MAS AFINAL, AFINAL, AFINAL O QUE É QUE O ANTROPOCOISO QUER?

Portanto, não, não me incomoda o intragável INDEX do Antropocoiso. (Acho que eu já estava há muito tempo a pensar noutras coisas e vidas.)

Aqui nunca houve disso, INDEX ANTROPOCOISO, e quanto aos pesos pesados que o sujeito invoca, muito bem eu posso com eles.

Estou muito habituado a conversar, discutir, trocar insultos, fundamentados e/ou gratuitos. Sempre com o recorte estilístico que me apraz, a meu modo e com correcção plástica. Formalmente, sempre que necessário (é sempre, aliás), traço uma linha de onde se não passa: cons uns não se trocam argumentos, conteúdos, apenas imagens e insultos. Com outros, apenas se fala à séria com densos argumentos, como diria o trambolho do maradona.

Com o Antropocoiso, nem uma coisa nem outra, ou nem umas coisas nem outras, absolutamente nada portanto, porque NÃO ESTOU PARA ME (CO)LIGAR DE MODO ALGUM COM UM TIPO QUE FAZ FREQUENTES POSTS COM CAPAS DE LIVROS DELE PRÓPRIO (volta Index Librorum Prohibitorum, estás perdoado, isto não é o site da FNAC, do ICS, nem da Almedina, nem…), e chancela ICS, a maior parte das vezes e talvez por acaso (ou nem isso). Mas a chancela é merda que não me interessa: o que me interessa é o ridículo de um tipo, vezes várias, aqui pespegar livros dele próprio, que ao próprio interessam e não sei quem a mais (talvez ao Miguel Serras Pereira – linka este post, vamos, pá, coragem).

Voltemos ao INDEX: medo, tenho ou tenham muito medo do INDEX ANTROPOCOISO. Ufa. Aquilo é fibra: “Gosto destes gajos e não admito que sejam tratados etc. e tal”. Assim sendo, e como não quero partilhar página com qualquer “coiso”, vou apanhar Ratos (é a minha honrosa homenagem ao PS) para outra casa.

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25 respostas a MAS AFINAL, AFINAL, AFINAL O QUE É QUE O ANTROPOCOISO QUER?

  1. Anónimo diz:

    Você um bom blogger. Contudo, gostava mais de si quando fazia músicas com as crianças.

  2. Desculpa lá, ó Vidal, o Paulo Granjo faz os posts que lhe apetecer dos livros dele. Se os escreve, acho muito bem que os publicite. Não me parece que com a latitude que tu usas para os teus posts, que vão de excelente até insultuoso, tu estejas em posição de ser comissão de censura dos posts do resto do pessoal.

    • Carlos Fernandes diz:

      Bem, eu já sou leitor e comentador neste Blog (não obstante não me considerar uma pessoa de esquerda, mas do centro, isto é de esquerda numa coisas e direita noutras, acho que este é um Blog de qualidade) há anos e desde já lamento que este tipo de textos e ajustes de contas se façam deste modo por post e não em privado por email.

      Dito isto e sem defender nenhum lado o que me parece é que se por um lado o C. Vidal, autor de muitos dos melhores posts nacionais sobre arte e cultura artistica, tem razão quando diz que os Bloggers não devem usar o espaço para promoção de livros ou outros produtos próprios, a verdade é que ele próprio também já o fez, estou.me a lembrar dos posts sobre os livros dele sobre o Caravavaggio e sobre o Badiou.

  3. Leitor Costumeiro diz:

    Eu próprio não gosto de publicidade feita na primeira pessoa, é foleiro, faz lembrar os jogadores da bola…Censurar também não fica bem, mas serve lá os propósitos de quem a faz…
    Duas atitudes mesquinhas portanto….

  4. Portanto és tu ( Savonarola) o grande promotor e organizador do front populaire dos refusés e ou refugees prá radio Miami-nova social e humana-le mundinho speculatique.
    Quanto à obra publicada conheces bem a minha admiração e genuflexão pelas obras de autor como a margarida rebelo pinto, jose rodrigues dos santos e mantorras. Autores do nosso povo para o povo, por acaso o Pepetela até foi guerrilheiro, em descanso mas foi.

    • miguel dias diz:

      Alma, não te metas com o Pepetela senão levas. Quando ele estava na frente leste, por onde andavas, meu caro?
      Quanto ao “problema” do nosso amigo Professor Doutor, tanto verbo e substantivo para dizer que quem está mal que se mude? O outro gajo (com todo o devido respeito) limitou-se a dizer que está desconfortável. Ora mude-se. Ou isso ou uma almofada nas costas. Vamos fazer como então?

