Que mundo tão parvo…

Acho parvo o refrão da música dos Deolinda que diz «Eu fico a pensar, que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar». Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada.

Isabel Stilwell é directora do Destak, folheto gratuito que leio com quase tanto interesse como os panfletos do Dr. Karamba. Normalmente, Isabel, escreve os seus editoriais sobre coisas importantes como o Mundo dos Saldos (com letras maiúsculas segundo a própria) ou indignando-se contra o que denomina como saldos de esperma (palavra que julgava banida deste folheto tão Pio).
O problema de Isabel é quando se aventura a falar de preocupações de quem vive fora do seu condomínio. Fica nervosa, inventa números e percentagens e qualifica políticas com “sortes e azares”. Mas desta vez teve azar. Este texto para agradar ao patrão, também podia ter passado como tantos outros que a fizeram ser directora de jornal e comentadora de televisão.

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22 respostas a Que mundo tão parvo…

  1. V. KALIMATANOS diz:

    “… de agradar o patrão” e ao “judeu”, meu caro, ou você não reparou na espermática ejaculação da jornalista informativa sobre a qualidade dos produtos?

  2. Essa gajah é tonta… e o dito é americano e intraduzível, «When the going gets taugh, the taugh get going», não há em ‘tuga’…

    Agora que as gajahs adoram andar ‘aos saldos’ e a fazer ‘window-shopping’/olhar lá isso é verdade, já tive que acompanhar umas quantas nesse exercício, ia morrendo de aborrecimento…
    🙂

  3. Vasco Ramos diz:

    Essa senhora explora pessoas na folha de embrulhar castanhas que dirige. É preciso uma lata descomunal para escrever o que ela escreve e conseguir olhar-se ao espelho de manhã.

  4. Carlos Vidal diz:

    Esta dondoca, que nem é tia, nem nada de nada, fala em Saldos, porque é o limite do neurónio dela.
    Fala em esperma, porque gosta de sexo como deve ser, quiçá forte (não sei quem o faria com esta coisa, mas…..).
    Quanto a estudar, a dondoca não passou de um “curso/bacharelato” qualquer de coisas tipo “comunicação” ou “relações públicas” numa privada (a UNI, por exemplo).
    Esta gaja deve saber tanto de “estudos” / “estudar” como eu sei de previsão de terramotos.
    Deixa a gaja.

    • JMJ diz:

      Ora, ora…

      Toda a gente sabe que estas “senhoras” são muito amigas de dar emprego a jovens licenciados, num regime de “serviços-prestados-em-generos”. Fazem companhia às compras e no resto. No fundo esta crónica apenas junta os 3 temas (compras, jovens e sexo)

  5. o da boa-fé? diz:

    Essa Stilwell, acho que é a mesma, ou se calhar há outra com o mesmo nome, tem o pior programa de rádio das 178 estações portuguesas. Dá na Antena 1 à tarde e não dá para acreditar. Mas se é a dir. do Destak, então já dá para acreditar.
    Quanto aos Deolinda, tanto a poesia como a acústica são bem fraquinhas e só uma geração embrutecida por milhares de serões em frente à tv poderia divinizá-las. Noutro tempo (e noutro lugar: Paris/1952?) seriam recebidos com tomates podres. E não voltariam a tocar.

  6. Raul diz:

    Por acaso não leu o Destak, enfim , raramente, nem conheço a senhora. Mas estou de acordo com a da boa fé. pela parte que me toca, a senhora até pode ser uma baratinha tonta, mas em parte tem razão no que afirma. Só peca pela superficialidade e pelo conceito que trás, subjacente e que as coisas não podem e não devem mudar.

    Também não vou com essa história dos deolinda e da geração á rasca (a não ser que haja uma ironia naquilo, a caricatura de uma geração).

