E ainda não foi PEDIDA A PALAVRA?? (Ora bolas)

Uma ambulância do INEM em serviço de urgência a uma idosa com suspeitas de estar a sofrer um enfarte foi obrigada a abandonar a rua onde se encontrava para deixar passar o carro do ministro da Justiça, revelou ontem a TVI. A viatura ia buscar Alberto Martins a casa.

Então, peço eu a palavra.

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11 Responses to E ainda não foi PEDIDA A PALAVRA?? (Ora bolas)

  1. Francisco Crispim says:

    Posso garantir que cenas do género são frequentes na Rua da Quintinha, onde moro e, desde há alguns anos, também mora esse senhor. Recentemente, tive de esperar no meu carro largos minutos até que Sua Exª descesse e tomasse lugar no veículo do Estado que, à frente, me bloqueava a passagem. Dois “gorilas” com ar ameaçador encarregaram-se de me “dizer” que o melhor era estar quieto e esperar o tempo que fosse preciso… Uma vergonha!

  2. ELE Era tudo e sobretudo. ElE tinha tudo. Sabia tudo.
    Comparada com ele, o MUNDO nada ERA.
    A única coisa que ele não era
    era seu, por isso esse nome E.L.E.
    Mais ou menos como ETA ou PU ETA

    O nome não conhecemos, apesar de seu nome estar na boca de milhões.

    Impossível passar por ele. Não percebia isso de modo fácil. Ele sempre se perdeu entre os gostos. Ninguém se preocupava com ele senão ele. Ele não precisa de ninguém. Ninguém, exceto ele. Seu amor por ele que ele carregava desde a infância. Garotinho notou-ele, de alguma forma ele sentiu que era o eu próprio e estar com ele toda a sua vida. E assim aconteceu. Quando os outros observam cuidadosamente os seus altos e baixos, discutindo suas ações. Ele apenas se observava silenciosamente a ele, não julgando ou elogiando, mas só por pouco. Ele consultou-se com ele. Ele estava sempre pronta para lhe mostrar o caminho certo. Sua vida foi como a palma da sua mão,com linhas a menos mas ninguém sabia muito sobre ele como ele. O relacionamento deles sempre foi a sete chaves. Ele veio a ele apenas. Silenciosamente subiu na janela dele e sorriu discretamente, enquanto ele não notou a sua própria presença. Ele aproximou-se dele com amor e ternura, olhando para si próprio…

    E ele é ele até ao fim
    ou coiso assim

    • Carlos Vidal says:

      Já vi que a esta hora não foi pedida nem vai ser pedida a palavra.

      Nem sobre a cena da ambulância, nem sobre o que se passa nas prisões de portugal.

  3. donatien says:

    A besta vangloria-se de uma vez ter pedido a palavra em Coimbra…Agora, só pia para oralmente defecar baboseiras.

    • Carlos Vidal says:

      Independentemente de serem esses os termos, ou outros, donatien, é certo que o episódio de Coimbra está morto.
      E não fomos nós que o «matámos».
      (O Partido Sócrates é uma escola, vá lá saber-se como e porquê, para alguns meio viciante, autodestrutivo…)

  4. donatien says:

    “E dizem que nas prisões se bate…um safanão dado a tempo”
    [abstenho-me de referir o autor da frase...]

  5. Okies, variando, e só p’rákeles que se despistaram na altura:

    Neil Jordan – Michael Collins (1996)

    Michael Collins
    Irish Patriot. 1890-1922
    Commander-in-Chief, Irish Free State Army.

    http://www2.cruzio.com/~sbarrett/collins1.jpg

    http://www.imdb.com/title/tt0117039

    Directed by: Neil Jordan
    Genre: Biography,Drama,History,Thriller,War

    Country: UK, Ireland, USA

    Tagline:
    Ireland, 1916. His dreams inspired hope.
    His words inspired passion.
    His courage forged a nation’s destiny.

    Plot Outline:
    Michael Collins plays a crucial role in the establishment of the Irish Free State in the 1920s, but becomes vilified by those hoping to create a completely independent Irish republic.

    Runtime: 133 min.

    Awards: Nominated for 2 Oscars. Another 4 wins & 8 nominations

    Cast: Ian Hart, Julia Roberts, Richard Ingram, Liam Neeson, Aidan Quinn…

  6. João Torgal says:

    Há aqueles, como Sócrates, cujo percurso foi um misto de oportunismo e aldrabice. E depois há outros, como este senhor, que, em nome do poder, decidiram meter o idealismo do antigamente num saco.

    Confesso que nem sei qual dos dois géneros me revolta mais.

    • Carlos Vidal says:

      A tua síntese, caríssimo, é perfeitíssima.
      Não lhe acrescentaria nem uma vírgula.

      Por isso, E SÓ POR ISSO (pelo acto de esconder o idealismo em nome do poder-recompensa), é que eu dediquei dois posts a esta personagem.

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