DIA DA PARTIDA – “Aqueles que tornam impossível a revolução pacífica, tornam a revolução violenta inevitável!”

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4 respostas a DIA DA PARTIDA – “Aqueles que tornam impossível a revolução pacífica, tornam a revolução violenta inevitável!”

  1. A ver se isto me sai conciso:
    O Egipto é o coração do mundo árabe, e um dos poucos que não foram retalhados em “zonas de influência” por ingleses e franceses a seguir à WWII.
    O povo lá é estupendo, a história deles tem milhares de anos e um montão de gente diferente metida nela, e eles sabem-no e encaram a coisa com sentido de humor e desportivismo.
    Problema: quando nos anos 50 em quase todo o mundo árabe a tropa derrubou aquelas monarquias incrívelmente corruptas não havia sociedade civil a quem entregar o poder, logo ficaram lá eles e começaram a mandar na sociedade toda como mandam nos seus regimentos, é o que sabem fazer.
    E pior, a copiar as m#$%&s que os tipos que puseram fora faziam.
    Entretanto apareceu petróleo, a sociedade enriqueceu e educou-se, e agora já há a dita “sociedade civil”.
    E estão a reclamar os seus direitos.
    E claro por inércia, hábito, interesse e medo, a tropa não quer sair. O drama é esse.

    Simplificação grosseira, mas isto não é para ser um tratado.
    🙂

  2. M. Abrantes diz:

    A violência emana das revoluções como o chiar dos pneus na estrada emana de uma travagem brusca.

    Quem quer revoluções sem violência, ou é crente por achar que os que não apoiam a revolução não vão reagir, ou então convive normalmente com a violência resultante e inevitável.

    Mas não haja caso.
    No fim de tudo isto cantar-se-ão hinos á custa do sangue dos outros (o seu filho morreu, dona Ermengardina, mas eu faço dele um herói antes que a senhora me bata, e muito justamente, sabe, o seu filho morreu em combate por aquele senhor que não dá peidos e arrotos como nós, olhe que não!, chamado Fidel/Pinochet/Lenine, um senhor muito especial, não queira saber!, o seu filho sentiu-se iluminado de orgulho mesmo antes de partir o focinho no chão, mas deixe lá, já ia morto, há quem diga que foi a alegria de morrer que o matou sabe?, que não há bala inimiga que mate um herói!) e recarregadas serão as baterias para novas aventuras.

    Não te fartas destas merdas, Renato?

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