Do sectarismo, da inteligência e da vontade sindical – Tenho a impressão que a maioria dos professores vai acabar por descer a Avenida da Liberdade

Hesitei em tomar a palavra no debate que gerou a insinuação que o João Torgal aqui levantou, em que questiona a boa fé da FENPROF ao marcar uma manifestação de professores para a mesma data da manifestação da Geração à Rasca. No campo da prova o que o Bruno apresenta para o contrapor é pouco. A matéria do JN, de dia 10 de Fevereiro, dizia que nesse mesmo dia, uma quinta-feira, o sindicato de professores havia decidido ‘”realizar “um grande encontro” em Março no Campo Pequeno, em Lisboa, que terá em seguida “expressão de rua”‘, e que significava que ‘“os professores prometem “encher o Campo Pequeno” e sair à rua, a 12 de Março, e vão ainda fazer greve às horas extraordinárias a partir de 1 de Março”‘. No campo dos factos, que não é o mais interessante, fica demonstrado com uma pesquisa rápida que a manifestação da Geração à Rasca tem uma história mais antiga, e que não faltam artigos publicados sobre o assunto anteriores ao tal dia 10 de Fevereiro.

Acho no entanto que este debate é mais interessante no campo da política do que no campo da investigação criminal. É que quando as impressões dão comichão, dão-se respostas.

Não é uma impressão que o PCP olha de soslaio a manifestação da Geração à Rasca. Apesar de ter havido um sector da sua base que aderiu ao protesto a verdade é que os dirigentes têm largado fel sobre o assunto, de resto com sempre largam quando os processos sindicais não são dirigidos por eles. É um fado antigo.

Não querendo entrar no plano das intenções, dou de barato que o Mário Nogueira e os seus camaradas de luta (que diga-se estiveram pouco presentes na manifestação dos professores em frente ao parlamento ainda há poucas semanas) tenham marcado a iniciativa sem saberem do outro protesto, ou a saberem, acharem que aquilo não passaria de uma manifestação tão marginal como todas as outras manifestações de precários que tem havido até aqui.

Se assim for os camaradas têm como emendar a mão e recusar qualquer cedência ao sectarismo, sendo que depois de encherem o Campo Pequeno nada como se juntarem ao resto dos sectores no Marquês de Pombal e na Avenida da Liberdade.  De resto e estando a falar de um Sábado, e sendo o Campo Pequeno um sitio de onde tradicionalmente se parte para o Ministério da Educação, se opte por dirigir um protesto para dois securitas e para uma porta fechada, do que rumo ao convívio com milhares de outros trabalhadores, precários e desempregados que estarão na Avenida.

O Mário Nogueira, que ficou conhecido em Coimbra por tentar expulsar estudantes solidários com a luta dos professores das suas manifestações, dificilmente descerá a Avenida a troco de cinco minutos de verbo às portas (cada vez mais vazias) da concertação social, mas as centenas de professores que lá estarão têm a responsabilidade não só de retirar toda a razão ao João Torgal como de caminhar rumo à tão preciosa unidade que é preciso construir contra o governo Sócrates.

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39 respostas a Do sectarismo, da inteligência e da vontade sindical – Tenho a impressão que a maioria dos professores vai acabar por descer a Avenida da Liberdade

  1. Bruno Carvalho diz:

    Acho incorrecto que me acuses de sectarismo quando a única coisa que fiz foi mostrar que a FENPROF não foi oportunista nem quis aproveitar-se das manifestações convocadas pelo facebook. Sectarismo foi o de quem de forma absolutamente despropositada veio acusar a FENPROF de querer dar uma facada nas costas de quem participe nessas acções. Uma manobra baixa quando o que se quer é que cada um respeite os outros e a liberdade de manifestação sem qualquer tipo de intriguismos inexistentes.

    • Renato Teixeira diz:

      Calma Bruno. O sectarismo era mesmo para o Mário Nogueira. Vejo que não colocas nenhum link anterior ao 10 de Fevereiro nem fazes a devida correcção e auto-crítica. 😉

      • Bruno Carvalho diz:

        Como deves calcular, a acção da FENPROF não foi decidida no dia 10 de Fevereiro, quando foi anunciada. Ela terá sido discutida, aprovada e, posteriormente, anunciada. Aqui o que me choca não é tanto qual é que foi a primeira a convocar a manifestação. O que me choca é que acusem a FENPROF de oportunismo num discurso despropositadamente sectário como foi o do João Torgal. Mesmo tendo sido a FENPROF a primeira a convocar ninguém os viu acusar os outros convocantes de outras acções de oportunismo.

