A reacção hipócrita à música dos Deolinda

Gosto do trabalho dos Deolinda, gosto das letras, da forma jocosa de retratar a sociedade portuguesa. Mas, em reacção à hipocrisia de muito boa gente, também aprecio, concordo e assino por baixo de 99% do que é dito neste texto. E aposto que os próprios Deolinda também concordam.

A Hipocrisia dos cotas que se comovem com a música dos Deolinda

Gente lixada pela vida há em todas as gerações. Mas, verdadeiramente lixado é a hipocrisia, a desonestidade e a trafulhice intelectual. E disso, todas as gerações estão bem servidas.

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31 respostas a A reacção hipócrita à música dos Deolinda

  1. miguel serras pereira diz:

    Belo post, João Torgal.
    Devo dizer que, embora ache um pouco excessivo o texto citado, põe bem os problemas. Repugna-me a sugestão de que é uma injustiça maior não se ter emprego ou ser-se precário quando se estudou do que quando se não dispõe de títulos académicos. Cheira-me a revolta “pequeno-burguesa” que condena uma hierarquia ou as desigualdades injustas em nome das desigualdades justificadas ou da hierarquia justa.
    Uma adenda: o Miguel Madeira, lá no Vias, embora só marginalmente citando a cantiga, já tinha assinalado, para quem o soubesse ler, que a sua voga soaria politicamente suspeita a ouvidos igualitários. (Ver http://viasfacto.blogspot.com/2011/02/e-geracao-que-nao-estudou.html).

    Saudações libertárias

    msp

  2. Pisca diz:

    Fui ler o texto e não deixo de estar de acordo com praticamente tudo, se motivo me faltasse para além do tempo que levo de trabalho, por diversos e muitos sitios e países, bastaria a minha passada 6ª feira à noite, quando fui ver o Camané ao S.Luis e depois comer um bife a correr à Trindade

    A dada altura perguntei a mim mesmo se haveria alguma manif convocada para o Camões, dada a dificuldade em romper para os Restauradores, eram 23.30 mais coisa menos coisa

    Pelas vestimentas apresentadas não devia ser, eu é que já estou longe destas coisas

    Chamem o que quiserem, mas por vezes o olhar in-loco bate forte naquilo que as ideias nos pretender dar como totalmente certo e correcto

    Agora podem cascar à vontade, tenho muita estrada para isso

  3. Bruno Carvalho diz:

    Embora coloque pontos importantes, o texto que cita apela à conciliação de classes e tenta culpabilizar toda a sociedade pelo que vivemos.

    • Carlos Vidal diz:

      Bruno, o texto citado por este post é uma bosta reaccionária, muito próximo da extrema-direita, ou de uma direita extrema muito à lá CDS/PP.
      O que o trai é a expressão “gamela dos direitos adquiridos”.
      É uma retorcida expressão da direita mais à direita, aqui encapotando o seu neoliberalismo numa pseudo-radicalidade sem nexo.
      Com mais tempo, hoje ou amanhã volto ao assunto.

      • Carlos Vidal diz:

        Não é certamente por acaso que o primeiro comentário desta lista é dessa figura sinistra e medíocre da direita encapotada de nome M Serras Pereira.
        É sempre a mesma coisa. Este tipo nunca engana.

        • Pedro Penilo diz:

          Estou absolutamente de acordo. O texto é reaccionário e de mente confusa. Essa conversa da “geração que fez isto e aquilo…” já a ensaiaram o José Manuel Fernandes e a Helena Matos, tudo “bons revolucionários primaveris” e autor baralhadamente repete.

          Eu cá não sou “dessa geração”. Sou da outra – da que não traiu coisa nenhuma. Não é uma questão de idade, é uma questão de vergonha na cara.

          E sim, os Deolinda também põem os cotas a cantar. Foi uma das maiores enchentes da Festa do Avante, e estava lá tudo, de todos os feitios e idades.

  4. Zé Rolhas diz:

    E porque não esta que teve hoje destaque no portal de blogs do sapo?

    http://salvoconduto.blogs.sapo.pt/177471.html

  5. O Rural diz:

    Até o cota do marocas se “comoveu”! porra!

