Na Venezuela também se lutou contra o fascismo português

Sérgio Moreira (primeiro à direita), em Caracas, à frente da sua livraria, ao lado de antigos resistentes antifascistas em Dezembro de 2008

Há poucas semanas, comemorou-se o 50º aniversário do assalto ao paquete Santa Maria. Por trás do sequestro estiveram vários portugueses que colaboraram com o Directório Revolucionário Ibérico de Libertação. Parte do comando que atacou o navio, treinou-se num sistema montanhoso perto de Caracas, sob as ordens de Sérgio Moreira. Estes e outros exilados saíram de Portugal mas continuaram a combater o fascismo do outro lado do Atlântico.

A maioria dos que se dedicaram à actividade política no campo da oposição chegaram à Venezuela na década de 50. Entre eles, estava António Marques Brandão, que deixou Espinho para atravessar o Atlântico rumo a Caracas. Tinha, então, 19 anos e os bolsos vazios. Agora com 73 anos, descreve que “foi uma emigração por motivos económicos” mas que já antes tivera problemas por colar propaganda eleitoral da Oposição.

Em 1958, Marques Brandão ajudou a formar, com outros companheiros, a Junta Patriótica Portuguesa (JPP), “um pouco a copiar a Junta Patriótica Venezuelana (JPV)”. No início desse ano, a ditadura de Pérez Jimenez caiu e os portugueses aproveitaram para dar voz à luta contra a ditadura.

Anos depois, em 1964, pela sua participação na direcção da JPP, como responsável pelas finanças, o então funcionário bancário seria impedido de viajar para Portugal. “O meu irmão enviou-me uma carta que explicava que a nossa mãe tinha um tumor e que não tinha mais do que algumas semanas de vida e fui ao Consulado”, recordou.
Acabou por ser insultado pelo próprio cônsul que o classificou de “português indesejável”.

Outros portugueses, como Rúben Moreira, pagaram tais actividades com a prisão. Aos 67 anos, tão agitado como quando era jovem, explica que “a Revolução Cubana foi um extraordinário aliciante para revolucionários de todo o mundo”. Por isso, no ano em que Fidel Castro entrou triunfante em Havana, juntou-se a Sérgio Moreira e decidiram, com humor, atacar a recepção ao então ministro português dos Negócios Estrangeiros Paulo Cunha com garrafinhas de mau cheiro. Apesar do carácter inofensivo dos engenhos, a missão foi um êxito. “Aquilo foi de morrer de riso. Estragámos-lhe o discurso e teve de abandonar a sala”, descreve, entre gargalhadas.

Depois da acção com garrafinhas de mau cheiro, Rúben Moreira decidiu, duas semanas depois, realizar um ataque mais sério: “Arranjei uma garrafa de Coca-Cola, enchi-a de gasolina e pus-lhe um trapo. Depois lancei-a contra a parede do Consulado.” As capas dos jornais dos dias seguintes amanheceram com a notícia da acção. Da prisão juvenil onde foi encarcerado, Rúben, com apenas 17 anos, afirmou aos jornalistas que “desafiava a ditadura de Salazar”. Seria libertado duas semanas depois por influência de dirigentes do partido venezuelano Acção Democrática: “Se não, teria sido expulso do país.”

Na livraria Divulgação, em Caracas, encontra-se Sérgio Moreira, outro dos membros da antiga JPP. O ideólogo do ataque com garrafinhas de mau cheiro, hoje com 78 anos, recorda a acção mais mediática que realizaram os portugueses, a partir da Venezuela, contra a ditadura salazarista. Em 1961, um comando constituído por mais de duas dezenas de antifascistas portugueses e espanhóis sequestrou o transatlântico português Santa Maria que transportava meio milhar de pessoas. Da acção resultou a morte de um tripulante e o ferimento de outro.

