“I want to commend the egyptian militaries for the professionalism and the patriotism that is shown this far…” Barack Obama

Eu não ia publicar esta fotografia, a sério que não ia, mas as declarações do Obama e o coro de elogios ao exército e à polícia de Mubarak, ou seja, a um dos mais repressivos aparelhos do planeta, acabaram com os meus pruridos. Ainda assim, e para evitar as reclamações dos que aqui venham à espera de ver telenovelas, segue em anexo:

Foto do Al Akhbar, jornal libanês associado ao Hezbollah.

“Quero elogiar os militares egípcios pelo profissionalismo e pelo patriotismo que tem sido mostrado até aqui …” Barack Obama

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33 respostas a “I want to commend the egyptian militaries for the professionalism and the patriotism that is shown this far…” Barack Obama

  1. mim diz:

    k puta de foto!

    • Renato Teixeira diz:

      Que é como quem diz: “k puta de regime!”, ou “k puta de elogio”.
      Esta frase deve ter sido a deixa para se perceber a profundidade e a verdade das críticas que teve que endossar ao seu amigo Mubarak.

  2. Miguel Lopes diz:

    Há mais imagens dessas e elas devem ser mostradas: http://www.liveleak.com/view?i=aaf_1296315210

    • Renato Teixeira diz:

      Ainda não tinha visto o combate da ponte com tanto pormenor. Se isto é um exército cujos actos merecem elogios, não devemos ter grande consideração pelas críticas e devemos ter muito medo sobre o que Obama considera uso desproporcional de força ou abuso de autoridade.

    • susana diz:

      voltei ao vídeo e notei os thumbnail abaixo: subsidiário, mas novamente a vertente que o renato salientava noutro post – umas gajas boas, cujos embaraços são notícia…

    • A.Silva diz:

      Impressionantes estas imagens, demonstrativas da determinação dos egipcios!

  3. Miguel Lopes diz:

    E já morreram 125 pessoas..

  4. Alberto diz:

    Obama também disse no seu discurso “we must let the people decide their future in Egypt”… qualquer coisa deste género. No entanto, “the people” nunca decidiu o seu futuro nas Honduras. Foi os Estados Unidos e o exército hondurenho.

    Obama é igual a George Bush.

  5. Orlando diz:

    Estou chocado, não tenho palavras, e digo-te que fiquei bastante mal, não consegui olhar bem para a foto. Não tenho palavras para dizer mais nada.

  6. A Tunísia é +/- indiferente.
    O Egipto não, 80 milhoes de fulanos/as, uma história do tamanho do mundo (ocidental), com tipos antigos, gregos e árabes à mistura, um exército com meio milhão de homens e um equipamento soberbo (gracias USA), “tias” riquíssimas e “tios” paupérrimos por lá.

    Militares no comando da ‘nação’ desde 1950 e isso (o Nasser era um tenente quando deu o seu ‘golpe em cima daqkele rei ridículo, Abdullah ou qq. coisa…)
    A classe dominante é composta agora também pela hierarquia da tropa, uma vergonha.
    E eu ingénuo, a pensar que o lema era como no meu tempo, “servir”, mas parece que entretanto mudou para “servir-mo-nos”.

  7. Leo diz:

    Obama não se limitou a elogiar os militares. Também elogiou Mubarak e sugeriu que os egípcios possam ter alguns direitos (associação, liberdade de acesso à informação, liberdade de expressão) mas, não por acaso, nem uma palavra teve sobre o direito de elegerem quem bem entenderem!

    Obviamente que esta postura recuada e hipócrita de Obama vai alimentar mais raiva nas ruas e praças do Egipto pois cada vez um maior número de egípcios entende que depois de décadas de financiamento massivo do regime de Mubarak os USA passaram à fase de ganhar tempo e empatar esperando que todas as razões da revolta sejam simplesmente esquecidas.

    Parece-me que vai bater com os burrinhos na água.

    • Fatima Lima diz:

      Vivi No Cairo por 4 anos, e assisti a muitos atropelos daqilo que no Ocidente chamamos democracia. Vivo agora nos EUA e comeco a pensar que a democracia e aquilo que os politicos querem e que o povo deixa que seja.
      Voltando ao Egipto e a sua relacao com os EUA/mundo ocidental, resume-se em intereses reciprocos. O governo do Egipto e tido como tolerante a nivel religioso, (embora os Cristao sejam altamente descriminados). E tido como exemplo de “democracia” possivel num pais Mussulmano.
      Para isso os EUA estacionaram agumas centenas largas de militares, e dao ajuda militar de alguns milhoes de Dolares, considerando esse pais como tampao e ponto de observacao do Midle East.
      E uma estoria longa que vem dos acordos efectuados entre os dois paises depois da guerra dos 6 dias, entre Egipto e Israel.
      A verdadeira questao aqui e quem ficara no poder, depois de Mubarak! O risco de serem estremistas e algo que se tem que considerar. O que dai sair ira reflectir-se no comercio internacional,os precos podem subir, alguns bens escacear, caso os novos governantes resolvam mudar as regras do uso do canal do Suez.