        • Renato Teixeira diz:

          Continuas sem provar quem foi o primeiro a tornar pública a sua decisão, ainda que tenha sido isso que te motivou a fazer uma posta de resposta, continues a dizer que não é isso o mais importante e praticamente a não fales de outra coisa. De resto, na notícia que tu divulgas é dito que tal decisão foi tomada na reunião dessa quinta feira.

          Já o crime de lesa pátria do João, não deves ter lido o último parágrafo: “Como a jogada táctica tem limites, quero acreditar que não. Que ainda haverá um objectivo consequente de juntar as Manifestações, que partilham muitas preocupações e objectivos comuns.”

  2. Pedro Penilo diz:

    Renato, grande contorcionismo para inverteres os factos: o que João Torgal fez foi lançar uma provocação, que tu agora tentas legitimar de forma habilidosa. Quando a FENPROF convocou a concentração para dia 12, ainda a “Geração à Rasca” era uma pequena página no Facebook. O primeiro post no site da “Geração à Rasca” data curiosamente de 11 de Fevereiro. E ainda havia o “1 milhão pela demissão da classe política”… Era o que faltava, uma estrutura sindical que mobiliza dezenas de milhar de professores, andasse a ver em que data calhava melhor às agendas de cada um.

    Acho penoso ver como aqueles que antes urravam pelo facto de haver “donos de manifestações”, agora queiram ser “donos das datas e do tempo” e, pior ainda, “donos da minha liberdade de decidir a que manifestações devo ir ou não”. Esse é o papel que tu, Renato estás a cumprir, tal como o João Torgal, tal como muitos que andam sempre com a boca cheia de “anti-totalitarismo” e “anti-sectarismo”.

    Esse sim é o vosso totalitarismo; o vosso sectarismo. Vão às manifestações que entenderem, redijam os manifestos que entenderem, mas não me venham dizer a mim o que devo fazer ou não.

    • Renato Teixeira diz:

      Com as tuas palavras pelo menos cai por terra o argumento de que foi a FENPROF a primeira a marcar um protesto para o dia 12: “Quando a FENPROF convocou a concentração para dia 12, ainda a “Geração à Rasca” era uma pequena página no Facebook.”

      É que foi esse o grande argumento levantado na caixa de comentários do João e foi esse o grande argumento do Bruno: “ou a FENPROF decidiu marcar uma acção para 12 de Março muito antes das que foram convocadas no facebook? É que a 10 de Fevereiro o JN noticiava a conferência de imprensa encabeçada por Mário Nogueira em que se anunciou publicamente a decisão de se organizar um encontro seguido de manifestação.”

      • Pedro Penilo diz:

        Não, não cai por terra esse argumento. Nem isso o mais importante que esse argumento sustenta.

        Quando eu nasci, em 64, já tinha na ideia fazer um manifestação a 12 de Março. Tenho aqui na gaveta que não me deixa mentir… Ó Renato, a posta do João Torgal é uma bosta, nem que lhe ponhas chantilly.

        • Renato Teixeira diz:

          Na posta do João vejo uma pergunta em forma de insinuação, e uma declaração de boa fé que recito: “Como a jogada táctica tem limites, quero acreditar que não. Que ainda haverá um objectivo consequente de juntar as Manifestações, que partilham muitas preocupações e objectivos comuns.”

          Na posta do Bruno, ainda que perceba a indignação quanto à marginalidade mediática da acção da FENPROF, vejo um argumento frouxo e, até ver, falso.

          No meio da troca de mimos procurei chamar atenção para o essencial: “Tenho a impressão que a maioria dos professores vai acabar por descer a Avenida da Liberdade”

          Ou não é assim?

          • Pedro Penilo diz:

            Fico enternecido… com a lógica da beterraba, tipo:

            A FENPROF convoca a sua iniciativa para dia 12 para lixar a “Geração à rasca”, mas no fundo a FENPROF quer é desfilar em conjunto com a “Geração à Rasca” (malandros). Ou seja, marcaram para dia 12, por que suspeito (eu, João Torgal) que o que eles querem mesmo (sacanas) é desfilar com a “GàR”, mas ao desfilarem com eles, tramam-nos, porque no fundo, a “GàR” não os quer lá. Ou ainda, a FENPROF boicota a “Geração à Rasca” marcando uma iniciativa, de gente que vem de todos os pontos do país, para o mesmo dia. Já se marcasse para o dia seguinte… o que não diria o João Torgal…

          • Renato Teixeira diz:

            Pedro. Areia não ajuda. Se todos querem desfilar juntos parece-me que o problema fica resolvido. Assim esperemos, caso contrário os professores da geração à rasca podem ficar sem saber para onde vão.