A execução da Operação Dulcineia, planeada e executada pelo Directório Revolucionário Ibérico de Libertação (DRIL), recebeu as atenções dos principais jornais de todo o mundo. Recolheu a simpatia de vários países e obteve, inclusivamente, a protecção militar norte-americana em relação à ameaça das marinhas portuguesa e espanhola, até atracar no porto brasileiro de Recife.

Na preparação da acção, Sérgio teve um papel importante. “As armas que foram utilizadas no assalto deveram-se aos meus contactos com gente da esquerda e com gente que começava a entrar na guerrilha venezuelana”, explica. E acrescenta que “uma boa parte dos portugueses que participaram na operação” foram recrutados por si.
De forma natural, Henrique Galvão nomeou-o director do treino que portugueses e espanhóis realizaram durante mês e meio entre a montanha e o mar.

Alugaram uma casa de férias e Sérgio Moreira, então professor de Filosofia, para além de coordenar a logística, dirigiu as caminhadas, os exercícios de tiro e os treinos de orientação. Contudo, pouco tempo depois, saiu da missão, em desacordo com Henrique Galvão, um dos comandantes do DRIL, em relação aos objectivos do sequestro do Santa Maria.

Também nesse ano, quatro mil portugueses emigrados juntaram-se em frente à Embaixada contra as posições tomadas na ONU contra as colónias de Portugal. A Junta Patriótica Portuguesa, em número inferior, organizou uma contramanifestação e abriu uma faixa pedindo liberdade.Prontamente, como contou António Marques Brandão, “vários salazaristas arrancaram o pano e uma senhora ao nosso lado descalçou os sapatos e com os tacões abriu umas quantas cabeças”. O antigo responsável pelas finanças do movimento assistiu, depois, à chegada da polícia venezuelana que disparou vários tiros para o ar. E Sérgio Moreira, que acudira à concentração apesar de estar referenciado pelas autoridades, acabou detido.

Mas a vida deste português de Espinho e emigrado para a Venezuela em 1952 por motivos políticos, é tão vasta como a quantidade de livros que enchem as prateleiras da sua livraria. Humberto Delgado contactou-o para o acompanhar como seu secretário e Sérgio Moreira começou a tratar da documentação para deixar a Venezuela. A burocracia acabou por atrasar o processo e o General caiu assassinado pela PIDE.

Envolveu-se, desde cedo, com os meios intelectuais que lutavam por um mundo diferente. Escreveu em revistas, publicou livros de poesia e deu conferências. Participou intensamente na vida do Centro Português de Caracas. Em 1980, decidiu abrir a livraria que mantém há 28 anos. Entre o caos e a desarrumação, Sérgio Moreira consegue fintar a desordem e encontrar o que procura.

A maioria dos clientes “compra livros que correspondem à problemática da economia e da política, na Venezuela e no mundo”. Explica que à livraria, “considerada uma das melhores do país”, vem gente de toda a Venezuela, universitários, professores e políticos. Ajudou a trazer José Saramago, Sophia de Mello Breyner e tantos outros escritores que divulgou não só entre a comunidade portuguesa mas também entre os venezuelanos.

Foi também aqui que Júlio Fernandes, empresário português, passou a juntar os seus heróis que não só descrevem a história da resistência ao fascismo mas também ajudam a identificar os documentos que o empresário vai descobrindo. Por isso, Júlio Fernandes tenta que não seja esquecido quem lutou pelo fim da ditadura e considera que o Estado português devia “apoiá-los porque muitos deles vivem com dificuldades económicas” e reconhecer “o papel que tiveram numa etapa importante” da história de Portugal.

