Ministro Alberto Martins, PEÇO A PALAVRA: Não se demite depois das cenas da GISP-ASAE-DGS?

Cenas da vida quotidiana na cadeia de Paços de Ferreira:

Polícia: Sr. Gouveia? Vai limpar a sua cela? Sim ou não?

P: Levante-se da cama. Não vai limpar a cela? Não vai limpar nada?

P: Ponha-se em pé. Vire-se de costas. Olhe para a janela. O sr. vai ser retirado daqui. Olhe para a janela, não se mexa.

[disparo do Taser]

Preso: (grito)

P2: esteja calado!

P3: Olha os fios! Olha os fios!

P: Não mexe! Mãos atrás das costas! Mãos atrás das costas! Não mexe!

P: Ninguém o vai magoar. Ninguém o vai magoar. Ninguém o vai magoar…

P: Fale comigo. Qual é o seu número? Qual é o seu número?

Preso: (diz o número)

P: Como é que o sr. se chama?

Preso: (diz o nome completo)

P: Neste momento vai limpar a cela. Está compreendido?

P: Levante-se. Levante os pés! Saia para fora! Olha os fios…

P: Para ali. Contorna. Calma.

P: ???? da Guarda Prisional, do sr. chefe de guardas e vai limpar a cela?

Preso: Limpo… Limpo…

P: Enquanto o sr. não tomar medidas para ser um ser arrumado o sr. vai ser altamente violentado. Há dúvidas?

Preso: Não.

P: Levante-se!

Preso: eu já disse tudo. Eu já disse tudo.

P: Consegue-se levantar sr. Gouveia!

Preso: deixem-me pôr de pé se faz favor.

P: então, faça o favor de se levantar.

P: Só com uma perna, isso…

P: Vire-se de costas. Vire-se de costas. Neste momento o sr. vai limpar a cela.

P: Filma a cela, Alfa, filma a cela bem filmada em todos os cantos. Cagalhões… Quero essa merda bem filmada.

P: … primeiro vais lavar a cela para ficar em condições. A seguir vai limpar a cela em frente aos colegas, ouviste?

[Chega um enfermeiro]

P:… não, os grampos vão manter-se como estão. Ele vai limpar…

P2: atenção aos fios que ele pode ter algum movimento violento para si [enfermeiro].

P: não toque nos fios está em sr. dr. Verifique o homem.

P: cuidado com os fios e se houver alguma coisa é o Sierra que trata do assunto.

P: já sabes que se te mexes vais logo parar ao chão.

P: quer passar para o outro lado, se quiser passe por cima dos fios. Pode ficar agarrado…

P: Ok. Tá tudo limpo?

Enfermeiro: Sim, sim.

P: Ok. Há zero baixas!

P: ????. O sr. pode sair da cela!

P: sr. Gouveia, venha na minha direcção por favor. Cabeça baixa! Vamos embora! Vire à direita! Vai entrar na sua cela.

P: Comece a limpar sr. Gouveia, comece a limpar, sr. Gouveia. Comece a limpar. Ainda não limpou nada.

Preso: (começa a limpar o chão da cela com os pés)

P: sr. Gouveia, acabe a limpeza, sr. Gouveia. Saia cá para fora. Pode sair cá para fora. Pode sair pronto. Vá para a sua nova cela. Vá para a sua nova cela! À direita. Aquela de onde acabou de sair. Vá para a sua cela.

P: Baixe a cabeça, sr. Gouveia.

P2: Toma, desinfectante, queres?

P: Sr. Gouveia vai-se deitar aí…

P: Olha aí! Olha aí!

P: Deite-se na cama. Barriga para baixo…

P: Luvas de látex, luvas de látex, tens?

P: Vire-se para lá. Você pode estar calado?

P: álcool, álcool.

P2: O sr. enfermeiro, queres?

P: Quero.

P2: Tá a chegar.

P: como é que o sr. se chama?

Preso: (diz o nome)

P: qual é o seu número?

Preso: (diz o número)

Via Público onde também pode ver o vídeo do triste espectáculo do Estado de Direito Democrático. No ar fica também outra inquietação: Se isto é o que filmam, como será o que nunca se vai saber?
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52 respostas a Ministro Alberto Martins, PEÇO A PALAVRA: Não se demite depois das cenas da GISP-ASAE-DGS?

  1. l'outre diz:

    Não querendo defender a acção dos guardas prisionais, pergunto apenas o que fazer quando um preso se recusa a acatar as instruções dos guardas?