  3. Pedro Penilo diz:

    Ahahahaha, isto é ridículo Renato! A “história mais antiga” é uma página no Facebook a “4, 5, ou 6 de Fevereiro”!!!

    Estou mesmo a ver, ó Renato: Mário Nogueira, na reunião que prepara o Plenário de dia 10: “Camaradas, vejam lá no Facebook, nas vossas agendas e, já agora, nas dos vossos amigos, se 12 de Março está livre! Não… então que tal em 12 Dezembro de 2014?”.

    • Renato Teixeira diz:

      Nota que na posta dou de barato a boa-fé. Interessante seria que posto isto os protestos se unificassem. Ou o Sócrates não é o mesmo para todos?

      • Pedro Penilo diz:

        Renato, não me dei nada conta de que na tua posta desses de barato a boa-fé. Noto, sim, que quer legitimar a provocação do João Torgal, que curiosamente labora no sentido da divisão e da suspeição, ao contrário do que dizes tu defender.

        • Renato Teixeira diz:

          “Não querendo entrar no plano das intenções, dou de barato que o Mário Nogueira e os seus camaradas de luta (que diga-se estiveram pouco presentes na manifestação dos professores em frente ao parlamento ainda há poucas semanas) tenham marcado a iniciativa sem saberem do outro protesto, ou a saberem, acharem que aquilo não passaria de uma manifestação tão marginal como todas as outras manifestações de precários que tem havido até aqui.”

        • Renato Teixeira diz:

          Concedo que a posta do João labota na suspeição. Na divisão não. Senão seria algo idiota defender que os protestos se unificassem.

  4. João Valente Aguiar diz:

    Caro Renato,

    *

    A minha leitura é que o “À Rasca” mostra que o descontentamento entre a juventude trabalhadora portuguesa é larvar. Contudo, amplas massas ainda estão ideologicamente amarradas às categorias políticas da ideologia dominante (não por culpa própria mas pela inerência óbvia e indiscutível dos efeitos da ideologia dominante sobre a consciência desses trabalhadores). Daí que quanto mais a manif de dia 12 queira deixar cair a patetice anti-“toda” a classe política e quanto mais procurar acentuar um carácter de classe, melhor. Se quiser ficar pela pobreza franciscana do manifesto que aparece na página deles, mais demorará a que algumas camadas de jovens trabalhadores se assumem como isso mesmo, como trabalhadores e não tanto como indivíduos/cidadãos à rasca. Para concluir, nada contra o “À Rasca”, mas total consciência dos profundos limites desse movimento e ver até que ponto esse movimento pode engrossar ou não as fileiras da luta operária e popular contra o neoliberalismo. Aí para baixo há um post do Bruno Carvalho se não estou em erro e que vale a pena ler sobre os limites do “À Rasca”.

    *[João Valente Aguiar apaguei os dois parágrafos e o seu comentário seguinte por serem dirigidos ao João Togal e por serem, no mínimo, insultuosos. Se quiser polemizar com ele nesses termos terá que fazer esses comentários na devida posta e deixar a publicação do insulto ao critério do João Torgal.]

    • Renato Teixeira diz:

      “até que ponto esse movimento pode engrossar ou não as fileiras da luta operária e popular contra o neoliberalismo”

      Para isso acontecer, não pode ser com o movimento sindical de costas voltadas e com o movimento “cidadão” com pruridos sindicais.

      Como diria um velho cartaz do Bloco de Esquerda: “todos juntos, pela luta toda”.

      • João Valente Aguiar diz:

        Foi por ter atacado o PSTU lá pelo meio Renato? Ou pelo Trotsky? Por causa de uma táctica do trotskismo aplicada ao Torgal?