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14 respostas a Na Venezuela também se lutou contra o fascismo português

  1. V. KALIMATANOS diz:

    Ok, Bruno, vieram-me as lágrimas aos olhos, confesso, só a imaginar o nobre militantismo desses antifascsitas do Caracas. E é como você diz mas não especifica: o Maçon Salazar mandou matar o Maçon Delgado e o Maçon Soares fartou-se de protestar. Mais tarde, no Chile, repetiu-se a história, o Pinochet matou o Allende. 150 anos antes, tinha já sido a vez de Wellington fazer a vida negra a Napoleão. Quem é que anda e andou a lançar estes gajos todos uns contra os outros, apesar das suas filiações nos mesmos benfiquismos? Coce na cabeça

    E, se não for muito trabalho, ensine aqui à rapaziada multi-partidária-ideológica o segredo das “garrafinhas de cheiro”, pode ser uma boa arma de Inverno, porque no Verão, digo-lhe, já temos os esgotos camarários e até hoje ainda não se provou que tivessem interrompido nenhum discurso.

    • Bruno Carvalho diz:

      Adoro o seu discurso nazi de que tudo o que mexe, arrota, não tenha olhos azuis e cabelos louros faz parte da maçonaria.

      • V. KALIMATANOS diz:

        Bruno,

        Não comece aos tiros “nazis”, senhor, depois quando se lhe acabarem as balas, como é que vai defender-se? Nem tudo o que arrota pede aquilo que a gente sabe, fique sabendo. E os loiros de olhos azuis são muitas vezes os piores. O grande capital, alemão e estrangeiro, financiou o nazismo, sem dúvida, mas foi a esse mesmo capital estrangeiro que a US se aliou para combater o Hitler. Você não ruboriza quando tem de explicar isso às criancinhas?

        Talvez não, padres, rabinos e militantes do PC (e maçons, já me esquecia) são imunes a essa coisa. Isto é, não põem a roupa à cora.

        Vá lá, acalme-se leia esta quadra de São Marx, do poema Orgulho Humano, em que o homem se compara a Deus, apesar de ter muitos fruncos no cu, e durma descansado:

        “With disdain I will throw my gauntlet full in the face of the world,
        And see the collapse of this pygmy giant whose fall will not stifle my ardor.
        Then will I wander godlike and victorious through the ruins of the world
        And, giving my words an active force, I will feel equal to the Creator”.

  2. Marco Pinto diz:

    Por acaso,e infelizmente,vim parar a este site miserável e nojento.Estou desiludido e ao mesmo tempo assustado.Isto porque surpreende-me que ainda existam tantas pessoas com ideias tão radicais,revolucionárias e progressistas(!?),de extrema esquerda no nosso país.O muro já caiu á 20 anos,o Fidel já passou o testemunho,a democracia já chegou a muitas nações do leste europeu,etc,etc.Aonde se resiste á mudança,como a Coreia do Norte por exemplo,os resultados estão á vista:fome e miséria.Estou assustado porque a maioria dos colaboradores deste site são jovens e cultos.Pensava eu que com o 25 de Novembro de 1975 tinha desaparecido esta raça de gente submissa aos ideais retrogrados do marxismo,leninismo,maoismo,estalinismo e outros «ismos».Voçês não vêem os documentários dos crimes hediondos cometidos por estes supostos libertadores do povo?Milhões de mortos em nome de uma utopia,que só serve para beneficiar uma pequena elite aburguesada,em que só eles e a sua familia vivia dignamente.
    Teria muito mais para dizer mas como sei que não vão publicar este comentário,ou se o publicarem vão dar-lhe o tratamento habitual que a escumalha radical de esquerda dá ás opiniões diferentes das suas.
    Com um abraço deste amigo patriota,Marco Pinto de Coimbra

    • António Paço diz:

      O muro já caiu há 20 anos e você, coitado, ainda não aprendeu a escrever! Vá-se lá embora deste site «miserável e nojento», e aproveite o fim-de-semana para praticar a leitura e a escrita do português, nem que seja por aquele livrito da 1.ª classe do tempo do Salazar, onde se ensinava a malta a dar vivas ao dito cujo…

      • António Paço diz:

        E não quer levar o Kali-maçon-tanos consigo?