    • Renato Teixeira diz:

      Meia dúzia de gorilas, tau-tau, berraria, pistola eléctrica e o Ministro Alberto Martins. Resolve-se logo tudo num instante.

    • subcarvalho diz:

      Forca com ele…e é já! (para ler interpretando de forma irónica todo o conteúdo…antes que chovam pedregulhos)

    • joão viegas diz:

      Vi o video.

      E’ de facto o verdadeiro problema que se levanta (o indicado por l’outre). Em teoria, existe um direito disciplinar proprio (dentro da prisão), com vocação para solucionar problemas, não de forma perfeita, mas sim “disciplinar”, o que implica também ajudar a enquadrar os presos. Em França, existem comissões disciplinares, uma escala de sanções, que obedecem ao principio nullum crimen sine lege, etc. Diga-se que não caiu do céu. Foi necessario o Tribunal europeu dos direitos do homem condenar a França para ela aceitar que os principios fundamentais do processo também se aplicam nesta matéria. Presumo que em Portugal a situação seja comparavel…

      Querem saber zero virgula quantos advogados por milhão de presos se dedicam a esta especialidade ?

      Justiça para todos. E’ mais ou menos isso. Uma letra a mais, ou a menos.

  2. Eu não me meteria muito com o Alberto Martins…Faça ele hoydia o que fizer, ainda me lembro de Coimbra 69, (ele era o presidente da Associação dos Estudantes, com a Fernanda Abernarda e os outros) e desafiou o almirante Américo Tomás-te-los numa ‘cerimónia’ muito oficial.
    Metade do pessoal em consequência foi incorporado na tropa, o resto emigrou ou fugiu p’ra Lisboa ou Porto.
    Portanto façam qualquer coisa que exija coragem e as calças e depois voltem a falar, s.f.f.

    🙁

  3. José diz:

    l’outre toca no ponto: que fazer nestes casos?
    Criticar é fácil, para além de um dever.
    Mas, a resposta ainda não a li por aqui.

    • Renato Teixeira diz:

      Não leu em cima? Berraria e Alberto Martins. Arre.

      Veja o vídeo porra. Não há circunstância justificativa. Se é maluco tem que estar internado e não preso, se é um protesto tem que ser ouvido, se é simplesmente porco e porque parecia tudo menos capaz de oferecer resistência tira-se para outra sala, limpa-se a cela, e deixa-se o homem regressar sem aquela palhaçada. Eu prefiro que os meus impostos vão para as equipas de limpeza da Prisão de Paços de Ferreira do que para a GISP-ASAE-DGS. Não lhe parece simples? Não o assusta o que não sabe como a seguir fala o mesquita alves?

      • José diz:

        “Criticar é fácil, para além de um dever.”
        Leia o que escrevo. Evidentemente que houve abuso de poder.
        O que está em causa é a disciplina que deve ser imposta. A forma como foi imposta não é correcta.
        Mas não poderá passar, igualmente, pela sua solução: “se é simplesmente porco e porque parecia tudo menos capaz de oferecer resistência tira-se para outra sala, limpa-se a cela, e deixa-se o homem regressar sem aquela palhaçada.”
        Até porque a intervenção terá sido desencadeada pelos protestos dos outros presos, e após vários dias de outras formas de intervenção do pessoal da prisão.
        Repito: não é a forma correcta de intervir e ainda não ouvi/li outras formas alternativas exequíveis.

        • Renato Teixeira diz:

          Qual é a parte que não percebe que o recluso não ofereceu resistência? Que é mais barato limpar que bater. Acha mesmo que no limite não foram os serviços de limpeza passar lixívia? Não consegue ver que a acção policial é meramente punitiva?

          • José diz:

            O Renato continua a tresler e de alternativas exequíveis, nada.
            Acha mesmo que é razoável esperar que um detido transforme a cela num esterco e que de seguida venham os serviços de limpeza, outra e outra vez?

          • Renato Teixeira diz:

            E continuo a ser mais razoável do que o José que acha que é mais exequível, humano, barato e democrático fazer essa mesma rotina com o GISP.

    • o da boa-fé diz:

      Parece que a brutalidade tem bom acolhimento nesta caixa de comentários.

    • joão viegas diz:

      Deve haver um direito disciplinar na prisão (pelo menos a jurisprudência do TEDH assim o diz). Não resolvera todos os problemas, nem provavelmente a maioria deles, mas é a resposta à sua questão, que de facto é bastante pertinente.

