A Praça de Tahrir (repensar o espaço público)

Abrindo a janela do meu computador sobre a Praça de Tahrir na cidade do Cairo (Al-Qāhira- A victoriosa) assisti, ao longo de 18 dias, à transformação do espaço da praça numa expressão colectiva, resultante da relação de tensões entre os que se manifestavam, a polícia, as forças armadas, as redes sociais que cruzavam informação e Mubarak.

A Cristina Salvador na Buala

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3 respostas a A Praça de Tahrir (repensar o espaço público)

  1. am diz:

    belo link, T.
    obg.
    repondendo à pergunta final da posta linkada diria que “o que terá que mudar” é o nosso desejo de “conquistar a cidade” (e a cidadania)

  2. (… e começar a pensar na net como direito universal e, porque não, espaço público. e defender com unhas e dentes a «net neutrality»…)

  3. Bossas mercedes ( e ele próprio..) julgam que o home é de direita. Eu não, conheço-o desde os 9 anos ou por aí, e depois ele estava em Manchester enquanto eu em Salford (20Kms).
    Agora somos +/- vizinhos.
    O primeiro c#$%&o que se começar a lambuzar e a despencar vomitório a partir do nome dele, e sem sequer ler>/i>… vai ver o que digitalmente lhe acontece.

    Traição oportunista

    Miguel Esteves Cardoso

    É vergonhoso saber que as únicas amizades que o Coronel Khadafi tem conseguido fazer nos últimos anos foram países da União Europeia, a começar pela Itália e pelo Reino Unido, sem desincluir Portugal.

    Por muito que a União Europeia procure distanciar-se – agora – do ditador assassino – faz a figura daqueles amigos da onça que levam imenso tempo a deixarem-se comprar pelo colega rico e, mal ele perde o dinheiro dois segundos depois, apressam-se a lembrar que só são amigos dele há pouco tempo. O Reino Unido, por ter mudado de governo e passado menos tempo na tenda de Khadafi, a sorrir e a sorver chá de hortelã – foi o mais corajoso na retro-hipocrisia. William Hague até se atreveu a bisbilhotar que Khadafi estava a caminho da Venezuela.

    Afinal tudo indica que Khadafi – um sociopata megalómano – se virou para a aceitação internacional só quando alguém o convenceu que talvez estivesse a perder a idolatria de alguns raros sectores da população líbia.

    Com o dinheiro se compra, com o dinheiro se vende. No país que era o dele, Khadafi foi rejeitado, com sangue e sem medo, no momento em que mais tinha sido aceite pela Europa mais civilizada.

    A velocidade com que foi traído e denunciado pela Europa, depois de ter mandado disparar sobre a população, não diz bem de nós. Só reforça a nossa reverência pelo dinheiro e o nosso desdém pela liberdade dos outros.

    Nós, europeus, apoiamos sempre quem está a ganhar. É uma coisa feia. É pena.

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