  6. Marota diz:

    Não gosto da música Deolinda. Gritam muito, para mim falta muita harmonia. É muito folclore para a minha camioneta, mas do que menos gosto é da palavra cota. Palavras destas dão-me cabo do coração, às vezes até dos nervos 😉

  7. Bolota diz:

    Eu não sei bem porquê mas tambem não embarco muito nesta euforia.
    Sou do tempo dum grupo tambem ele prá frentex e afinal…meninos da linha mais reaccionarios que o proprio Toino das botas.
    Quem se lembra dos ” Herois do Mar “???

  8. zramatica diz:

    Vejam aqui o texto da Teresa Sindicato sobre o tema
    http://teresasindicato.blogspot.com/2011/02/um-chico-esperto-chamado-ze-manel-ou.html

    quanto ao texto linkado faço minhas as palavras do Carlos Vidal

  9. Dédé diz:

    “Esta é a música que tempera o sentimento de culpa das gerações bem instaladas na gamela dos direitos adquiridos.”

    AH POIS É!!!

    “A culpa é do Américo Amorim e da senhora da mercearia, do Ricardo Salgado e do idoso que recebe telefonemas da Cofidis. É essa a geração do esbulho, tal como a geração esbulhada se inicia no jovem emigrante que vai para a apanha da fruta, passa ao de leve por mim e acaba peremptoriamente no Rui Pedro Soares. Pobres de nós, ladrões dos outros. É preciso que os jovens olhem de frente os seus pais e afirmem: a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa vossa. Façamos disto uma luta de gerações, para que alguém se fique a rir. Parvos é que não são.”
    http://arrastao.org/2167661.html

  10. João Torgal diz:

    Vidal, não o via a implicitamente a estar no mesmo barco que o José Manuel Fernandes 😉

    • Carlos Vidal diz:

      É que essa da gamela dos direitos adquiridos já foi atirada à cara de todos os funcionários públicos, no tempo da outra louca sobretudo dos professores. Ora, há que ter cuidado quando nos juntamos a quem usa desses argumentos.
      Nem melhores nem piores do que José Manuel Fernandes.

  11. miguel serras pereira diz:

    A “figura sinistra” da “direita encapotada” não tem problema em desencapotar um pouco melhor as suas razões.
    1. Como escrevi num comentário ao post do Miguel Madeira que acima referi: “Nunca denunciaremos bastante a falácia que sustenta que o desemprego de um licenciado é mais injusto ou chocante do que o de um outro qualquer menos diplomado. Ou a que sustenta – é no fundo a mesma – a que um tipo que estudou, arranjou emprego na sua área de formação, pode encontrar um mínimo de satisfações intrínsecas no trabalho, deve ganhar mais do que um que não estudou, tem um trabalho sem qualificação, embrutecedor e tóxico, puramente alimentar”.
    2. Acrescento agora que, a partir desta ideia, é toda a divisão e organização classistas do trabalho (quer como actividade, quer como fonte de rendimentos e/ou meio de sobrevivência) que são postas em causa.
    3. Conclusão: a ideia de que um licenciado desempregado é, pelo facto de ter estudos, vítima de uma injustiça maior do que a sofrida pelo desempregado que não estudou, é uma ideia que não põe em causa a lógica hierárquica nem a racionalidade capitalista, mas as conforta. E, deixando de lado a justiça, se falarmos de racionalidade económica, não sairemos dos princípios da economia política do capitalismo, dizendo que se justifica que o licenciado tenha acesso preferencial ao emprego ou um emprego melhor remunerado porque ter sido objecto de um investimento superior. Dizendo isto, com efeito, estamos a reduzir o trabalho humano a mercadoria, a manter a condição de mercadoria da força de trabalho, como faz qualquer ideólogo ou gestor responsável da economia política do capitalismo.

