A confusão que interessa

Ao longo dos últimos anos tem-se propagado exponencialmente a confusão entre quem é “Político” e quem tem “Poder”.
A substituição de uma noção pela outra faz com que o não-político português no poder há mais anos, Cavaco Silva, não se sinta minimamente atingido por manifestações “contra os políticos”. Desta forma, banqueiros, professores, administradores do centrão que mandam neste país ou os especialistas* que estarão logo à noite na televisão para os legitimar escapam entre os pingos da chuva com um discurso distante sobre uma certa “classe política”.
Ao invés quem, como eu, participou em acções de carácter político ou cívico, protestos, associações de moradores, associações de estudantes, sindicatos e partidos, deve sentir-se visado por uma manifestação “contra os políticos”.
Quanto maior for a consciência que todo o ser é um ser político, mais fará tremer os poucos que partilham o poder.

* Há uns dias ouvi um “especialista em energia” declarar que devíamos pedir a Deus que o regime da Arábia Saudita se safasse dos ventos de libertação.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

5 respostas a A confusão que interessa

  1. Só pode ter sido o idiota do «Miga Amagal», infelizmente “enguenheigo” químico pelo IST…

    🙁

    Ou então o Nuno R. da. S. (está velho, e é um ano mais novo que eu…)

  2. paulo sousa diz:

    pim!

  3. Ah e provávelmente uma boa parte de vós não tem a AlJazeera na TiVú, portanto não estão a ver /ouvir o chefe Henrique da Costa , chefe da polícia de um país chamado East-Timor, falar dos problemas lá da metade da ilha…
    (O inglês e o português dele são melhores que os meus).
    🙂

  4. Isto é uma homenagem ao meu colega e amigo Reis, (Civil, IST) segundo creio ele era Fretilin, voltou p’ra lá e foi morto logo nos primeiros confrontos com as FFAA da Indonésia.
    🙁

Os comentários estão fechados.