        Caramba apagar dois parágrafos inteiros só por ter chamado [*novamente??] ao Torgal? Eu, por acaso, ataquei o bom nome dele? Por acaso ofendi o homem? Por acaso dizer que ele está do outro lado da barricada (concedo, com outras palavras) é algum insulto? Desde quando é que classificar alguém politicamente (por exemplo, o Cavaco é um reaccionário, etc.) equivale a fazer um juízo sobre a pessoa? (voltando ao exemplo de Boliqueime, dizer que o Cavaco é reaccionário e um bandido não significa que ele não seja um avô porreiro para os netos e para os cãezinhos que ele possa ter na aldeia da Coelha, precisamente porque a vida pessoal dele nada interessa para as teses e práticas políticas dele). Na luta política existe a classificação política, não a pessoal. Se as duas se misturam então algo vai muito mal.
        E isto não é a minha vida. Tenho mais que fazer do que andar para aí a guardar os meus comentários… Escreveria sem nenhum problema no post do Torgal o que você CENSUROU.

        Mande-me por mail que eu publico sem problema os comentários na posta dele. Eu posso não concordar com mta coisa que você escreve mas nunca pensei que você já tivesse chegado ao ponto a que chegou…

        Em suma, não venha com a conversa dizendo que eu insultei. Insultar é chamar nomes ofensivos, eu só descrevi um estatuto político do JTorgal, concorde-se ou não com o mesmo.

        Por último, espero não ver este comentário ser desaprovado. Era só o que faltava por ter dito o que achava sobre o assunto.

        • Renato Teixeira diz:

          Qual trotsky, homem. Qual PSTU. É mesmo o insulto ao Torgal que me voltou a fazer apagar.

          Agora que o Pedro nos trouxe a boa nova, vemos-nos na avenida da Liberdade, certo?

          http://5dias.net/2011/03/04/que-azar-o-renato-quem-se-apega-as-datas-as-horas/

          • João Valente Aguiar diz:

            Caramba pá, não é insulto. É um estatuto político. Insulto era dizer que ele era este e aquele, chamar-lhe asneiras, insinuar coisas abjectas sobre a vida de outrém. Eu categorizei politicamente o Torgal, apenas isso. Teria sido mais útil mostrar que ele não é o que eu afirmei, que ele não está a fazer o jogo do outro lado. Ligaste mais ao exagero, no acentuar de um tom (portanto, mais à forma) do que à substância (onde ele se posiciona politicamente e a que jogos ele se presta). Para além de que acho que deverias publicar os meus comentários. Já vi coisas bem mais insultuosas aqui no 5dias (e que, aliás, achei mto bem passarem).

            (Está a dar agora a porcaria de um filme na televisão com a Jessica Alba e com o rapazinho que fazia de Elfo no Senhor dos Anéis. A gaja tem uns dentes horríveis, mais ainda para quem tem mais do que dinheiro para arranjar os incisivos superiores todos quase sem aparelho… Renato, isto sim é insultar: dizer que a gaja X é feia, tona e estúpida. Ora, eu não disse nada disso sobre o Torgal). Ele até podia ser meu pai ou meu irmão que lhe dizia o mesmo.

          • Renato Teixeira diz:

            Não vejo onde por onde conclui que fulano é do outro lado porque fez uma insinuação sobre uma dada decisão de um sindicato, que, se não estou em erro, até é o dele. Mas não me respondeu. Vemos-nos na Avenida da Liberdade?

          • João Valente Aguiar diz:

            Resposta ao comentário das 4:47

            Mas essa avaliação política que fiz do Torgal, correcta ou não, acertada ou não, é a mim que me cabe fazer e não a ti censurares o comentário. O teu comentário das 4:47 enterra-te. Mostra que apagaste os dois parágrafos por uma motivação política não por qualquer acto meu de ofensa ou insulto ao Torgal. Ele pode ser um doce de pessoa. Não falo da pessoa dele, mas do que ele é politicamente. Se exagerei, se estou incorrecto, se etc, etc, etc, isso já é problema meu não?

            Sobre a Avenida da Liberdade. Eu não tenho de dar informação absolutamente nenhuma sobre a minha actividade política a quem me fez o que chamei ao Torgal. Não estou a dizer que o sejas (não acho que o sejas), mas que o acto o foi, foi. Então eu tenho de responder de mansinho a quem me censurou, mesmo que seja outra questão? Nem pensar Renato.

        • A.Silva diz:

          Já o Renato pode fazer as insinuações mais insidiosas sobre o Mário Nogueira que ninguém o censura.