    É que eu não tenho 25 anos, toda a vida vivi à rasca e ainda vivo à rasca. E sei que oe meus pais tãobém viveram sempre à rasca. O meu pai até uma comissão em angola teve que fazer e voltou de lá completamente avariado da cabeça. É cero que naquele tempo havia a “Ordem” e as pessoas amouchavam porque se bufavam iam direitinhos para caixias. Muitos passaram por lá outros não.

    Hoje em dia, com o neu liberalismo, a prepotência das coorporações instaladas, apromiscudade semtre o que deveria ser do interesse públic e o privado, levam a formas de fazcismo que, sim, concordo que têm que ser combatidas por todos os meios. São precisas novas de lutar contra o “stuos Quo” com criatividade, mas também temos temos que propôr, ser acertivos, inovadores e lutar, roma e Pavia não se fizeram de um dia. Isto j+a veio de longe quando mos meninos iam ir berrar para a rua, a cantar, não pagamos. Nem desequer trabalhavam.

    Tanbém não acho que meninos que acham que por ter um curso superior tudo lhes éc devido de mão dada, estão enganados. é preciso revolucionar, lutar por uma sociedade mais justa, mas também é necessário construir. è, no meu desdas batalhas, eviste muita promiscuidade. É preciso partir dediagnósticos correctos, como fez, por exemplo a Madita, e ter propostas concretas de actuação. A partir daí, fazer uma campanha alegre, pressionar
    as instiutições e fazer propostas. E lutar porcn elas. como já disse algures. E já agora, não sãoa penas os meninos licenciados que têm remuneraçõe mais injustas. uma caixado Minipreço, está a li o di todo, ganham, 600€ poir mês, fazem-me lembrara a a ” luisa ue desche a calçada”

    Temos que lutar contra toda as fornas de injustícia social, procuar ser uma sociedade mais coesa e perticipativa deveria-nos colocr em torno de uma socidademais gregária, mais justa. Bato-me por estes Princípio, porque nen tenho sempre experâça.Mas quem não luta, já está vencido.

    Cumprmentos,

    Raul

    • João Rodrigues diz:

      Caro Raul: a caixa do MiniPreço, provavelmente, é licenciada. E quem lá devia estar no lugar dela, nem dinheiro deve ter para comer. O problema é todo e somente esse.

      • Raul diz:

        Está enganado. A caixa do mini preço não é licenciada. Quanto muito tem o 12º ano. Se for ás caixas do Continente, aí pode encontrar licenciados, basto de chateados (e estão lá lá graças à política laboral dp Belmiro – ou nunca houviu falar. Ou na FNAC.

        Quanto a não ter dinheiro para comer, tenho umas vizinhas que são caixas, têm o 12º ano e fartam-se de trabalhar, mas não passam fome, vestem bem….

        As coisas não são tão lineares como certa “esquerda” pensa. è claro que eu gosto mais de ser arquitecto do que empregado de café. Até porque estudei e trabalhei para isso. Mas não convém ser redutor. O cerne da questão é a quebra do contrato social, isso sim, é o que está em crise.

  7. Mas não sei se não concordarei com a Stilwell…

  8. oi? ouvi a palavra Maldita e materializei-me na discussão. Oh Raul, eu concordo que o método análise-proposta-defesa-da-proposta (no fundo, o pedido de reformas revolucionárias e necessárias, partindo do que há para um ponto mais perto do que queremos que seja) é o mais importante em funcionamento democrático-representativo – mandar no poder e pô-los a representar-nos, que é para o que eles são pagos, sejam ‘eles’ a nossa Ordem, a Assembleia da República ou governo.

    …mas nos dias que correm, em que aqui tão perto (se bem que culturalmente muito longe), do outro lado do mar, decorrem revoluções com ‘R’ grande, com o povo todo nas ruas a lutar por liberdade e uma vida melhor – dá que pensar se as ruas não são uma forma de alteração do rumo das decisões políticas… não? é que eu sou do ‘clube das manifs’, vou a todas … mas agora (é só ver os comentários, mais de 500, nesse post indigno de uma senhora escrever – tenha os ‘L’ que tiver no nome) não sou só eu!