    São estas as razões democráticas que me fazem considerar politicamente suspeita a voga da canção dos Deolinda, ao mesmo tempo que reconheço que a maior parte daqueles que a aplaudem o fazem por a entenderem como um protesto anticapitalista.

    msp

    • Carlos Vidal diz:

      Eu entendo este argumento.
      MSP é que não começa por denunciar a falácia criminosa, propagandística, exclusivamente estatal-governamental de mil e um programas de acesso às universidades, à formação técnico-teórica, do número de licenciados (licenciatura que, depois de Bolonha, já nada de facto representa, não quanto ao estatuto, mas ao saber), das “novas oportunidades” (a que, paravamente, Sócrates não recorreu para terminar a sua formação e talvez pudesse fazê-lo), etc. Parece-me que a canção dos Deolinda – primeiro é atacada porque há uma ligação de simpatia (latamente falando) entre eles e o PCP, segundo é atacada por quem não quer denunciar esta falácia em primeiro lugar, e aí surge um dos assuntos da canção: o de quem é empurrado por esta falácia e no fim do trajecto vê nada. É apenas pau para as estatísticas do chamado ensino superior. E é apenas isto que MSP (e os seus) é incapaz de detectar.
      Paciência.
      Cada um escolhe o mecanismo reactivo que quer.

      • susana diz:

        quanto mais extensa for a formação académica, cultural, etc., de cada indivíduo, mais preparada estará a sociedade para, quanto mais não seja, educar os seus filhos. tenho um filho no 12º e outro no 6º, sempre em escolas públicas (ao todo passaram por 5). tive acesso ao contacto com os pais dos colegas de ambos que, considerando os mais velhos no primeiro grupo e os mais novos no segundo, compreendem uma diferença geracional. asseguro-lhe que entre os últimos tenho encontrado muito mais gente com condições para orientar os filhos nos trabalhos escolares, na investigação, na consciência política e cívica. a falácia de se prometer um futuro profissional é um facto, mas a consequência de maior escolaridade não deve ser desprezada. penso que era até a ideia daqueles tipos cheios de sonhos que partiram pelo país a alfabetizar no pós-25 de abril.

    • A.Silva diz:

      Moralismos…

      O desemprego é o mesmo drama para quem dele seja vitima, mas do ponto de vista social, politico, económico, o facto de haver licenciados (muitos), que não têm acesso a um posto de trabalho correspondente aos conhecimentos adquiridos, significa que vivemos numa sociedade desestruturada, sem projecto, uma sociedade que não consegue pensar colectivamente o seu futuro.

      Uma sociedade justa e racional, deve saber gerir os seus recursos, e o ensino servir para ter pessoas mais aptas a exercer uma actividade que reverta em mais desenvolvimento para essa mesma sociedade, em trabalho mais qualificado e mais trabalho.

      Ter tantos licenciados no desemprego significa que não há um projecto de futuro para o país, significa que há mais desemprego, há mais miséria, há menos democracia!

      Ou será que além dos “direitos adquiridos”, também os “conhecimentos adquiridos” fazem parte da mesma gamela?

      Que sociedade tão parva em que para se ser escravo é preciso estudar!

  12. ovotas diz:

    Hoje ouvi a ultima dos Creolina e adorei.

  13. Renato Teixeira diz:

    A música é má e a letra não é lá grande merda. Isso é incontornável. Os aplausos deviam fazer pensar as organizações políticas que na falta de palcos de luta, luta-se no palco da música. E isso faz desta música uma música boa. Como na política uma boa música é (também) aquela que mobiliza, não a que é virginalmente pura.

  14. Directo ao assunto: a letra /lyrics são extraordinários, em relaçao ao ‘resto’ vou-me abster, por delicadeza…

  15. IG diz:

    Muito interessante o apontamento de pontos que para aqui vai… Ao vosso debate faltaria o jovem licenciado a quem trabalho não falta, só não há quem esteja disposto a pagar-lhe por esse trabalho, ou a dar-lhe «condições de salubridade» (físicas e mentais). E lá vai a engrenagem, a recibos ou não, com ou sem contrato e no interstício das grandes rodas.

    Esse trabalho é feito, digo, mês a mês, pelo mesmo ou pelos outros ‘lixados’ que sucedem. A cena gira é que a malta convenceu-se que gosta daquilo que faz (i.e., que espera fazer), e lá continua a aplacar a incompetência do «chefe», seja por por um qualquer idílico futuro, seja por amor à camisola… Que privilégio! Pequeno-burgueses, yeah right.