          • Renato Teixeira diz:

            O Mário Nogueira não é escriba desta tasca e não fiz sobre ele nenhuma insinuação. Apenas lembrei o motivo pelo qual ele é recordado entre muitos estudantes de Coimbra. Tenho muito respeito por muitos sindicalistas do PCP. Este em particular já fez por merecer que se perdesse por ele toda a consideração. Note que ainda assim não digo que está do lado da contra-revolução ou que é um agente do antigo regime, piropos como alguns optaram por debater com o João Torgal.

          • João Valente Aguiar diz:

            Sejamos sinceros Renato, não dizes mas pensas 🙂
            E o que eu disse, apesar de formalmente excessivo, não justifica a tua censura. Nem rebate a crítica que fiz ao Torgal de que ele em nada apelou à unidade na luta contra o governo e o neoliberalismo e que, objectivamente e na senda de outros posts dele, ele faz o jogo do outro lado. Eu não posso dizer que o Torgal é um agente infiltrado no movimento (pelos motivos que expus), mas se alguém nos comentários, como já vi aqui no 5 dias (nos comentários repito), manda piropos de que os membros do PCP são stalinistas, membros do KGB, burocratas, totalitários, revisionistas, etc. já seria correcto e nem uma palha de censura (nem teria de haver)… Give me a break…

  5. Miguel Lopes diz:

    Ensaiaste aqui uma espécie de fuga em frente ó Renato. E sem propósito nenhum porque o post inicial nem era teu.
    Desconhecia os factos que o Bruno aqui meteu. Para mim ficou esclarecido.

    Abraço

    • Renato Teixeira diz:

      Miguel não percebi onde é que fugi em frente nem a que dados te referes que o Bruno tenha apresentado. Ele resumiu a posta do João à questão das datas o que manifestamente não é verdade.

  6. Lino Queiroz diz:

    Meu caro, por certo uma noite bem dormida acabará por relegar esta discussão para o local onde você colocou os dois parágrafos de um comentário de João Valente Aguiar.

    Deixe que lhe diga, está no seu legítimo direito de publicar ou não um comentário, já censurar parte de outro me parece abusivo, para não adjectivar de outra maneira. Só tinha uma coisa a fazer, eliminar o comentário todo. Ou será que nesta casa se utiliza ou passará a utlizar o lápis azul? Sempre é bom sabermos o que acasa gasta.

    • Renato Teixeira diz:

      Assim o farei se o visado o pedir.

      • João Valente Aguiar diz:

        Renato,
        eu não tenho de pedir para me apagarem o comentário… Era só o que faltava. Eu acho que devias ter publicado. Vou ser chato, mas eu não insultei, apenas disse o que achava dele politicamente. Foi forte? Foi. Exagerei no tom? Talvez. É mentira o que disse? Se calhar não andarei mto longe da verdade, até pela discussão patética que depois se gerou aqui sobre o que menos importa e sobre as desconfianças que o Torgal lançou de parte a parte (entre a Fenprof e o pessoal mais adepto do “À Rasca”). E esse tipo de manobra política, não me venham com histórias, isso nem favorece a manif do “À Rasca” nem a luta justíssima da Fenprof e dos professores portugueses. Foi da manobra política que retirei a conclusão – sublinho, política – do Torgal.

        • Renato Teixeira diz:

          E conseguiu dizer o que pensava sem recorrer ao insulto (sem provas não passa disso), e que agora pretende mascarar como uma caracterização política inocente.

          Continua no entanto sem me responder se nos encontramos na Avenida da Liberdade…

          • João Valente Aguiar diz:

            Mas ouve lá. Se eu faço um juízo político errado sou eu que o tenho de justificar não a tua censura. Se eu for criticado pelo que disse sou eu que tenho de me defender, bem ou mal. Não é a tua censura que tem de avaliar se o que eu escrevi é um insulto ou não só porque supostamente não “provei” uma caracterização política… E desde quando é que mtas das classificações políticas têm provas a que, passe a redundância, se possam chamar “provas”… Eu acho que o Mário Soares é um contra-revolucionário pelo que ele defende (e defendeu) mas tb pelo que ele praticou (destruição da Reforma Agrária, ataques aos direitos dos trabalhadores, repressão de lutas operárias, etc.). Esta é uma avaliação que é fácil pegar em provas. Mas mesmo estas provas têm uma perspectiva de classe. Para um burguês, para um proprietário as medidas do Soares não terão sido reaccionárias mas benéficas para o país, etc. Portanto, o que é isso de provar em política? O que há é perspectivas de classe, naturalmente tb baseadas em factos (mau o seria), mas não os tomando cristalizados como algo positivista e não sujeito à discussão e avaliação política e ideológica.

