Parem de rabujar sobre a qualidade das “licenciaturas de Bolonha”!

Cambada de picuínhas e velhos do Restelo!

Inspirem-se, antes, nesta ideia inovadora e corajosa!

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12 respostas a Parem de rabujar sobre a qualidade das “licenciaturas de Bolonha”!

  1. Renato Teixeira diz:

    Então? São boas?

  2. Karlos diz:

    Pois. Antes de Bolonha, sabia-se escrever “picuinhas”…

    • Paulo Granjo diz:

      E como se vê, até um gajo com licenciatura pré-Bolonha e com um doutoramento galardoado com o mais respeitado prémio nacional para as ciências sociais pode meter acentos a mais.
      Para além de que, segundo parece, houve um escritor português que não precisou de licenciatura nenhuma para ganhar um Prémio Nobel.

      • Karlos diz:

        E isso do Saramago vem a propósito de…?
        Não consta que ele desse pontapés na ortografia.

        • LAM diz:

          Mas também não consta que tivesse sido galardoado com um prémio a propósito de algum trabalho de sociologia. Cada macaco no seu galho, e não dar pontapés na ortografia seria o mínimo a um galardoado com um prémio em literatura o que, também que conste, não será a aspiração do autor do post.

        • Precisamente, meu caro Karlos.
          O Saramago vem a propósito de um argumento em dois movimentos: vem a propósito de que nem os meus pontuais erros de acentuação em tão determinantes palavras são culpa do processo de Bolonha (nem tão pouco da minha falta de treino de escrita ou de formação posterior), nem a genialidade e capacidade de reinvenção da escrita do Saramago lhe foram transmitidas por um interminável processo escolar. Infelizmente, eram mesmo dele e do seu percurso, não podendo ser transmitidos ou recriados com aulas.
          Pelo que o seu comentário original tem como único valor substantivo dizer que está um assento a mais numa palavra – o que é verdade e por mim logo reconhecido. Nenhum acerca da questão que pretende nele levantar.

          E qualquer sentido para além deste que seja atribuído à minha resposta anterior (atribuições de sentidos de que são óptimos exemplos os restantes comentários desta fileira, mas em que não incluo os seus) relevam, basicamente, das cabecinhas que os produzem e daquilo que quereriam dizer, se dissessem o que eu disse.
          Ou seja, são acerca deles, não acerca de mim.

      • José diz:

        Só vem demonstrar que a deficiência do ensino não começa na universidade.
        Ficamos todos a saber que tem um “doutoramento galardoado com o mais respeitado prémio nacional para as ciências sociais”.
        Seguindo a lógica do seu argumento, só podermos estar desesperados e “fechar a loja”, pois mesmo os mais dotados não sabem exprimir-se correctamente na língua materna.
        Tenha paciência, mas a sua resposta ao comentário do Karlos foi um argumentum magister dixit despropositado.

  3. Comentário sobre o fundo da questão:
    É possível reduzir os anos de uma licenciatura (p’ra um não sei…) mas a minha ideia é que a Universidade serve mais para «abrir as mentes» que p’ra ensinar seja o que fôr, isso depois aprende-se «na prática», cá fora.
    Eu pessoalmente não poderia ter feito o que diabo fiz se fôsse obrigado a ir às pôrras das aulas todas (uma boa parte era um aborrecimento e uma inutilidade impossível, servem para dar empregos àkela malta, a Univ. aki é «napoleónica», uma estrutura hieraquizada como a tropa e a igreja, só és ‘promovido’ se alguém acima de ti se dignar a morrer….)
    Mas tínhamos portanto tempo, que utilizávamos para faxer «outras coisas» enquanto íamos passando nas cadeiras na calma.

    Agora isso tem um custo, e no caso das «públicas» (as melhores) é pago por toda a gente, impostos.
    Uma vez que já não há grande coisa p’ra faxer no ‘interim’, esses tipos estão a tentar «racionalizar» a coisa, e diminuir os custos, «profissionalizando» os putos como estudantes, e portanto vão ter que «deitar» fora um monte de «catedráticos» e «assistentes» que não assistem a nada.
    A lógica até se entende, não sei exactamente é se não terá efeitos perversos e inesperados…

  4. helder diz:

    Mais que 1 ano estive eu á espera do cartão de utente, por ter mudado de residência. Não se arranja maneira de dar as licenciaturas junto com o cartão de cidadão? 2h de espera, mais 20 min para tratar da papelada e dos dados biométricos será mais que tempo para uma licenciatura .

    Já agora,
    com 1 ano de estudo querem formar licenciados em quê, exactamente ? vender porta a porta, fazer nós de gravata, ou em zapping?

    P.S. Em um ano nem um bom pedreiro ou serralheiro conseguem formar.

    • paulogranjo diz:

      É óbvio, meu caro.
      Mas, pelo que conheço, também mais ninguém partilhará a opinião deste reverendo padre, na universidade de que ele é reitor. Amanhã, talvez nem ele a partilhe.
      É que as pessoas não se chateiam nada que um economista não saiba fazer contas, ou que um sociólogo só diga asneiras. Mas que o médico não os saiba tratar ou que as pontes caiam quando vão a passar nelas já é outra história.

  5. francisco caetano diz:

    é picuinhas abordar a palavra “picuínhas” emvez de se opinar quanto a bolonhaconcordo com p.g. mas acho excessivo o “doutoramento blá blá blá…” vanitas vanitatum et omnia vanitas! quanto ao resto a universidade como meio de nos socializarmos com os outros pares que conseguiram subir a este olimpo servem três anos. servem para conhecermos quem está no meio onde vamos evoluir beber(bastante) uns copos trocar conhecimento com a rapariga ou rapaz cujo pai tem um lugar de destaque na tal empresa(pública porque privada já pia mais fininho que rima com inho e com inha) faz-se olhinhos(e o resto) ao professor ou à professora para a nota ou para o mestrado ou doutoramento com publicação ou não da tese entra-se para a associação de estudantes e depois para uma jota (ps.psd ou cds) para seguir carreira política ou para o bloco se se quer parecer de esquerda e ser chic. quanto às aprendizagens…isso é para depois de se estar (bem )colocado na vidinha.

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