      • Marco Pinto diz:

        É como eu previa:não se consegue aceitar uma opinião diferente.Sr.António Paço tenho muita pena de si,sinceramente.Dei algum erro de português?Não me parece,visto que o sr. entendeu aquilo que escrevi,tanto entendeu que respondeu.Já agora um conselho:emigre,vá para o paraíso que é a coreia do norte!
        Um abraço ,Marco Pinto

  3. O Rural diz:

    Faxismo e Salazar, provavelmente é a mesma coisa.

    Ora o Salazar caiu da cadeira, sem ninguem o empurrar.

    Portanto , se não foram os venezuelanos qu o empurraram, o governo português não deve nada a nenhum antifaxista.

    Até porque os Alemães, a Merkel, já não quer emprestar mais dinheiro para o subsídio de desemprego.

  4. Carlos Carapeto diz:

    Mais um que não mudou as folhas do calendário. O Muro caiu há vinte anos e muita coisa mudou (para pior) deixe-se de ser ingénuo, mostra que está completamente alheio ao que tem acontecido nas ultimas décadas.
    «««««««Voçês não vêem os documentários dos crimes hediondos cometidos por estes supostos libertadores do povo?»»»»»»

    Quais documentários se refere? Timissora, na Roménia? Tenham vergonha daquilo que fizeram, foram buscar corpos às morgues dos hospitais sem autorização dos familiares, esquartejaram-nos, e espalharam-nos na rua. Morreram seis pessoas nos protestos e a informação burguesa propagandeou dez mil. Nem Estaline foi capaz de fazer semelhante encenação macabra.

    «««««««Milhões de mortos em nome de uma utopia,que só serve para beneficiar uma pequena elite aburguesada,em que só eles e a sua familia vivia dignamente»»»»»»».

    Julgo que se esteja a referir à União Soviética? O que sabe de concreto desse país e da realidade actual? Eu sei, vivi as duas situações.

    Por esse facto agradeço que me indique um nome, apenas um nome de qualquer membro , dessa “elite aburguesada” que dominava as cúpulas do partido e do Estado, roubando e oprimindo o povo, que acumularam fortunas fabulosas, se actualmente algum deles se encontra ligado a qualquer partido ou movimento de esquerda?
    Sabe onde está toda essa camarilha de oportunistas hoje? Estão do seu lado.

    Ao contrário também é válido. Indique quantos comunistas ou membros de qualquer força de esquerda que hoje andam a levar porrada e a sofrerem prisões arbitrárias em defesa dos direitos do povo e dos trabalhadores nos países da ex- URSS que tivessem acumulado fortunas com o saque dos bens do Estado.

    Também deve dizer quais foram os progressos, sociais, económicos e de desenvolvimento (liberdade politica nalguns casos) que esses povos alcançaram com a reintrodução do capitalismo?

    Tenham ao menos respeito por os milhões de seres humanos que de um momento para o outro viram as suas vidas mergulharem no abismo social.
    Há regiões que a população já vive em condições Terceiro Mundista.

    Deve dizer ainda (se não lhe faltar o folêgo) quem iniciou as matanças e quem financiou os opositores ao regime?

    • Marco Pinto diz:

      Amigo Carlos,não vale a pena tentar explicar-lhe o que quer que seja.Pois o sr. já está totalmente condicionado e formatado,não aceita a realidade.Dou-lhe o mesmo conselho que dei ao sr.António Paço,emigre.Vá para uma Coreia do Norte,por exemplo.
      Felicidades

  5. Carlos Carapeto diz:

    Nem precisa dar mais explicações, se nem você compreende aquilo que escreve. Poupe-se.

    Da minha parte também não me sobra lá muita paciência para aturar quem ainda vive obcecado por ódios rançosos anti-esquerda.

    Porque não escolhe um destino para emigrar mais perto de casa? O Haiti, Guiné Equatorial, toda a orla sul do Mediterrâneo, Bangladesh, os Bairros periféricos de Mombai.

    Por favor não crie novos casos para se esquivar ao assunto. Digne-se responder às questões pertinentes que lhe coloquei sobre as condições de vida actual daqueles povos que você abusivamente não se cansa de espumar baba venenosa sobre o seu passado.

