A teoria do mal menor

O Daniel Oliveira avança com a teoria do mal menor, defendendo que o Bloco de Esquerda não devia tentar provocar a queda do governo do PS porque, das eleições antecipadas, resultaria um governo ainda mais à direita. Ora levando ao limite este argumento, nas próximas eleições – sejam daqui a dois meses ou dois anos, que argumento terá o BE para contrariar o voto útil no PS?
Por outro lado o Daniel recorda a única moção de censura aprovada no parlamento apresentada pelo PRD que, por sinal, contraria a sua tese. Embora o governo minoritário tenha caído, acabou por ganhar as eleições com maioria absoluta.

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10 respostas a A teoria do mal menor

  1. Augusto diz:

    É claro que essa é a opinião do Daniel Oliveira, que já foi rebatida ponto por ponto pelo Miguel Portas, na sua pagina do Facebook.

    É a vantagem de o Bloco de Esquerda ser partido plural, em que as opiniões divergentes não são silenciadas…..

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Xii… Augusto, de um pluralismo tamanho que o próprio Daniel já teve de vir esclarecer que o boato que saia do BE era falso… ou fala do pluralismo do militante expulso… se calhar refere-se ao pluralismo dos militantes que abandonaram o BE nas últimas semanas… ou dos demissionários da Mesa Nacional? Tenha juízo, não são tempos fáceis. Espero que o BE resista.

    • JMJ diz:

      Já deu para perceber que o Bloco de Esquerda é como as mesas do café. O pessoal vem, senta-se, manda umas larachas sobre a bola, uns de uma cor, outros de outra, bebem umas imperiais, vodkas ou whiskys (depende da hora e carteira de cada um) e no fim, como vieram, vão.

      Pelo meio resolviam os problemas todos do país. Mas como é só conversa de mesa do café, fica por aí que têm mais que fazer.

      Aaahhh!
      Como é bom falar, falar, falar e nada dizer…

  2. Augusto diz:

    Tiago o militante de Olhão de que fala,não é um caso de delito de opinião.

    Quanto aos 2 demissionarios da direcção, por diferentes razões , continuam tal como o Daniel Oliveira a ser militantes do Bloco de Esquerda.

    Mas Tiago os tempos NUNCA serão faceis para partidos plurais, para partidos de gente livre, que preza a sua liberdade de pensamento.

    È muito mais fácil criar partidos totalitários, subordinados a Comités Centrais, ou a Chefes, e em que os militantes, seja nuns casos por convicções, noutros pela defesa do tacho , calam a critica.

    Desde 1999 ano em que foi criado o Bloco de Esquerda , nunca no Bloco deixaram de existir divergências, e militantes que foram saindo pelas mais variadas razões, essa é a vida normal de um partido politico, todos os partidos politicos estão sujeitos a essas contingências.

    O PCP desde o 25 de Abril tem tido constantes cisões, umas mais mediaticas que outras e tem-se aguentado.

    O PS o PS e o CDS igualmente, ainda há pouco umas dezenas de militantes da margem sul abandonaram o CDS.

    O Bloco está sujeito ás mesmas contingências, e vai resistir porque o projecto que lhe esteve na base , não está dependente de A ou B , por muito que lastime, que certos militantes , que deram o seu melhor ao BE , se tenham decidido agora, por suspender a sua militância.

    Será o povo o grande juiz , que decidirá em última instância se o Bloco é ou não uma força de Esquerda, em quem muitos centenas de milhares de eleitores, poderão continuar a confiar.

    É no povo que devemos confiar.

    • Leo diz:

      “Será o povo o grande juiz, que decidirá em última instância se o Bloco é ou não uma força de Esquerda” ???

      Nem eu pensava que houvesse tantas dúvidas se o BE era ou não de esquerda.

    • JMJ diz:

      O povo não vai decidir se o Bloco é ou não uma força de esquerda.

      Essa decisão começou (continuou?) a ser escrita pelos membros do Bloco, no voto de apoio à intervenção financeira na Grécia e/ou no apoio a Alegre, e não vai no sentido da esquerda…

      No povo confiamos para perceber que o Bloco, de esquerda, tem cada vez menos.

  3. lingrinhas diz:

    A Aiveca já mudou de visual se calhar é para pssar despercebida noutro lado qualquer.

  4. Luís Fraga diz:

    O que se pode esperar de um partido sem um programa de governo e uma estratégia clara?

    Por estes dias já ninguém fala do Bloco como uma alternativa de esquerda ao governo do PS. Toda a discussão gira em torno do tipo de moleta que o Bloco quer ser: deve o Bloco apoiar os alegristas, os PS sem Sócrates ou como diz o Daniel Oliveira, mais vale apoiar o PS de Sócrates que permitir o regresso do PSD?

    Há uns anos largos atrás li um panfleto do Bloco que continha um trocadilho que ainda revelava um ar fresco e bem humorado, num partido ainda jovem que gerava algumas expectativas, lá dizia um empregado de café para um cliente numa esplanada: “Quer PS como D ou sem D”.

    Está à vista que o Bloco, pelo menos a actual direcção, escolheu o “sem D” ignorando a sua própria piada. Eu continuo a rir-me da piada, que só vai ficar velha quando o PS e o PSD forem definitivamente enterrados no cemitério das políticas capitalistas neoliberais ou caixote do lixo da história. O Bloco perdeu o seu sentido de humor, é o preço a pagar para que meia dúzia de figurões consigam os seus ambicionados tachos.

  5. Leo diz:

    Não vejo grande diferença entre o que defende o DO e o Rui Tavares, por exemplo.

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