            Tu tb tentas desviar a discussão para o que não interessa. O que está aqui em causa é a censura do meu comentário que, óptimo ou mau, bonito ou feio, bem ou mal argumentado, não era um insulto, como qualquer pessoa que tenha lido os teus comentários subsequentes topa.

            Bom, agora vou-me deitar porque isto não são horas… E, por mim, a discussão acaba aqui. O teu acto de censura política é que, incompreensivelmente, se mantém. Fica contigo.

          • Renato Teixeira diz:

            Ouço cá, ouço. Não faltam provas de que o Mário Soares é um contra revolucionário. Para provar que o João é o o João Valente Aguiar acha que é, vai ter que apresentar mais do que uma posta do camarada com uma insinuação.

  7. Ho Chi Mihn diz:

    ACHO ESTE “CAVALO DE BATALHA” PERFEITAMENTE RIDÍCULO!

    A começar com essa ideia peregrina que, no dia 12, plos vistos, só a chamada “geração rasca apartidária, pacifista e laica de corações nas mãos” se pode manifestar… O pá! E quando começam as “teorias da conspiração”, então entramos no campo do ríDICULO.

    Lamento ter de te dizer isto, mas o teu problema é simplesmente este: dia 12, o movimento sindical organizado (mal ou bem é outra questão) irá realizar uma acção de rua com conteúdo e gente – já para não falar da manif de 19 da CGTP. A geração rasca, mesmo com toda a promoção dos média… se calhar… não! fodido, né?

    Pá, a sério: esse teu ódio de estimação ao PC turva-te os juízos.

    • Renato Teixeira diz:

      só vejo ódio a alguma coisa nas tuas palavras. O PCP aderiu à manifestação e isso é o que interessa no final da conversa. Sinceramente acho que ao contrário do que dizes se prepara um grande dia na Avenida e não é seguramente à conta do escárnio que tem chovido sobre o protesto.

  8. Ho Chi Mihn diz:

    Claro! Contigo é só análise política da mais pura cientificidade. Onde é que eu tinha a cabeça? Quanto à manif da “geração à rasca” não digo nada senão: a) tem recebido um inusitado apoio mediático por parte da imprensa capitalista (mentira?!?) b) estaremos pra ver qual será a real adesão ao protesto e qual serão os seus conteúdos e formas (não tenho bola de cristal).

    Quanto ao mais acho apenas um traço de sectarismo básico extrapolar factos e pôr um boato a correr contra a fenprof – que é o que tu estás a fazer

    • Renato Teixeira diz:

      Isabel Stilwell, Helena Matos, Pacheco Pereira, Fátima, etc, etc, etc. Verdadeiras benesses mediáticas que o movimento tem tido. Sim senhor.

  9. Ho Chi Mihn diz:

    Houve alguém que disse: “toda a publicidade é boa, inclusive a má publicidade”, não foi?

    No que diz respeito ao esencial: à crítica sobre as insinuações e acusações absolutamente não fundamentadas que fazes à fenprof e – de permeio – ao PCP, passas completamente ao lado nos teus coments. Mas parece que, mais acima, um dos colegas de tasca já te explicou (muito) melhor do que eu. Abraço.

  10. Alexandre de Sousa Carvalho diz:

    Meus caros,

    enquanto um dos promotores do protesto de dia 12, espero que consigamos estar todos juntos, sem sectarismos. Uma das razões pela qual o evento foi criado no facebook foi precisamente do problema ser transversal a todos os sectores de actividade profissional, nos quais se incluem obviamente a situação dos professores e da educação em geral.

    Quando criámos o evento não tínhamos qualquer ideia do que se iria seguir. Foram até utilizadores e participantes da página do protesto que nos informaram da marcação para o Campo Pequeno. Mas perder-mo-nos em discussões em quem é que aqui chegou primeiro não só é destrutivo e desmobilizador como secundariza o cerne da questão que deveria ser “a malta está farta e vai começar a sair à rua”. Seja movimento cívico, sindical, whatever. E essa coisa é que é linda.

    Se os professores irão estar connosco ou não? Quero acreditar que eles já estão Renato, mesmo que não desçam a Avenida da Liberdade. Tal como eu estou com eles e suponho que muitos mais que vão descer a Avenida da Liberdade também estarão.

    Cumprimentos a todos.

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