Artigos disponíveis

No improvável caso de alguém estar interessado nos meus artigos em inglês sobre indústria e perigo, visões populares do poder político, gémeos e albinos, adivinhação, lobolo, rituais de limpeza e reintegração pós-guerra, os links para a maioria deles estão agora disponíveis aqui.

Foi um pedido de colegas e amigos que não lêem português mas, se vos dá jeito…

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13 respostas a Artigos disponíveis

  1. mesquita alves diz:

    No caso de alguém estar interessado, informo que em 2001 quando o administrador da Créditos foi demitido,a empresa de crédito ao consumo do BPN, obrigou o dito administrador a devolver 2,5 milhões de euros sob ameaça de arma, efectuada por um quadro superior do banco, ex SIS.
    Passadas algumas semanas, o director de informática, apareceu morto em casa por causas nunca esclarecidas.
    Ao contrário do que tem vindo a público, o PSD, tem maioria no dossiê, a nivel de accionistas/dirigentes, mas o PS e CDS têm neste tema, um grupo parlamentar que não cabe em 12 taxis…

  2. Got’em.
    Thanks paulogranjo, I’m on the other side of those you’ve mentioned above.
    Thanks again, mate.
    🙂

  3. o da boa-fé diz:

    No improvável caso de alguém estar interessado nos meus comentários em inglês sobre a brilhante vitória da Associação Académica de Coimbra sobre o Vitória de Setúbal, os links para a maioria deles estão agora disponíveis acolá.

    Foi um pedido de colegas e amigos que não lêem português mas, se vos dá jeito…

    Brioooooosa!

  4. Pedro Magalhães diz:

    Foi preciso fazer queixinhas aos amigos virtuais para apaziguar os nervos de «menino-armado-em-esquerdista» e «amigo dos povos africanos»… com a fotografia ao lado do africano, no meio das palhotas – ridículo e patético!

    Antes de cantar a sua «ira de menino» a Robert Mugabe, dê um pulo ao Conselho do Zimbabwe, na Avenida Gago Coutinho e, como eu, pergunte ao conselheiro o que foi a reforma agrária no Zimbabwe.

    Desta forma, deixará de se armar em ignorante, em vez de chamar ignorante aos outros. Um ignorante, como o «menino» Paulinho das Granjas, chamar de ignorante a alguém que fez o trabalho de casa é algo de espectacular, senão mesmo de fantástico.

    Leia também o livro de Adam Hoschchild, “O Fantasma do Rei Leopoldo” para perceber um pouco do racismo e da luta contra o colonialismo que teve em Robert Mugabe um dos seus verdadeiros guerrilheiros e lutradores.

    … mas, no fundo, quem sou eu para dar estas «pérolas a porcos», a meninos imbecis, que fazem chichi na fralda, assim que alguém traz conhecimentos diferentes?

    Gritam, bradam muito, para depois surgirem os habituais “comentadores-de-fila”: «Fizeste bem, Paulinho», «És o maior», «Esse Pedro é um fascistóide»… vejam bem, só para que o «menino» fique mais descansado. Só para que o «menino» Paulinho fique mais aliviado, para depois meter a fotografia do «homem-menino» com o africano, no meio das palhotas e dizer: “Vejam que eu até sou amigo dos africanos. Sou um gajo fixe. Leiam os meus artigos sensacionais.”

    É ridículo!

    Pedro, o Africano gozou bem com a sua cara de imbecil. Chamou-o de Tim Marshall português! Gostei. Mas você é pior que isso… bem pior…

    Eu prefiro chamá-lo “The Crazy”.

    E mais uma vez…

    Shame on you, Mr. Granjo, shame on you!

