1: “Camaradas, pá!” 2: “A luta é alegria” 3: “Contra a reacção”

A vitória dos “Homens da Luta” no Festival da Eurovisão encerra em si lições para as lutas que aí vêm.

1: “Camaradas, pá”
Os homens da luta envergam e empunham símbolos de que alguma esquerda “moderna” se envergonha. Só quem for muito cara-de-pau é que acha que o humor, neste caso, é de chacota para com estes símbolos

Tal como Carlos Vaz Marques que, cego ao que se passa à volta, diz: “A esquerda revolucionária vai achar que estão a gozar com as glórias da revolução”

 

Quem conhece o percurso dos “Homens da Luta” e o da recepção que têm do povo de esquerda sabe como aqui o humor é uma expressão de afecto. E o povo retribuiu com o seu voto.

2: “A luta é alegria”
Há quem buscando a alegria da vitória, abandone a luta. Ora, como dizia uma minha camarada que viveu a clandestinidade “Nós éramos felizes!”. Busquemos a vitória, mas pela luta, sempre.

3: “Contra a reacção”
A principal lição da noite de ontem, de que muitos companheiros de luta andam esquecidos. Os “Homens da Luta” não desistiram das “palavras fortes”, num Festival da Eurovisão moribundo. Venceram o júri, venceram o “gosto”, ganharam meia sala (e meio povo, lá fora), enquanto a burguesia da canção nacional saía vaiando, com aquele espírito democrático que a burguesia mostra, quando lhe vão ao bolso.

Quem quer lutar e vencer tem de ter objectivos, enunciá-los alto e bom som e… apontar os responsáveis. Pode demorar um pouco mais de tempo. Mas é mais certeiro o tiro.

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