  4. mesquita alves diz:

    Boa tarde,
    Este caso é gravíssimo.
    Contudo, aquilo que me preocupa de facto, são os outros 99,9999% dos casos, que, como não foram filmados, não têm eco na opinião pública.
    Abraço

  5. Não consegui ver o video até ao fim, é demasiado.
    Não axo que a tropa do GISP esteja muito fora dos limites, mas a cena é horrorosa.
    Axo que o meu velho amigo TóPê (Técnico primeiro, ISCSTE depois…) vai aí ter pano para mangas…

    🙁

  6. Ricardo diz:

    É de facto gravíssimo que meros criados obriguem um hospede a limpar a javardice que faz no seu quarto de hotel pago pelo dinheiro dos contribuintes. Eu até propunha um regime totalmente aberto e subsidiado de turismo rural em casa dos nossos revolucionários mais fofinhos. Estou-me assim de repente a lembrar que o nosso menino Renato poderia receber esta pobre vítima no seu seio familiar (se o seio lhe parecer demasiado ousado, pode sempre optar por outro recanto qualquer).

    • Renato Teixeira diz:

      As equipas de limpeza dos estabelecimentos prisionais custam menos aos contribuintes e resolvem o problema sem qualquer violência, javardice ou polémica. Não lhe parece?

      • Andreia diz:

        A minha mãe é mulher a dias e eu não gostava nada de saber que ela andava regularmente a limpar merda que foi esfregada nas paredes, no chão, em todo o lado.
        Não digo que esta seja a solução, não é e concordo que o Martins tem de ir para o olho da rua, mas acho que a solução passa mais por internamento numa ala psiquiátrica (pelo que li – posso estar errada – o preso fazia isto regularmente e não era por protesto) mas não por dizer que “as equipas de limpeza custam menos aos contribuintes” e por isso podem andar a limpar merda das paredes.

      • JDC diz:

        Sinceramente, não me parece. Os presos não estão nem em casa dos pais, nem numa instância de férias. A disciplina e os deveres dos prisioneiros (tal como manter a cela livre de coisas tipo fezes) deve ser garantida sob pena de outras regras básicas também serem desrespeitadas. É uma questão de estrutura, se se ignora uma desobediência legitimizam-se as outras.
        Agora, evidentemente, repito, evidentemente, que há muitas formas de se exercer autoridade e garantir a disciplina. Esta, não foi, repito, não foi, correcta e merece ser castigada.

      • susana diz:

        a parte de as empresas de limpeza serem mal remuneradas (i.e. custarem menos aos contribuintes) é que me parece um comentário que não deveria ser tão inocente na aceitação tácita dentro do enquadramento geral das suas reivindicações.

    • miguel dias diz:

      Não se trata de uma questão de higiene ou sequer de compreensão para com os coitadinhos dos criminosos. É uma questão de ordem jurídica. Os guardas prisionais não podem aplicar castigos corporais. É de lei, e ainda bem que assim é. E ali utilizou-se violência, não para conter ou precaver um acto de violência, mas como um castigo, um correctivo, de forma aliás bastante perversa- virar um gajo de costas e zás- e não sem muito de ridículo seis ou sete SWATs, em pose de assalto ao quartel-general do Pablo Escobar, para obrigar um pobre coitado a precisar de tratamento psiquiátrico.

  7. conservador diz:

    Quando um preso nao tem em linha de conta os demais, o que oferecer? Gelados, e punhos de renda, por favor…

    Há gente que gosta de impôr o seu universo aos outros, o seu idealism mais parvo e idiota.

    A merda que o preso ( o recluso, o sr Gouveia, Sra. Reverendissima Sr Gouveia) tinha, e que tinha obrigação de limpar não conta, o que conta é a reacção dos guardas…e a reacção dele? cagar…E a reacção dos demais presos?

    • Renato Teixeira diz:

      Gosto do idealism dos senhores dos conservadores da GISP-ASAE-DGS. Isso sim é que é sonhar.

    • Olaio diz:

      Pelas imagens não me parece que o preso depois desta cena vá limpar alguma cela que seja, o que é que se faz???
      Repete-se a cena até que o homem aprenda ou morra, plo crime de não limpar a cela?
      Estão doidos??

  8. V. KALIMATANOS diz:

    “Operação Grande Merda” das tropas especiais das Sing Sing modernas, é o que me parece. Sem sabermos se o preso necessita de cuidados médicos na área mental (fisicamente parece-me um gajo a caminhar a passos largos para uma camada de diabetes, com ramificações nervosas inevitáveis) sugiro acautelando que este é provalmente o tipo de filme que vai ganhar os bienais de Veneza uns atrás dos outros dentro de pouco anos, se não nos puzermos a pau.

