ArtistLab – Jovens Criadores [ACTUALIZADO]

Um concurso fantástico! O prémio? Estágios não remunerados! Com o alto patrocínio da Fundação da Juventude.

[ACTUALIZADO] Nesta frente há novidades. Parece que dois elementos do júri de arquitectura desconheciam o teor do prémio e terão comunicado a sua indisponibilidade para participar nesta selecção absurda.

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22 respostas a ArtistLab – Jovens Criadores [ACTUALIZADO]

  1. luis t. diz:

    Um achado…Por acaso já tinha ido há bastante tempo e nunca me cheirou…Mas isto???

    • A ArtistLevel existe com o único propósito: promover os Artistas. Reunindo vários conceitos num só (portal de arte, rede comunitária de artistas, formação artística, produção de eventos físicos e divulgação de conteúdos de carácter informativo, crítico e estético), a ArtistLevel Networks potencia a visibilidade dos seus artistas, gerando oportunidades reais de divulgação, exposição, formação, internacionalização e venda. Desde a fundação da ArtistLevel, esta já realizou mais de duas dezenas de eventos e exposições, potenciando visibilidade a mais de uma centena de artistas plásticos, arquitectos, designers e músicos.

      Assim sendo, a ArtistLevel, entendendo que os arquitectos, para além de técnicos, são Artistas, procura criar actividades pluridisciplinares para ampliar o âmbito e o interesse geral das mesmas.

      A ArtistLevel lança o concurso ArtistLab | Jovens Criadores 2011, a pensar em todos os “seus” artistas; perante a dificuldade em encontrar patrocínios e a impossibilidade de conseguir um prémio monetário justo, procura alternativas, nomeadamente que ajudem no inicio e construção da carreira dos seus participantes.

      Os membros do júri, que amavelmente aceitaram o convite da ArtistLevel exclusivamente para participar na apreciação dos trabalhos submetidos ao concurso, não podem nem devem ser responsabilizados pelas acções da ArtistLevel, nomeadamente na escolha do “prémio” a atribuir.

      O prémio adoptado, diferente do habitual conceito de prémio, subentende a participação do(s) artista(s) vencedor(es) em diversas actividades de promoção da sua obra, nomeadamente pela integração em uma exposição colectiva, uma residência artística e, finalmente, numa exposição individual. A ArtistLevel considerou este prémio como sendo atractivo para os concorrentes, na medida em que, em apenas 1 ano, possibilita ao jovem artista acumular experiência e currículo, para ajudar ao inicio da sua carreira profissional.

      Pensando especificamente na Arquitectura, e no actual contexto sócio/económico no qual estão a encerrar cerca de 45.000 empresas/ano, a equipa da ArtistLevel considerou ser importante ter como alternativa para o inicio da carreira do jovem arquitecto, um primeiro contacto com a vida profissional num ateliê de arquitectura – em detrimento da experiência pluridisciplinar como é o conceito de residência artística. Contudo, ao intitular de “estágio” essa mesma experiência, confinando-se ao seio da arquitectura, gerou grande polémica. Na realidade, não se trata de um estágio profissional – não tendo sequer a duração necessária para o poder ser -, trata-se sim de uma experiência de 3 meses num ateliê, cujo objecto do trabalho ali desenvolvido, seria parte integrante da apresentação do jovem arquitecto na exposição individual em 2012, beneficiando ainda do contacto e auxílio de arquitectos experientes.

      A ArtistLevel Networks lamenta profundamente todo o mal entendido gerado em torno do prémio do Concurso ArtistLab | Jovens Criadores. Lamenta mais ainda, que tenham sido tecidas críticas aos elementos do Júri e parceiros envolvidos, que ao quererem auxiliar na promoção dos jovens artistas e arquitectos, são alvo de injúrias.

      Perante a desagradável situação em que se encontram os membros do Júri, nomeadamente da área da arquitectura, as visíveis críticas a uma acção que, tão só e apenas, pretende ajudar os artistas, e não querendo de forma alguma ofender a classe dos Arquitectos, a ArtistLevel Networks resolve excluir a categoria de Arquitectura do âmbito deste concurso, ficando a esperança que todas as vozes críticas que se levantaram, façam mais do que isso e consigam, ou pelo menos tentem, ajudar os seus jovens colegas de uma melhor forma.

      Atentamente,
      ArtistLevel Networks

      • Tiago Mota Saraiva diz:

        Pior a emenda que o soneto. Se bem percebi o que proporcionam aos vencedores do concurso é uma observação de um atelier de arquitectura, imagino que sem horário de trabalho ou sem necessidade de produzir trabalho. Ou será uma espécie de viagem, todos os dias, à mesma hora, ao mesmo local.
        Fora de brincadeiras, esta resposta é absurda e insultuosa, não para a “classe dos arquitectos” mas para todos os seres humanos.
        Honra seja feita aos membros do júri que já anunciaram que não se prestam a seleccionar o escravo que se segue

        • Sofia Rocio diz:

          Caro Tiago,

          Tire as conclusões que entender, aliás, é o que tem vindo a fazer desde o início, evocando “escravidão” e deturpando sempre as palavras da ArtistLevel – e sei que o continuará a fazer.

          A sua conclusão só me faz pensar que um de nós, realmente não pode ser bom entendedor da língua portuguesa.