  16. miguel serras pereira diz:

    Este comentário do CV não refuta uma vírgula daquilo o que eu digo, e transpõe, depois, para a conjuntura imediata umas quantas observações óbvias sobre a demagogia do governo de Sócrates – observações que, manifestamente, aquilo que escrevo só podem justificar e “radicalizar”. É como se o CV dissesse que quem fala de exploração pretende com isso ocultar a urgência de reivindicações salariais imediatas.

    Quanto a dizer que os Deolinda são atacados porque “próximos” do PCP – e porque não do BE e do Rui Tavares? -, insinuando no post do João Torgal e na sua recepção favorável por outros um ínvio propósito de intoxicação ideológica, só revela que a terminologia marxizante do CV não passa de um verniz ornamental, mascarando a concepção da história – oriunda da “historiografia” contra-revolucionária da Revolução Francesa – conhecida pelo nome de “teoria da conspiração”.

    E que tal um comprimido para a paranóia?

    msp

  17. Pingback: Que Parvos Que Eles São | A Mesa de Café

  18. João Torgal diz:

    “a falácia criminosa, propagandística, exclusivamente estatal-governamental de mil e um programas de acesso às universidades, à formação técnico-teórica, do número de licenciados (licenciatura que, depois de Bolonha, já nada de facto representa, não quanto ao estatuto, mas ao saber”

    Plenamente de acordo, mas o texto é também sobre isso

    • miguel serras pereira diz:

      Claro que sim. Mete-se pelos olhos dentro. Mas o pior cego…

      msp

    • Carlos Vidal diz:

      Sobre isso é, sim, a canção dos Deolinda.

      (Que até é um grupo que não conheço muito bem. Mas aqui, no tema e na forma, acertaram em cheio: já agora, João Torgal – o que te diz a expressão “gamela dos direitos adquiridos”, para citar o outro moço que admiras muito?? Eu não conheço ninguém, digamos, do PP para a direita, extrema portanto, que não a utilize.)

      • João Torgal diz:

        Eu não admiro o “moço”, nem sequer o conheço. Apenas acho que o texto acerta na mouche. Quanto à frase, é preciso contextualizá-la:

        “gamela dos direitos adquiridos. Os mesmos que, quando eram novos, escutaram e conspiraram por um mundo melhor ao som do José Mário Branco e do Zeca Afonso, e que passaram o resto da vida a trair as canções da sua juventude.”

        Quantos nao haverá a quem esta citação se adequa na perfeição? Quantos não foram os pseudo-progressistas do pré e do próprio 25 de Abril e que depois, por interesse ou comodismo, se viraram para o centrão?

        Quanto aos Deolinda acertarem em cheio, nisso estamos de acordo e não tenha dúvidas disso. Fui eu que escrevi a petição para tornar o “Movimento Perpétuo Associativo” dos Deolinda hino nacional, por isso…

        • Carlos Vidal diz:

          Também não é esse o contexto da frase, que parece ganhar foros críticos com a proximidade de José Mário e Zeca.
          O moço refere-se a uma geração de direitos adquiridos, em relação aos quais, se fosse mais velho, também eu estaria lá. E se são ou foram adquiridos por uma determinada geração, são e devem permanecer adquiridos. São vários e não vou enumerar. Têm a ver com o 25 de Abril, por exemplo. Não vou prolongar esta discussão.

          O Ferreira Fernandes, do Diário do Governo, que exalta uma velhota inglesa que “bateu” nuns assaltantes de ouriversaria, fazendo isso para denegrir os Deolinda (sem que eu saiba o que uma coisa tem a ver com a outra), esse é que é um bom interlocutor.

          Nos anos 80, o mundo começava a endeusar (natural e justamente) o Pessoa. Em Portugal, qualquer pateta, se quisesse passar por espertinho, tinha aí uma oportunidade para brilhar parvamente: que o poeta não era assim nada de especial, que outros havia melhores, que isto e aquilo. Era uma forma de dar nas vistas. O truque é velho, apesar dos Deolinda (que mal conheço) não serem Fernando Pessoa. Mas é o mesmo truque: deixa cá dizer uma merdas, pôr-me em bicos de pés, vão ver-me, de certeza.
          Repetições de merda.