    Se o homem (que crime que teria cometido: banqueiro mal visto, assassino, roubou um melão, deu uma cabeçada num deputado?) é realmente um facínora, por que razão não se lhe cortou comida até ele deixar de cagar por completo como forma de o obrigar a limpar a cela? A fome, quando não é causada por salários mínimos, faz milagres. Quem é que precisa de tasers e vozes de bois a gritarem ordens para resolver uma situação de merda como esta? Um autêntico show de violência e humilhação.

    Imagine-se de como será nos USA com um quarto da população prisional do mundo inteiro. Quantos Palmas de Ouro e Óscares não estarão a dormir naqueles arquivos.

  9. Não se demite porque ele crê que representa a democracia em Portugal. A crise estudantil de 1969 em que ele (na altura) era o principal rosto da Associação Académica de Coimbra dá-lhe a falsa ilusão que jamais poderá ser posto em causa por tudo aquilo que fez e que faça durante a sua vida.

  10. É a chamada cama, mesa, roupa e CELA lavada…

    Agora a sério… é uma cena imbecil (para não dizer outra coisa!!!)

  11. Rrio diz:

    Grande maestro o sr Ricardo, com os comentários que faz a esta triste cena só pode ser um lambe botas da bófia!

  12. discordo, evidentemente, dos métodos utilizados, mas não vi o que é que o caro Renato propõe para a resolução do problema, que de forma estúpida os policias resolveram.

  13. susana diz:

    é evidente que, qualquer que seja a razão para o estado da cela, se o recluso se recusa a limpar, arranja-se quem limpe. não é uma profissão indigna, mas deve ser muito bem paga. limpador de merda e outras merdas que ninguém quer limpar. assim com condições e, por exemplo, um fato próprio e máscara, não me impressiona. parece-me coisa merecedora de uma remuneração de alguns milhares de euro, bem mais que outros empregos em que a relação entre a competência e a eficácia é muito mais duvidosa.

  14. Abilio Rosa diz:

    Nas prisões têm que haver regras.
    O prisioneiro ultrapassou todas as regras, ibclusivé pondo em risco e a saúde dos outros camaradas de prisão.
    Não podemos ter muita dó desse cidadão coagido a ter bom comportamento, quandoo cá fora há muita gente que se desunha para conseguir pão para comer!
    Estou completamente de acordo com a actual policial.

  15. helder diz:

    entre a acção dos guardas, aqueles que os defendem e a outra que não quer que a mãezinha limpe merda não sei o que mete mais nojo.

    Parece que há uns anos os presos do IRA pintavam as celas com trampa e faziam greve de fome. Os guardas prisionais ingleses têm muito que aprender com estes bravos .

    De forma simples
    A pena do individuo terá sido uns anos de cadeia e não “qualquer tipo de trabalho”. Os estabelecimentos prisionais promovem trabalho “voluntário”. Nenhum preso é obrigado a limpar a cela, essa é uma responsabilidade da cadeia.

  16. Mário Fiúza diz:

    O único país onde não se pode tocar em ninguém, é Portugal. O único país onde os polícias levam processos em cima porque deixam as suas ‘impressões digitais’ num indivíduo moribundo, é Portugal. O único país onde, depois de matar alguém, o recluso tem que viver com comida e roupa lavada, é Portugal.

    O único país, onde se reclama que as celas não têm condições para presos onde mataram, espancaram, roubaram… é Portugal. O único país onde, quando alguém mata, vai preso, e depois ninguém lhe pode tocar é Portugal. Mas esquecem-se que, essa pessoa presa já fez mal em alguém. Mas essa pessoa que sofreu, não tem ajuda nenhuma. Já os presos, podem defecar, podem mandar os guardas prisionais para a ‘mãezinha’ (para não dizer outra coisa), podem estragar comida feita para eles, podem andar à porrada e destruir os equipamentos prisionais, podem consumir droga, podem bater nos guardas prisionais… mas um preso (que, sabe-se lá que crime cometeu) se defecar a cela toda (incluindo a própria comida), se não aceitar outro tipo de solução (sei que nos dias anteriores, a prisão tentou encontrar outra solução com o Sr. Gouveia – atenção que temos que o chamar por Srº), se ‘incomodar’ o resto dos reclusos (e os próprios trabalhadores locais), já não pode levar com o taser e já não pode limpar a cela. Excepto o taser (que se foi utilizado, é porque podia haver perigo iminente) não estou a ver nada com que esse Srº Gouveia tenha sido humilhado. Excepto os guardas e o enfermeiro, penso que mais ninguém viu a cena. Humilhação, foi o Jornal ‘Público’ ter publicado o vídeo, porque assim expôs o recluso. Mas não é humilhação da cena, mas sim a humilhação desse senhor que deixou a cela no estado em que pudemos ver.

