Conversas de bola


Adeptos cipriotas do AC Omonia Nicosia, há cerca de duas semanas

Para quem gosta de futebol e de apoiar clubes com adeptos antifascistas, esta está a ser uma boa temporada. Aqui ao lado, o Rayo Vallecano e o Celta de Vigo lideram a tabela da segunda liga. Se estes clubes subirem, farão companhia ao Osasuna e ao Athletic de Bilbau que está em quinto lugar, com acesso à Liga Europa. Em Itália, o Nápoles rompeu, novamente, anos depois, a hegemonia do norte e segue em segundo lugar. Infelizmente, o mítico Livorno encontra-se em sexto lugar na série b. Mas se subirmos até à Escócia, encontramos o Celtic de Glasgow na linha-da-frente da tabela com grandes possibilidades de se sagrar campeão frente ao rival Rangers. Na Alemanha, o Sankt Pauli está acima da linha de despromoção na sua estreia na primeira série da Bundesliga. O Partizan de Belgrado garante, neste momento, a liderança da liga sérvia. E embora seja discutível a existência de um campeonato israelita, o Hapoel Telavive está a dois pontos do Maccabi Haifa.

Em tempos de futebol moderno, os adeptos destes clubes dão o exemplo. Rejeitam a mercantilização do desporto e expulsam os nazis das bancadas. Mas em alguns casos, como em Inglaterra e Itália, chegam a retirar o apoio aos clubes. Abandonam os santuários do lucro e formam novas equipas, apoiando-as nas distritais, onde se pode sentir a emoção do verdadeiro futebol. É o caso, por exemplo, do FC United, criado em 2005 depois da venda do Manchester United a uma multinacional norte-americana.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

18 respostas a Conversas de bola

  1. Infelizmente, o clube da “minha” cidade em IT (i biancorossi !) não vai a lado nenhum, mas não é de aí que há-de advir muito mal ao mundo…

    🙂

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/1/11/PerugiaCalcio.png

    «Perugia were originally founded in 1905 but had to start again from the lower leagues in 2005 after being closed down due to financial irregularities.
    Before this the club had spent most of the previous few decades in Serie A.
    Despite often being competitive, the club never managed to challenge for trophies and were often better known for their controversial owner Luciano Gaucci.»

    Club Information:
    Full Name : Perugia Calcio
    Team Colours : red and white
    Nicknames : biancorossi, grifoni
    Coach : Marco Zaffaroni
    Stadium : Stadio Renato Curi, Pian di Massiano, Perugia
    Capacity : 27,000

  2. Um dos meus amigos gregos, que vive em Volos, aqui:
    http://www.greece-map.net/maps/volos-map.gif
    e que já não vejo há tempos, nome ax (o nome completo é p’ralém do impronunciável…) gosta de futebol (eu nem por isso) e diz que o grande clube lá dali é o Pana.
    Pena equipar de verde-e-branco…
    😉

  3. Camarro diz:

    Bruno,

    O Omonia Nicosia é do Chipre… Ainda que da parte grega e legítima da ilha. Todavia, o meu clube de eleição é mesmo o Livorno. Pena que não se fixe definitivamente na Série A. Onde pára o Cristiano Lucarelli?

  4. Tolan diz:

    Olá, não costumo vir aqui mas é só para dizer que esses adeptos cipriotas do AC Omonia Nicosia são comunistas e não fascistas, conforme se pode ver pela bandeira da foice e do martelo 🙂 sei que a diferença nem é muita e que é deplorável é misturar ideologias políticas com o desporto, mas mesmo assim os fascistas são uma espécie pior…. fica o reparo.

  5. M. Abrantes diz:

    Proponho que só os adeptos com cartão do partido, que ferram canelas aos fachos ao pequeno almoço, possam entrar nos estádios para verem futebol.

    Fosca-se, quantos muros têm que cair para vocês, comunas, verem onde é que andam a meter água, desde 1917?

  6. LAM diz:

    Ora bem, por cá e a acumular a ausência de símbolos nazis na claque (quem ousar isso tem garantido que conta os degraus da bancada de cabeça), e a “mercantilização do desporto” (que remédio), só estou a ver o Boavista.
    😉

  7. o da boa-fé diz:

    Mas como é que deixou passar em claro o mais importante?: no fim de semana passado, numa partida da segunda divisão alemã, o paupérrimo Union (de Berlim Leste) foi ganhar ao campo do milionaríssimo Hertha (de Berlim ocidental), com 75000 nas bancadas. O Leste derrotando o Ocidente. A humilhação do capital no seu próprio reduto. Meia dúzia de tostões somados a muita vontade e espírito colectivo derrubam o sistema.

  8. Tânia Vânia diz:

    Não concordo mas ao mesmo tempo discordo. Bom , para ser honesto, não li nem vou ler. Até porque este texto foi recomendado por um blogue que, como vossas senhorias só debita banalidades. Ainda assim abro uma excepção para opinar: para bem do nazismo é bom que nunca se misture com o futebol.

  9. Quer isto dizer que o Celtic e o Nápoles são clubes “antifascistas” e que “rejeitam a mercantilização do desporto”? Andam muito mal informados. Nem os irlandeses nem os napolitanos têm grandes inclinações de esquerda. Da mesma forma, o Union Berlin era um clube marginalizado na RDA. Ganhou adeptos por “transferência” de muitos do Dynamo de Berlin, o clube oficial em épocas pré-1989, que limpava tudo a não ser que a sorte permitisse aos de Dresden ficar com umas migalhas, e que tinha o sempre útil beneplácito da Stasi.

Os comentários estão fechados.