O amor de guardar ódios
agrada ao meu coração
É como um dia sem sol
a raiva na servidão.
Há-de sentir o meu ódio
quem o meu ódio mereça
Ó vida cega-me os olhos
se não cumprir a promessa
E venha a morte depois
fria como a luz dos astros:
que nos importa morrer
se não morrermos de rastros?
Carlos de Oliveira




E até aposto que a senhora anda a lutar por uma sociedade justa sem romance. E o Carlos era tão mauzinho, não era? Vai de Prometeus a Desgraçado. As coisas a que a rima nos obriga.
Qual sociedade sem romance. Queremos é uma sociedade onde o romance não tem hora marcada.