    Se fosse eu que mandasse, nem tentaria mudar o Srº Gouveia para uma cela limpinha, não… para mim se ele quisesse viver numa cela toda cagada, então que vivesse lá. Ninguém o obrigou a sujá-la.

    Por fim: no vídeo, parece um homem inofensivo e faz-nos querer que não fosse preciso usar o taser. Ne tudo o que parece é. Ele estava ‘mansinho’ (desculpem esta expressão) porque o efeito do taser não passa no momento seguinte. O taser, faz com que o indivíduo fique mais ‘calmo’ e um pouco tonto (isto falando por miúdos). Ou seja, a reacção dele de alguma acalmia (e mesmo assim os guardas tinham algum ‘receio’ que ele ripostasse) não é exclusivamente do Srº Gouveia mas sim, e em boa parte, dos efeitos do taser (que realço, não trazem problemas ao nível da saúde, porque é algo ‘momentâneo’).

    Atenção que o meu comentário não é de todo de um anti-democrata. Aliás, se há coisa que aprecio, é um estado de democracia. Mas em democracia, também se distinguem os ‘bons’ e os ‘maus’. Isto é mesmo assim. Há smp o reverso da moeda.

    Cumprimentos.

    • Renato Teixeira diz:

      No meio de tanta confusão, se ficasse por isto que diz: “Se fosse eu que mandasse, nem tentaria mudar o Srº Gouveia para uma cela limpinha, não… para mim se ele quisesse viver numa cela toda cagada, então que vivesse lá. Ninguém o obrigou a sujá-la.”, teria ficado melhor na fotografia do que as forças de intervenção prisional e que o senhor Ministro.

      • Mário Fiúza diz:

        Já só falta dizeres que foi o ministro que lhe lançou a taser. Eu posso ser ministro de qualquer pasta, mas que culpa tenho eu que um funcionário meu se passa da cabeça e bata em toda a gente? Vais dizer que a culpa é minha porque tenho um funcionário maluco e que não os sei escolher, quando fui eleito e os funcionários que já tinha no meu ministério não os podia despedir para contratar aqueles que tenho + confiança?

        Eu gostava de ver, se fosses guarda prisional a viveres naquela ‘desbunda’. Até tu, passado uns tempos te passavas da carola. E mesmo assim, não vi nenhuma agressão física. Taser não é agressão física e não é uma arma de ataque… é de prevenção. Achas mesmo que o uso da taser é viável para gajos ‘mansinhos’? Claro que não. Ele esteve em várias prisões e todas elas havia relatos do seu mau comportamento.

        Tenho dito!

        • helder diz:

          Realmente havia essa possibilidade (passares-te da carola), se fosses um gajo sem competencia para a função, é que nem o serviço é obrigatorio nem aquilo é a Guerra. Meu caro escremento de larva de hipopotamo.

          P.S. florista, requer menos requesitos , acho que não trabalham por turnos e podes levar os familiares para o emprego sem necessidade de lhes enfiares pacotes de droga no cu.

  17. helder diz:

    Se o preso não tivesse cedido e continuasse a afirmar que não limpava a cela, até onde estavam disposto a ir?
    tortura do sono? arrancar unhas?frigideira?

  18. V. KALIMATANOS diz:

    Diz um inocente aí em cima chamado Fiuza que o taser acalma um indivíduo e o deixa meio tonto. Que labregaços de berças montanhosas teriam andado a informar esse desculpador de métodos prisionais no seu país da desgraça?

    De facto comprovado, um homem tanto pode morrer com uma taseirada como com uma bala de borracha ou um pontapé de bota militar no baixo ventre – e até com sopros de arma descarregada encostadinha à fonte, como já aconteceu num flim in Amerrika e porventura e desventura noutros lados..

    “Killed by taser” na googla amanda com muitos milhares de hits, que o amigo migo Fiuza pode ler conforme lhe apetecer.