    é muita gente a querer ir para a rua. pela primeira vez, que me lembre, as pessoas querem vir para a rua. e não é organizado por nenhum partido. o que é surpreendente. é o aumentar da capacidade de organização popular, apoiada na net e no passa palavra. deve ser respeitada e acarinhada pelos partidos, se forem inteligentes. porque pode ser a génese de novos modos de fazer política, de discutir o mundo.

    A nós já nascemos neste liberalismo (económico e político), sempre nos disseram que tínhamos nascido tarde demais para uma revolução. Que o mundo era assim, e pronto. Amanhem-se. Compitam. Passem por cima. o difícil é pôr as pessoas a questionar isto, e a relacionar umas coisas com as outras. daí o fenómeno-deolinda, na minha opinião.

    a Declaração Maldita é um meio. para mostrar que a precariedade não é inevitável.o ‘fim’ desta manif adequa-se perfeitamente ao nosso documento. logo, por minimo múltiplo comum, eu vou estar na rua.

    se devia ter uma lista de exigências? devia. porque isto são tudo questões de decisão política – mas na fase em que estamos, com as pessoas enjoadas da política e dos políticos, o medo de ‘tomar partido’, a sensação de que já não há esquerda nem direita, o aproveitamento que a direita-mais-direita, piedosa e caritativa, faz das bandeiras da precariedade, como se ela fosse mal tópico, e não o resultado do liberalismo económico… confunde-se ‘apartidário’ com ‘apolítico’.

    … ou, pelo menos, e sabendo que as pessoas que propõem este protesto são ligadas às áreas das relações internacionais – não quiseram levantar o véu do aproveitamento por uma força partidária, por medo de perderem todos os partidários das outras partes, e os descrentes no sistema. até percebo. a maioria absoluta das pessoas não foi votar nas últimas eleições. incluindo a tal geração de que tanto se fala. «não vale a pena», é «tudo igual».

    pode ser que se habituem. e aí vamos todos prá rua no dia 19 outra vez. eu, por mim, estou lá sempre. suponho que o sócrates ande mais preocupado com dia 12 do que com dia 10. e isso já é uma vitória. porque é bom que se preocupe. =)

    oh tiago, desculpa, fiz um post dentro do teu. sorry…

  9. Pois KALIMATANOS, saíu-me mal …
    🙁
    taugh = tough

    Sorry…

  10. Raul diz:

    Peço desculpa pelas gralhas.

  11. Raul diz:

    Já agora, ainda no ano passado estive uns tempos breves, como associado num atelier e os meninos que estavam lá a estagiar não queriam remuneração nenhuma, só subsidio de refeição, porque não tinham segurança nenhuma no seu trabalho. eu acabei por me chateirar, poque eu tinha qu fazer a festa, os foguete e apanhar as canas, e ainda por cima o tipo vei-me dizer que ali quem mandava era ele, que se dissesse que aquela mesa que estava ali à minha frente era preta (era branca), eu tinha que concordar com isso. Como tinha mais que fazer, mandei-o passear…

    É importante divulgar também estas coisas nas escolas, porque já há meninos que aceitam como pacíficas coisas que são no mínimo aberrantes.

  12. JL diz:

    Tiago,
    vá lá… post preconceituoso. bem entendo que há uma certa “afectação” de classe que pode ser irritante, mas aqui acho que tb o foste… “afectado” ao contrário. vá… deixa lá.
    um abraço

  13. Raul diz:

    Cara Gui: vais a todas: eu não.

  14. Renato Teixeira diz:

    É reconfortante ler boa parte dos já mais de mil comentários que deixaram no texto da senhora Isabel.

  15. Raul diz:

    It’s a free coutry. Podemos comentar os testos da sra Isabel, o sexo dos anjos ou que nos apetecer. Ou o senhor é demasiado elitista para achar que não vale a pena: eu também não vejo telelixo.

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