é um jogo a que não podemos jogar um jogo de que somos os espectadores um jogo de desconhecidos jogadores um jogo a que nunca iremos ganhar

«Não vou a uma manifestação na esperança que não tenha muita gente. Não faço uma greve convencida que não belisca. Não apoio uma Moção de censura na esperança que não derrube um Governo.
A política espectáculo, o oportunismo, os jogos de bastidores, o sectarismo, as tibiezas, o vale tudo, o eleitoralismo puro e duro, a prepotência, o seguidismo bolorento e acrítico, não são a minha guerra.
»
Isabel Faria sobre a Moção de Censura do Bloco de Esquerda (ver aqui o texto completo).

Eu até compreendo que os partidos tenham estratégias parlamentares, mesmo que não me digam tanto quanto isso. Mas o Bloco de Esquerda parece estar cada vez mais distante de tudo e enfiado no parlamento a pensar como ir buscar votos a vários sítios – a pessoas. E isto é um problema, porque a frase que destaquei não deixa de ser uma tendência preocupante.

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