    E enquanto Fiuza vai lendo e alargando as fronteiras do espaço continunumumum, vou eu aproveitar para amandar ao ar uma rabicha: E quem é voluntário para limpar a cela do Sócrates na prisão de S. Bento? É que pelo jeito nem a esquerda nem a direita querem pegar no balde e esfregona. Saberão esses relutantes faxinas de alguma coisa que não nos querem contar? Claro que sabem. Isto anda tudo ligado, dos racines aos topo, como diz o Figueira.

    • Mário Fiúza diz:

      Burro não sou de certeza mas tu és. 1º informas-te, depois falas. Eu tenho um tio meu que é guarda prisional e como é óbvio, têm que saber os riscos e/ou quando devem utilizar a taser.

      Fica sabendo então que, este Srº Gouveia, após estar numa cela limpinha, foi examinado pelos médicos e está de perfeita saúde. Pior, seria ter que acalmá-lo com porrada em cima do corpo. Aí sim, até marcas durante várias meses ou anos ficariam ‘registadas’ no corpo do Srº recluso.

      Se ele tivesse matado uma pessoa que gostasses, queria ver se falavas assim. Tenho a certeza absoluta que com taser ou sem taser, que com bastão ou sem bastão, não te importarias do que ele poderia sofrer, até porque, para estar lá dentro, de certeza absoluta que fez mal a alguém. Pode ser que nunca te aconteça ta coisa, e Deus queira que não, mas se acontecer, quero ver que escreves depois.

  19. streetwarrior diz:

    Será impressão minha, ou o senhor Gouveia sofre de distúrbios psicológicos?
    É que viver atolado em Trampa até ao pescoço, não será propriamente um caso de preguiça mas sim de problemas psicológicos, ou estarei errado?
    …e desde quando é que se trata alguém demente ou que aparenta não estar em pleno de suas faculdades, a Taser e a gritos impondo-lhe medo?
    …A lei é lei, não há casos desculpáveis ou aceitáveis…castigos corporais são proibidos seja qual for a situação, não há desculpas para se castigar corporalmente por isto ou por aquilo, é condenável, abre precedentes a fazerem justiça pelas próprias mãos.
    Achei piada ao Chefe dos guardas…..crava-lhe com o Taser, diz-lhe para não se mexer durante o o Pós-choque e depois tem a malvadez de lhe dizer…ninguém o vai magoar, ninguém o vai magoar Sr Gouveia! Gozando-o!..É muito baixo nivel para uma pessoa com formação e com homens a seu cargo tendo que ser o exemplo a seguir.
    O Taser foi desnecessário, o resto, compreensível, podendo-se aceitar como é óbvio.
    Pergunto eu aos que defendem este tipo de comportamentos.
    Se fosse o vosso Pai?…a viver no meio da merda, pois é preciso muita desconsideração para os Serv.Prisionais deixarem a cela chegar àquele estado, por estar afectado psicologicamente, ou por uma depressão ou por outros motivos, ser tratado assim?
    Ponham-se na pele dos outros quando falam assim.
    Para quem diz que ele cometeu crimes e que tem cela, cama lavada e comida paga por tds nós, por isso, aguente-se, não se esqueçam que ele está PRESO, portanto, a pagar pelo que fez, isso não pode servir de desculpa para se justificar, toda uma serie de abusos PROIBIDOS POR LEI….percebem a força da palavra….PROIBIDO.
    Outro facto bem levantado, é…se agem assim para ter provas, já imaginaram quando o fazem para que não as haja?…Acham aceitável?
    Se a policia, já julga por si própria, para quê Juízes?
    Não se esqueçam do Amanhã e daquilo que desejam aos outros, pois a vida é como os Interruptores, umas vezes para cima, outras vezes para baixo e amanhã poderão estar lá vocês, ou porque numa situação em que perderão a cabeça, ou por outra qualquer… e depois terão que mamar com tudo o que acharam em tempos aceitável a outros…se não forem vocês, há de ser alguém da família ou chegado.
    Olhem que o Karma é uma coisa F####D#DA.

    Nuno

  20. Ah…e esqueci-me de mencionar outro facto que não aconteceu, mas podia ter acontecido.

    Será que este vídeo viria a Público se por mera coincidência… assim mesmo só por coincidência, depois de lhe ter sido aplicado o Taser, o Shor Gouveia tivesse tido um Ataque Cardíaco?…Ou 1 ataque de epilepsia?
    Pois…pois… Por acaso não aconteceu mas se o homem calha a ter falecido, como é que era?
    Fica para os ” conservadores ” reflectirem, se o video viria ao conhecimento do público, se fosse vosso pai e se, nesta situação, teria sido ou não abuso.

    Nuno

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