Vão pondo na agenda

“A partir dos mais diversos pontos, de Roma a Tunes, do Cairo a Oakland, de Londres a Beirute, de Buenos Aires a Atenas, de Maputo a Sana, um conjunto muito significativo de lutas, manifestações, greves, ocupações tem vindo a ter lugar. Um elemento comum, além da assinalável capacidade de mobilização, parece ser o facto de muitas dessas acções assumirem, formal e substancialmente, não só o questionamento da ordem estabelecida, mas também o padrão normalizado de luta política legal e confinada aos limites do poder de Estado. Num contexto de crise do capitalismo global, a ordem pública é confrontada com uma desordem comum que toma as ruas como o seu espaço, resgatando palavras como «revolução», «revolta», «motim». O debate que propõe a UNIPOP passa por procurar identificar que outros pontos de contacto têm estes diversos focos de luta, bem como quais são os seus limites, e perceber em que medida é que um certo efeito de arrastamento pode ou não ter como consequência a constituição de uma resposta emancipadora à crise de capitalismo global, ou seja, que articulação têm estes movimentos com o paradigma de «revolução» e de que forma o reconfiguram.”

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4 respostas a Vão pondo na agenda

  1. xatoo diz:

    sem desprimor para os outros,,, o Manuel Loff merece a deslocação

  2. o da boa-fé diz:

    Ganda lata: primeiro impinge à malta os seus artigos em inglês (uau, em inglês!), agora as mesas redonda em que participa (com um descaradíssimo ‘vão pondo na agenda’)… Haja humildade!

    • paulogranjo diz:

      Depreendo que o tema não lhe interessa e é irrelevante para a esmagadora maioria dos leitores do 5 Dias, pelo que a divulgação não se justifica.
      Peço-lhe, por isso, imensas desculpas pela falta de humildade e irrelevância da notícia.

      Quanto a artigos, rico, há umas pázadas em português (Uau!), mas desses ninguém me pediu os links.
      Peço-lhe também desculpa por ter acedido a esse pedido. Imperdoável!

      Mas prometo que, quando for grande, vou querer ser como você.

      • Agora mais a sério:

        Considero que a produção científica, por muito inovadora e criativa que nalguns casos possa ser, é sempre tributário não apenas dos antecessores do autor, mas também da sociedade em que ele se insere e que, na maior parte dos casos, lhe paga para produzir.
        Deve por isso ser do domínio público, sendo também responsabilidade ética e social dos autores científicos contribuirem para que assim seja.

        Em segundo lugar, quem quer que escreva artigos científicos imagina (esteja nisso certo ou errado) que eles não são um completo lixo e que poderão ser úteis a quem os leia e se interesse pelos seus temas.
        Ora um artigo publicado numa respeitada revista científica (supostamente bom, já que lá está) é normalmente lido, na melhor das hipóteses, por umas dezenas de pessoas, quase exclusivamente académicos da mesma área.
        De um artigo disponibilizado on-line fora das torres de marfim académicas (mesmo que no meu quase sigiloso blog pessoal) são facilmente feitas várias centenas de downloads – que é plausível pensar serem em grande parte lidos, e lidos por pessoas que, interessando-se pelo tema, não os leriam de outra forma.

        Pelas duas razões anteriores, disponibilizar e divulgar artigos on-line é, para mim, uma obrigação ética, social e política (independentemente de o seu conteúdo o ser ou não) que nada tem a ver com humildades ou caganças, e menos ainda com a antipatia que os meus posts e os argumentos que neles desenvolvo lhe possam suscitar a si.

        Dei-me ao trabalho de lhe esclarecer estes aspectos acerca da minha posição e motivações pessoais na esperança de que o pseudónimo que escolheu não seja uma piada de mau gosto.
        Se for, paciência.

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