Maravilhas da democracia espanhola


As massas bascas em êxtase saúdam a democracia espanhola

Ontem, o PSOE, o PP e a UPyD aprovaram no parlamento basco uma proposta de manter o veto a membros da esquerda independentista em entrevistas, debates e tertúlias promovidos pelos órgãos públicos bascos de comunicação social. Esta iniciativa foi condenada pelo Conselho de Redacção da televisão basca EiTB que considerou que “qualquer tentativa de silenciar ou minimizar os acontecimentos e as vozes ou opiniões que possam surgir em torno do processo de legalização de Sortu [partido da esquerda independentista recém-criado] só pode ser considerada como censura ou manipulação”.

É esta, pois, a democracia de Daniel Oliveira que, em Janeiro, afirmava que “o ciclo que se começa a fechar é o da existência de organizações violentas de esquerda nas democracias europeias” e que a trégua declarada pela ETA era “uma boa notícia para a democracia espanhola”. Há muito que sabemos o que entende Daniel Oliveira por democracia. Para os bascos, infelizmente, a democracia de Daniel Oliveira vai continuar a impedi-los de participar “democraticamente” na rua, nas instituições e na comunicação social.

Depois da proibição de jornais e rádios, da prisão e tortura a jornalistas, agora a ordem é não dar qualquer espaço à esquerda independentista nos órgãos de comunicação social. Seria interessante saber o que pensam os jornalistas bascos das opiniões do seu colega português.

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