    Já não se trata de aceitar a realidade, como acima refere . Trata-se sim; de ter coragem em assumir a verdade.

  6. Simon B diz:

    Kalimatanos, Pinto, e alguns poucos mais que devem conspirar e fabular no Centro Português em Caracas.:
    São personagens que vivem em estado de abusão e obcecação, aperfeiçoando o seu culto à Globvision – canal neofascista de televisão.
    A Venezuela vive em permanente mudança, a revolução popular atravessa todo o país. O nível de vida dos trabalhadores, e do povo sofreram grandes avanços: na saúde, na educação, no combate à fome (soberania alimentar!), no combate ás fugas de capital ( as malas de dólares para NY e Miami, acabaram, …), etc.. , etc…. O Socialismo na Venezuela, é uma conquista do povo venezuelano, através de sucessivos actos eleitorais dignamente elegeram o Presidente Hugo Chaves.
    E no dia 27 de Fevereirode 89, a luta do povo “hambriento” de Caracas por “pan”,contra as medidas liberais do FMI e a repressão fascista de Andrés Perez que deixou “en las calles” mais de 500 mortos, fez centenas de presos e outros tantos desaparecidos, despertou consciência de muitos homens e mulheres venezuelanos que se dispuseram a dar sua vida se tal fosse necessário na luta contra a ditadura dos monopólios e dos oligarcas, na luta contra o c-a- p- i -t- a- l, na luta pela Liberdade.
    São irreversíveis as conquistas da Revolução Bolivariana, os recursos da Venezuela naturais e outros.., não esquecer a Terra , são propriedade de todos os venezuelanos. A irreversibilidade das conquistas revolucionárias, só poderão ser posta em causa por uma invasão militar dos EEUU e ou dos seus aliados, mas teriam que contar com luta heróica e sem tréguas do povo da Venezuela pela defesa da sua pátria.
    Viva Chavéz

  7. Simon B diz:

    Caros companheiros: Agradecia que considerassem sem efeito o primeiro comentário , solicitava – lhes a gentileza de publicarem o mesmo texto com algumas correcções.
    Simon B.

    Kalimatanos, Pinto e alguns poucos mais, provavelmente conspiraram e fabulam no Centro Português em Caracas.:
    São personagens que vivem em estado de abusão e obcecação, aperfeiçoando o seu culto à Globvision – canal neofascista de televisão.

    A Venezuela vive em permanente mudança, a revolução popular atravessa todo o país. O nível de vida dos trabalhadores, e do povo sofreram grandes avanços: na saúde, na educação, no combate à fome (soberania alimentar!), no combate ás fugas de capital ( as malas de dólares para NY e Miami, acabaram, …), etc.. , etc… .
    O Socialismo na Venezuela, é uma conquista do povo venezuelano, que através da sua luta revolucionária e de sucessivos actos eleitorais elegeram dignamente o Presidente Hugo Chaves.
    No dia 27 de Fevereiro de 89,”El Caracazo” foi a luta do povo “hambriento” de Caracas por “pan” e liberdade contra as medidas liberais do FMI e a repressão fascista de Andrés Perez que deixou “en las calles” mais de 500 mortos, fez centenas de presos e outros tantos desaparecidos, despertou consciência de muitos homens e mulheres venezuelanos que se dispuseram a dar as suas vidas na luta contra a ditadura dos monopólios e dos oligarcas, na luta contra o c-a- p- i -t- a- l, na luta pela Liberdade.
    São irreversíveis as conquistas da Revolução Bolivariana, os recursos da Venezuela, naturais e outros.., não esquecer a terra , são propriedade de todos os venezuelanos.
    A irreversibilidade das conquistas revolucionárias, só poderão ser posta em causa, por uma conspiração ou invasão militar dos EEUU e dos seus aliados, mas teriam que contar com luta heróica e sem tréguas do povo da Venezuela pela defesa da sua pátria.
    Viva Chavéz

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