O regresso do zombie?

E será mesmo verdade que a UDP regressou do túmulo e do além, para pôr o BE a fazer esta moção de censura?

(E já que se fala de zombies e política, se alguém quiser ler um texto que recomendo acerca do assunto, passe por aqui. Descansem, que não é meu.)

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12 respostas a O regresso do zombie?

  1. Miguel Lopes diz:

    “Descansem, que não é meu.”

    Seguindo o link, é.

    • O texto é de Jean & John Comaroff.
      Eu não sou nem hermafrodita, nem um casal, nem estado-unidense, nem uma referência mundial da antropologia que trabalhe em Chicago, nem tão pouco esquizofrénico ou ladrão de identidades.
      Em suma, não sou eu a Jean e o John Comaroff.
      Sorry…

  2. corvo diz:

    Do” além” parece que vierem os comentadores encartados como o Marcelo, os politologos, com cursos de vão de escada, e certos comentadores de blogues , que parecem que levaram uma pedrada na cabeça, e não dizem coisa com coisa.

    Andaram a vender que o Bloco de Esquerda era uma muleta do Socrates, apoiava o Socrates, era uma especie de ala esquerda do PS, no limite acabava por ser agarrado pelo PS, e não é que os maganos , deram a volta por cima, e provaram que estavam todos enganados.

    E pior, ( ou melhor), são eles que neste momento estão a dar as cartas, o que está a incomodar a nossa classe politica de todos os quadrantes.

    Como diz o outro.

    É a vida….

    • Leo diz:

      – Dia 5 de Fevereiro:
      “Para Francisco Louçã, a possibilidade de apresentação de uma moção de censura é um direito de qualquer partido, não abdicando o BE desse direito, embora considere que este não é o momento.
      «Apresentaremos sempre alternativas e não nos pronunciaremos sobre moções de censura que não existem ou sobre intenções vagas de apresentação por este ou aquele partido», disse, adiantando que «no tempo certo» o Bloco de Esquerda discutirá essa questão.
      Actualmente, defendeu Francisco Louçã, o país precisa de mobilização social para combater os falsos recibos verdes, o trabalho precário e a situação dos jovens sem emprego.”

      – Dia 8 de Fevereiro ao Público:
      José Manuel Pureza o líder parlamentar do BE garante que a sua bancada não está disposta a dar a mão ao PSD e CDS. “Não nos colocamos na posição de facilitar a vida à direita portuguesa”, afirmou, lembrando que o que poderia significar uma moção de censura aprovada. “Derrubar este Governo para introduzir a revisão constitucional do PSD não é aceitável”. O BE repete que discutir uma moção de censura neste momento “não tem efeitos práticos”.

      No mesmo dia 8 de Fevereiro a Comissão Política do BE aprova o anúncio da moção de censura que foi feito no dia 10 de Fevereiro.

      Chama a este dizer, desdizer e aldrabar é mesmo “dar as cartas”? E acha que quem diz, desdiz e aldraba vai longe?

  3. Mas, afinal, a coisa veio ou não da UDP?
    É mesmo uma pergunta; não é retórica.

  4. Renato Teixeira diz:

    Tenho as minhas dúvidas. A coisa tem mais pinta de Chico do que de Fazenda. De resto, não são poucos os assuntos onde a UDP se coloca bem à direita do que o Manifesto.

  5. Pelo que leio aí do nosso incansável co-comentador Leo, veio da Comissão Política do BE.
    Ouvi dizer que estão lá malta da UDP e outros que também não são.

    • Leo diz:

      Eu bem sei que a coisa é parva de mais mas é mesmo isso que aqui se pode ler:

      “Ontem, já depois de ter sido noticiada a previsível abstenção do PSD, José Manuel Pureza deu uma conferência de imprensa no Parlamento. O deputado disse que a moção não é para facilitar a vida à direita e que será uma “crítica política” às medidas “de inspiração liberal, uma inspiração política de direita, e que têm sido responsáveis pela penalização da grande maioria da sociedade”. Pureza afirmou que a decisão de apresentar a iniciativa foi tomada em comissão política, terça-feira, quatro dias depois de Louçã ter afirmado, no fim de uma reunião da Mesa Nacional, que não era oportuna uma moção de censura, que o PCP já admitira ponderar. ”

      http://jornal.publico.pt/noticia/12-02-2011/bloco-esvazia–a-sua-mocao-e–psd-ja-prepara–a-abstencao-21283905.htm

  6. O lançamento da pergunta (ou da “boca”, como lhe foi chamado mais acima) surge-me por duas razões:
    Por um lado, porque diversas pessoas me disseram isso nos últimos dias, em situações diferentes. O que me levanta o interesse de saber mais.
    Por outro, devido ao facto de, na sequência do anúncio (que, a julgar pelas imagens, pareceu ter apanhado de surpresa quem estava à volta do Francisco Louçã – pelo menos quanto ao seu timing), só terem aparecido a defender a moção dirigentes do BE de outras tendências, todos eles com o ar de preferirem estar a fazer outra coisa qualquer naquele momento. O que é coerente com um tipo de “ratice” táctica que corresponde à cultura organizacional daquilo que era a UDP, mas não àquilo que era prática do PSR ou da Política XXI.

    Mas isto sou eu, a observar de fora e a dar atenção ao que vou ouvindo de pessoas normalmente bem mais informadas acerca daquele dentro do que eu.
    Por isso a pergunta e não uma afirmação.
    Na esperança de que alguém nos possa esclarecer este assunto.

    Assunto que não é irrelevante porque, quando um partido que se assume como plural toma decisões polémicas que (como esta) terão ou é suposto virem a ter consequências importantes, se justifica saber quem as gerou e deu à luz, independentemente de quem aceitou depois “vestir a camisola” e dar a cara, contrariado ou não.
    Não sobretudo por uma questão de abstracta e ingénua “transparência” – desejável mas pouco acarinhada nas vidas partidárias, facto a que talvez não seja estranha a má imagem pública acerca “dos partidos”.
    Antes por uma questão de accountability acerca das consequências das decisões (venham aquelas a ser positivas ou negativas), perante os membros ou votantes dos partidos que as tomam e perante os cidadãos em geral. Que me parecem ter esse direito.

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