Os limites da publicidade no (ab)uso das crianças

A agência é toda ela sinistra. No youtube apenas “vende” modelos femininos e todas entre os 5 e os 18 anos. O spot publicitário em pouco difere dos anúncios de alterne e a apresentação das crianças é surreal. Às posses que lhes são pedidas até ao que lhes é dito para dizerem. Se o Marinho Pinto tem toda a razão ao querer investigar os investigadores no caso do Rui Pedro, neste caso apetece processar os pais que autorizam este atentado e, como é evidente, proibir  toda e qualquer publicidade com crianças com menos de 16 anos, fechando compulsivamente empresas como a Ciarsolo. Quem não vota, não vende. Ponto final, parágrafo.

Para outro público alvo, os catálogos da Petit Patapon além da pornografia de não venderem nada para quem ganhe menos do que dez salários mínimos, também não abdicam do abuso e aplicam a transmutação das crianças em adultos ainda mal largaram o conforto do meio intra-uterino. Menos chocante na aparência, é certo, mas dotado do mesmo grau de imbecilidade.

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10 respostas a Os limites da publicidade no (ab)uso das crianças

  1. tenham 2 ou 10

    15 ou 18

    22 ou 35 vendem-se corpos

  2. CausasPerdidas diz:

    Voto nisso. E também na proibição da publicidade dirigida às crianças.

  3. Luís Fraga diz:

    Agora o Renato coloca o dedo numa ferida que me parece essencial e pouco falada, dos tempos que correm. Aqui se questiona a ideologia liberal laissez faire, que também afecta gente de esquerda… A tal liberdade no abstracto (liberdade para quem?).

    Se ainda não me fiz entender quero dizer explicitamente que subscrevo inteiramente este post do Renato. A publicidade é um meio muitíssimo perverso de prostituição da imagem, quando aplicada a crianças é criminosa. Entre a publicidade e pornografia, por vezes é difícil de ver o que é mais degradante (talvez se alimentem mutuamente).

    • Renato Teixeira diz:

      E é que não consigo mesmo perceber como se dá a volta à lei para uma coisa destas: se é proibido que menores trabalhem, como podem trabalhar de modelos? Que decreto permite esta perversidade abjecta?

  4. a anarca diz:

    É só vaidade !
    A responsabilidade recai nos pais 🙂 crianças amadas não precisam de tralha.
    as fotografias tipo petit patapon normalmente ninguém as considera trabalho porque é tudo tipo Factor C (amigos de amigos).

    Há que informar as crianças que nem tudo o que brilha é ouro 🙂 e pronto .

  5. Perversidade abjecta e o termo certo.
    Recuso-me a ler mais disto, senão pego na pistola, alguém fica muito morto estendido no chão e eu vou parar à cadeia por muito tempo…

    🙁

  6. o da boa-fé diz:

    As crianças que são forçadas a abandonar as brincadeiras, os namoricos e as amizades para irem para um local de TRABALHO, chamado agências de publicidade, estão pura e simplesmente a TRABALHAR. Tal como a escravatura é cada vez mais a NORMA da relação laboral, também o trabalho infantil se afigura cada vez mais como um ganha pão NORMAL para pais e agências sem escrúpulos.

    Por outro lado, a pedofilia vê-se perfeitamente legitimada por estes anúncios publicitários (também eles ‘pedófilos’, no sentido em que convertem em prostitutas as crianças, ao fazê-las vender o seu próprio corpo enquanto imagem consumível).

    Enfim, nada de especial: sinais mais do que banais dos tempos que deixamos correr.

    • Renato Teixeira diz:

      Alguém usa a palavra mágica: pedofilia. O uso e abuso de crianças é isso mesmo seja para que finalidade for. Enfim alguém desassombrado para chamar os bois pelos nomes. Saravá!

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