      • Calma Michael, estava em Roma, sou um pouco mais novo que o Pestana, mas quando o man regressou domei-lhe bem o descanso do guerrilheiro, tás a ver, né?
        E como é! os teus cubicos ? Ou ainda andas na pesquisa investigação e fase do projecto?
        Tás a mandar aquele camarada bazar pra quê? Deixa só, ainda por cima buohou na História de África, não citou o Basil nem o Ki-Zerbo, vê-se mesmo que anda à toa. O grande Mesquitela Lima partiu-lhe bem a caróla, mas mesmo assim teve sorte, o man topou que os calhaus do anti-monumento moderneirista em forma de Kinja iam pôr o Carlos hongóne e a trabalhar pro referee.

      • Carlos Vidal diz:

        Ora, grande arquitecto, manda Voltaren para o ICS.
        Pode ser que resulte.

  5. LM r diz:

    Esta indignação vinda de quem há tempos tentava aqui vender livros, esquecendo-se de explicar que até eram de sua autoria…
    «Ou talvez lhe possa indicar alguma bibliografia: procure (vi-o há dias na FNAC) um livrinho intitulado “Sombras Irredutíveis: Arte, Amor, Ciência e Política em Alain Badiou”».

    A memória é menor que a lata 🙂

    • Carlos Vidal diz:

      Este Luís Rainha, sempre ele, não percebe a diferença entre uma inútil divulgação sistemática e uma indicação pessoal de um título a propósito de uma contenda.

      • LM r diz:

        Não te ponhas assim, Carlos. Logo agora que até já aprendi a achar-te piada.

        • Carlos Vidal diz:

          Ah bom, estava a ver que não. O problema até não são os livros e o marketing. É antes o que eu chamo INDEX ANTROPOCOISO. Com isso é que não se lida. Ri-se o Oliveira, mas não me rio eu. (Nem sei qual é a piada!)

      • Sérgio Pinto diz:

        Vidal, tão nervosinho só porque o Luís Rainha lhe descobriu a careca e expôs a sua evidente desonestidade e hipocrisia? Respire, respire…

    • miguel serras pereira diz:

      Ah, Luis, Luis, já cá faltavas tu. Ainda bem que apareces. Mas não percebeste, receio, que a operação que referes tinha por fim, exclusivamente, publicitar o pensamento de Badiou, e não o de CV lui-même. Foi, de resto, por isso que este último não revelou nem o seu nome, nem o facto de Alain Badiou ser um pseudónimo discreto, sob o qual CV, qual novo Dantas, oculta a sua modéstia. (Pseudónimo, Luis, não heterónimo – embora, já que estamos nisto, ele também os tenha, sendo, talvez, o de Renato o Rubro o mais quase-famoso.)

      msp

      • Renato Teixeira diz:

        Começo a desconfiar que o MSP tem um cartaz meu, que em tempos fiz para ganhar uns cobres para aquelas revistas cor-de-rosa de gente de esquerda em posses modernas, na parte de trás da porta do armário. Bem sei que naquele tempo não tinha barriga e que seria, porventura, estimulante, mas ter que o aturar a cada vírgula é verdadeiramente insuportável. Aliás, mesmo na falta de vírgula me trás à colação. Sinceramente, fazia um abaixo assinado para que não lhe sobrasse tempo às traduções. Ou então que sobre, que também sou amigo da perguiça, mas poste então. Produza qualquer coisa seu para lá de grandes opiniões sobre o que dizem e pensam os outros. Deixe de ser lastro e tome partido. Excite-se com melhores excitações.

  6. Pingback: Que raio quer o Antropocoiso? | cinco dias

  7. a anarca diz:

    o maradona não é um trambolho 🙂
    é inacreditável alguém como CV tão XPTO em estética
    seja um ignorante em ética !

    • Carlos Vidal diz:

      Ó anarquinha, olhe que eu não lhe acho assim tanta piado como V. julga que tem.

      Então ainda não reparou, talvez por ignorância também, que desde que aqui cheguei uma das palavras por mim mais indesejadas é a palavra “ética”?

      • Viste? Mais um investigador da FCT. O caráter voluntário, aparentemente livre e gratuito, no entanto coercivo e interessado, do que chamava prestações, as quais quase sempre se revestiam da forma do presente oferecido generosamente, mesmo quando no gesto que acompanhava a transacção não existia senão ficção, formalismo e mentira social, obrigação e interesse económico.

  8. enfim assim a uma obscenidade demasiado vernácula, custava a um lorde 30 xelins, a um escudeiro dez xelins e a um vilão oito dinheiros

    determinado indivíduo foi condenado por apregoar que escrevia porque achava que o que escrevia tinha algum interesse

    é bastante para ser condenado ao pelourinho e quiçá açoitado em público

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