  19. pvnam diz:

    INDICADORES DE BANDALHEIRA:

    – Ex 1: funcionários públicos que ganham 4 (quatro) salários mínimos (1800= 4 x 450), e que vão chorar para as câmaras de televisão – como se fossem as pessoas mais infelizes do mundo – porque, com a crise económica, o patrão Estado cortou-lhes cento e tal euros no ordenado!
    – Ex 2: aonde estão as manifestações no sentido de que a sociedade SEJA SUSTENTÁVEL (média de 2.1. filhos por mulher).
    – Ex 3: criticam a repressão dos Direitos das mulheres… e, simultaneamente, defendem que a resolução do problema demográfico deve passar pelo aproveitamento da ‘boa produção demográfica’ de povos… que reprimem os Direitos das mulheres! [nota: o verdadeiro objectivo da repressão dos Direitos das mulheres é o alcançar duma vantagem competitiva demográfica – ver blog http://tabusexo.blogspot.com/].
    – Ex 4: a ‘OBRIGAÇÃO’ DOS MAIS DESPROTEGIDOS: muito pessoal faz greves… considerando que prejudicando os mais desprotegidos… estes ficam com a ‘obrigação’ de revoltarem-se junto da classe dirigente… para que esta satisfaça as reivindicações de grevistas!
    – Ex 5:: n n n… negociatas feitas à custa de mão-de-obra servil imigrante ao preço da chuva.
    -> ETC

    —»»» A bandalheira liquida tudo e mais alguma coisa…
    —»»» Ficar à mercê da bandalheira… é meio caminho andado para a extinção: ‘n’ civilizações já se extinguiram…

    ANEXO:
    —> Sim, quem [mundialistas, nacionalistas parvinhos-à-Sérvia, etc] quiser ficar à mercê do pessoal (africanos, islâmicos, etc) que anda numa corrida demográfica pelo controlo de novos territórios… que faça bom proveito: tchau!….; todavia, pelo legítimo Direito à diferença:
    TODOS DIFERENTES!!! TODOS IGUAIS!!!
    — Isto é, TODOS os Povos Nativos do Planeta Terra:
    -> Inclusive os de ‘baixo rendimento demográfico’ (reprodutivo)!…
    -> Inclusive os economicamente pouco rentáveis!…
    devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no Planeta!!!
    ——» Resumindo e concluindo: Antes que seja tarde demais, há que mobilizar aquela minoria de europeus que possui disponibilidade emocional para abraçar um projecto de Luta pela SobrevivênciaSEPARATISMO-50-50… e coligação defensiva (do tipo NATO) contra o inimigo comum: os predadores insaciáveis anti-Direito à sobrevivência dos povos autóctones.

    ANEXO 2:
    —> A Superclasse (alta finança internacional) ambiciona um Neofeudalismo – uma Nova Ordem a seguir ao caos -, consequentemente, a Superclasse pretende “dividir/dissolver Identidades para reinar”… [nota: a Superclasse controla os Media, e não só…]
    —> Mais, no limite, a Superclasse ambiciona a privatização da vida: de facto, ao mesmo tempo que promove o caos… a Superclasse também promove a ideia de que a humanidade não sabe tomar conta de si própria.

  20. paulo pereira diz:

    comentarios breves:
    1. o snobismo dos que acham que o futuro de um país está apenas no facto de existirem licenciados, esquecendo-se na péssima qualidade da generalidade destes nos dias de hoje e do papel dos que têm formação profissional mais baixa(NOTA:sou licenciado sem novas oportunidades!!!)
    2. uma musica, como esta, descreve uma parte do mundo/pais/grupo…onde se encontra, não é uma lei/dogma/epifania…
    3. a culpa do estado do pais não é dos que mamam e arranjam tachos para a sua descendência; é de todos os que se juntam á abstenção nas eleições; nos que votam sempre nos mesmos; nos que votam nos que dissem sempre o mesmo usando a cassete de protecção ao trabalhador e ao estudante sem se preocuparem com a qualidade do trabalho do referidos trabalhador e estudante, nos que votam nuns que aparentam estar na moda; nos que só se interessam em ter o que os outros têm, mesmo que para isso não tenham dinheiro e que se enterram nos bancos(telemovel, lcd, carros…)
    4.para meu pesar, a esquerda tem posto o país ao jeito para que os de sempre trataem de se safar e ne enterrar a maioria

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