicola Piovani) 4:21
    11. Ave Maria (Franz Schubert) 5:26

    Personnel:

    Fabrizio De André (Vocals and Guitar)
    Danilo Rea (Piano) – 2
    Massimiliano Moriconi (Double Bass) – 2
    Alfredo Golino (Drums and Percussion) – 2
    Mark Harris (Vocals) – 11
    Others unknown.

    Aki:
    http://www.megaupload.com/?d=0ONF4JSD

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