DOMINGOS CLANDESTINOS – Movimentos perpétuos do 25 Abril, de Novembro e agora também de Janeiro.

Este domingo o programa é duplo e foi dedicado a pensar a revolução dos cravos. Do obscurantismo fascista aos dias do golpe, do PREC à contra revolução, passamos em revista alguns dos dilemas do movimento e as principais diferenças entre os projectos políticos em confronto. Partindo de textos das diferentes organizações, procurou-se perceber a natureza do MFA e as razões pelas quais a esquerda foi dormir na hora de ir para a nossa Praça da Libertação. O guião não podia ser melhor do que o Abril Traído do Francisco Martins Rodrigues e os paralelos entre o que se passou na altura e o que se está a passar no Norte de África e no Médio Oriente são fáceis de fazer. À imagem do que já havia acontecido com a homenagem às mulheres na revolução, o Clandestino de hoje presta tributo aos que em Sanaa, em Tunes ou no Cairo estão a escancarar as portas do futuro.

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3 respostas a DOMINGOS CLANDESTINOS – Movimentos perpétuos do 25 Abril, de Novembro e agora também de Janeiro.

  1. Bruno Carvalho diz:

    O problema é que Carlos Paredes não era dos que acreditavam que Abril havia sido traído – a não ser pelos PS’s e MRPP’s. Era dos que viam Abril como aquilo que foi, a revolução mais profunda na Europa Ocidental desde a Comuna de Paris. Ou entendi mal ou pareceu-me que desvalorizas a revolução portuguesa face aos acontecimentos no Egipto. Apesar da magnitude do que se passa no Egipto, não se pode comparar com uma revolução que derrubou, efectivamente, a ditadura, que nacionalizou grande parte do aparelho produtivo e da comunicação social, que lançou a reforma agrária.

    • Renato Teixeira diz:

      O Carlos Paredes a quem o ama caro Bruno. Ele haveria de concordar com isso.

      Concordo que Abril foi uma revolução, não alinho por teses MRPPistas. Mas concordarás que algures no processo houve uma contra e que ao seu avanço houve demasiados a cortarem-se à nossa Praça da Libertação, não é assim?

      Conheces o livro que falo do FMR?

  2. rui david diz:

    Ok… pode admitir-se que corremos neste momento o perigo, em Portugal e na Europa, de um retrocesso brutal, que muita gente já está a sentir, quem quer que compare o que quer que seja sobre a evolução do Portugal, mesmo “traído”, mesmo “gastador”, mesmo “corrupto”, nas últimas três décadas, com o Egipto (apesar do mérito que este teve de ter passado ainda antes da nossa revolução por uma revolução nacionalista árabe e inspirada na ideia do “socialismo islâmico”), nunca pôs uma pata num país do 3.º mundo.

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