          Felicidades,
          Sofia

          • Andreia Bastos Silva diz:

            Cara Sofia,
            não me parece que o que esteja aqui em questão, seja o entendimento da língua portuguesa, mas antes a sua interpretação.

            Por mais voltas que se dê, e por mais bonito que se escreva, as palavras apenas mascaram a realidade.

            De facto, esta iniciativa tinha tudo para ser óptima e desafiadora para os jovens profissionais, de resto como qualquer concurso criativo, mas acabou por dar um tiro no pé.
            E digo-lhe porquê…
            Porque para poder estagiar sem remuneração e puder observar o funcionamento de um atelier de arquitectura, os jovens nem precisam de concorrer a um concurso criativo… basta-lhes apresentarem-se à porta de um qualquer gabinete.

            Não é promovendo a precariedade que se promovem os novos talentos e muito menos que se promove um concurso criativo de prestígio.
            Citanto o designer Mário Moura num texto recentemente publicado no seu blog:
            (…)”fazer trabalho produtivo durante anos sem receber qualquer tipo de dinheiro ou legitimidade é uma excelente maneira de formar cínicos ou conformistas.”

            Espero contudo, que os organizadores e dinamizadores deste concurso encarem todo este alarido de uma forma construtiva, e que sirva para que no futuro repensem os moldes em que o concurso possa vir a ser desenvolvido.

            Andreia

      • Sofia,

        A grande questão aqui, para a maior parte dos arquitecto, prende-se essencialmente com a desqualificação progressiva da profissão a que se tem vindo a assistir nos últimos anos. Prende-se também com a deturpação das leis de mercado, em que muitos escritórios aproveitam-se de trabalho não remunerado, baixando os seus custos e consequentemente atingindo objectivos apenas e à custa de quem desesperadamente necessita de um estágio.
        Não quero entrar no campo da moralização porque cada um vive a vida da forma que melhor entender.
        O que não podemos ignorar, é que por muito boa vontade por parte dos organizadores, o “feliz” vencedor seria apenas usado como uma ferramenta sem custos e descartável por este ou qualquer outro gabinete que se proponha a aceitar alguém nestas condições – quem está dentro da área sabe bem quanto esta realidade é infelizmente verdadeira.

  2. susana diz:

    é genial.

  3. livro de reclamações:

    http://www.petitiononline.com/DMaldita/petition.html

    («esta situação dura hà tempo demais…») 😉

  4. am diz:

    tiago
    o gabinete do “prémio” em:
    http://www.lisbondesignstudio.com/
    abraço

  5. sempre é melhor que zero estágios

    • antónimo diz:

      e sempre é melhor que não os chicoteiam

    • helder diz:

      Trabalho escravo é melhor que trabalho nenhum.
      Lindo

    • Ramses II diz:

      Grande empreendimento público na margem do Nilo precisa de trabalhadores, oferecemos cordas e toga branca.
      Refeições de água e azeitonas e travessia do Mar Vermelho não incluídas. Prometemos bons contactos profissionais com outros 25.000 trabalhadores e possibilidade de envolvimento em mais duas obras semelhantes nas redondezas.
      Portfolios ilustrados e actualizados até dia 7.

  6. Zegna diz:

    Excesso de letrados dá nisto………estagios não remunerados?! quem será que vai concorrer a isto?
    mais vale não ter habilitações nenhumas ………o RSI é garantido…….

    • antónimo diz:

      quer dizer que se eu bater com a porta do sítio onde aceitam a minha colaboração armado em recibo verde falso, nem o RSI posso meter?

  7. Aqui deixo a carta que acabei de escrever ao Lisbon Design Studio

    “Caros Bernardo Vaz Pinto e Levi Da Costa Maia, fundadores da Lisbon Design Studio:

    Há dias deparei-me com um concurso para jovens criadores ArtistLAB (http://artistlevel.org/files/articles/al-1/Regulamento_ArtistLAB-2011.pdf) cujo prémio na área da Arquitectura era um estágio não remunerado de 3 meses no vosso distinto Gabinete.
    Ora, perante tamanha generosidade da vossa parte, eu vinha por este meio inquirir, se eu próprio poderia também concorrer a um estágio não remunerado de 3 meses. A meu favor e a nível de grande relevo, tenho apenas a destacar os meus 3 anos de experiência como arquitecto, o domínio de algum software, a fluência em Inglês, Italiano, e um pouco de Francês, Português e Espanhol. Porventura não tenho qualificações suficientes para poder usufruir de tamanha benesse da vossa parte, mas tenho a meu favor a convicção de que nesses 3 meses darei o meu melhor. Estou disposto a trocar de imediato o escritório onde actualmente trabalho, Bruxelas e o centro da Europa, pela vossa oferta, a qual me pareceu um sonho do ponto de vista do meu posterior desenvolvimento profissional.
    Fico então atentamente à espera de notícias vossas,

    Muito Obrigado,

    Orlando Lopes de Sá”

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Caro Orlando, parece que nesta frente há novidades. Pelo menos 2 elementos do júri de arquitectura já terão comunicado a sua indisponibilidade para participar na selecção.

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  9. Zegna diz:

    Portugal não precisa de arquitectos , precisa sim é de artistas……..porque viver em Portugal é uma bela arte…….

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