  8. maradona diz:

    o problema desta imagem é que ela não é objectiva de forma suficientemente óbvia, ou melhor, que não obriga o observador a isolar convenientemente a sua experiencia do dia a dia com a excepcionalidade limite do que pretende ilustrar. não tenho nada contra imagens destas, acho que quando ilustram uma determinada realidade política devem ser exibidas sem que uma pessoa seja acusada de estar a ferir sensibilidades (sempre tendi a achar que a auto-censura dos media generalistas, por exemplo em relação às consequências das bombas palestinianas nas esplanadas israelitas ou da artilharia israelita nas casas de civis palestinianos, ajudam a prolongar uma certa ideia de não-urgencia de solução e de distanciamento em relação a esse conflito; e quem diz deste, diz dos outros todos que não estão mediatizados). as sensibilidades e demias susceptibilidades que se fodam, com franqueza. o problema é que esta imagem que o renato colocou parece-se em demasia com um, sei lá, acidente de trânsito, e oferecer de borla a possibilidade de uma impressão de fortuitidade e aleatoridade a um regime como o egipcio apenas para demonstrar um nosso nojo por uma superpotencia (no caso do renato, contra os eua) é estar a inflacionar uma representação da realidade que não necessitaria, por si, de nenhum acréscimo de dramatismo; ninguém acredita, ou toda a gente acha inverossimil, que a violência dos militares e polícias egípcios tenha como filosofia de acção esmagar pessoas com camiões no meio das ruas; a sua maneira de actuar, como se sabe desde sempre, é a ameaça, a repressão, a prisão, a tortura e o assassinio, mas sempre de forma devidamente mascarada pela legalidade, e, quando não, escondida nas catacumbas das policias e das bases militares. até os chineses – menos atreitos a sensibilidades – em tiananmen e com o regime no limite, tentaram desviar os tanques das pessoas (numa imagem que ficou famosa) antes de as assassinarem ao tiro. em suma, parece-me que este suplemento de grafismo que o renato decidiu injectar para demonstrar a sua revolta, por facilmente poder corresponder na imaginação de todos a ocorrências que todos os dias se sucedem nas nossas cidades (com comboios, com autocarros, com bulldozers, com barcos da Transtejo), subtrai ou esconde aquilo que de realmente excepcional ali se está a passar. tenho ideia que este é um assunto interesante, mas calhando não é.

    • Renato Teixeira diz:

      Maradona, quando vier a revolução e o Maradona passar a ser meu amigo, por conveniência já sabemos, mas ainda assim amigo, prometo-lhe que o ministério da propaganda da Republica Popular Portuguesa publicará todas as fotografias dos atentados palestinianos na Palestina ocupada na igual medida em que mostrará cada uma das vítimas do nazi-sionismo. Estou certo que só na proporção as massas ficarão com um retrato bem melhor do que aquele que lhes é oferecido na imprensa de hoje.

      Quanto ao Egipto acredite, o que se está a passar é bem mais grandioso do que um mero acidente de percurso. Aguardemos.

      • maradona diz:

        foda-se, mas você não segue a minha obra, caramba! não é conveniência (não sou ambicioso), é obediência, caralho; e sou abediente porque sou medricas (se o renato gostar de ler, leia shakespeare, vem lá tudo explicado com algum detalhe, como uma cascata). compreenda que nem toda a gente pode ter o carácter forte do renato; a coragem e integridade e essas merdas assim. estou convencido que, tal como tudo o resto, foi a CIA que me injectou com uma substância ainda eu nadava no liquido amniótico da minha mãe, que me deprimiu as qualidades humanas, nomeadamente as de discernir com a tanta clareza o alcance das manápulas da CIA, uma organização que tem os seus méritos, como´, aliás, até eu tenho os meus méritos, que diabo!

    • Leo diz:

      “até os chineses – menos atreitos a sensibilidades – em tiananmen e com o regime no limite, tentaram desviar os tanques das pessoas (numa imagem que ficou famosa) antes de as assassinarem ao tiro.”

      E pode explicar:

      Porque é que os chineses são menos “atreitos a sensibilidades” e como é que sabe quem é que assassinou quem a tiro?

      • Renato Teixeira diz:

        Claro Leo, Tiananmen é uma escabrosa invenção da CIA e dos trotsquistas.

        • Leo diz:

          …que é uma narrativa da CIA que muitos papagueiam, trotsquistas incluidos, lá isso é. Só que fugiu às questões que eu levantei: porque é que os chineses são menos “atreitos a sensibilidades” e como é que sabe quem é que assassinou quem a tiro?

          Se quiser responder, esteja à vontade.

      • maradona diz:

        porque os chineses são pessoas mais más que as outras os outros países, toda a gente sabe isso, por deus (menos a senhora que está sempre ao balcão na loja dos chineses de entrecampos).

  9. Pedro Lourenço diz:

    Foda-se, ó Renato, podias ter feito um daqueles anúncios como eles fazem no noticiário…

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  11. Janette Lerioti diz:

    e os talibãs são melhores do que este?

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