    • paulogranjo diz:

      Menino Pedro:

      Essa é a foto do cabeçalho do meu blog pessoal, uma escolha normal para quem passou os últimos anos a fazer trabalho de campo em Moçambique.
      Já agora, para dar mais piri-piri ao seu comentário, a “palhota” é um bar suburbano e o “preto” é Martins Matsolo, o régulo de Beluluane, onde está instalada a maior empresa moçambicana, que estudei durante alguns anos. Estamos à espera das nossas cervejinhas para brindarmos ao Ano Novo de 2005, antes de jogarmos conversa fora e acabarmos a falar, casualmente, de cemitérios e da repressão da PIDE nos anos 1960. A foto é de Amade Miquidade, ex-aluno, ex-orientando e amigo que se nos juntou para, na sua vivência pouco auto-repressiva da sua religião, também beber um copo.

      Conforme o menino imaginaria (se usasse a cabeça para pensar e se desse ao trabalho de se informar acerca de mim, quanto a trabalho e quanto a carácter), uma tal despretenciosa e corriqueira foto nunca poderia ser um “puxar de galões”. No improvável devaneio de querer puxar deles, afixaria um link para o meu CV… Nunca me passaria pela cabeça é que, para os defensores europeus de tiranos africanos, uma foto “com um preto” e “em frente duma palhota” pudesse ser interpretada como um argumento de autoridade intelectual. A cada um o tamanho do seu mundo…

      E, aliás, acho muito bem que se informe acerca do regime de Mugabe junto da sua representação diplomática. Sempre dá para ignorar, de forma informada e a partir da melhor fonte, o que diz a população zimbabuéana e os estudos realizados “por pretos” acerca da repressão sanguinária e de a quem foram parar as tais terras, e ignorar as queixas, protestos e solidariedade das mais respeitadas forças efectivamente de esquerda da região.

      Aliás, é uma óptima fonte de informação. Eu próprio me cruzei uma vez com uma colecção de revistas do regime do apartheid e, com mais sorte historiográfica, com um enorme caixote de propaganda nazi do tempo da II Guerra Mundial. Tudo muito bem escrito, de forma credível e convincente – para além de, no primeiro caso, com fotos bem bonitas.
      Ainda bem que a minha cabecinha não é como a sua, ou podia ter virado nazi ou pró-boer.

      Mas não lhe aconselho a leitura da tal propaganda nazi.
      Como eles tinham “socialista” no nome e têm opúsculos acerca da “libertação do povo da tirania do capital financeiro” (judeu, entenda-se), ainda me aparecia por aqui a defender a obra revolucionária do Hitler.

      E (o menino desculpar-me-á…) de cheiro a bafio fascistoide e pseudo-revolucionário já me chega.

    • paulogranjo diz:

      O sorriso é para “O da boa-fé”.
      Mas aduzo, em minha defesa humorística, que a maioria dos tais artigos não têm versão em português e que, embora lá no Antropocoiso haja mais clientela interessada em antropocoisas, pode alguém também querer por aqui.
      Não muita, segundo o “bufo” hit-counter que aparece aqui na “regie”. Mas se os 9 que lá foram estavam interessados, valeu a pena.

  5. Pedro Magalhães diz:

    Baby Paulinho (ou sweety):

    Não me interessa e me importa muito aquilo que diz a meu respeito. Você não me conhece. Portanto, pode me chamar de názi, pro-boer, agente da PIDE ou outra coisa semelhante.

    Aliás, quando se perdem os argumentos, é normal os mais francos enveredarem por este tipo de discurso.

    Aquilo que interessa saber acerca de Robert Mugabe é a sua luta contra Ian Smith, para que a Rodésia deixasse de pertencer ao domínio britânico. Aliás, eu duvido que sendo Robert Mugabe um názi, como você acusa (como também a Sky News, BBC, CNN, Euronews e o ex-director do Público, José Manuel Fernandes) se aliasse a pessoas como Jonas Savimbi e a UNITA.

    Fez o menino (oportunista e aproveitador) um estudo a este respeito? Não fez.

    Fez o “pimp” (amigo dos repórteres ingleses da Sky News) um estudo acerca da reforma agrária no Zimbabwe, conduzida pelo próprio Robert Mugabe? Não fez.

    Fez o “harlot” dos ingleses da BBC, também conhecido como “Crazy”, também conhecido como Paulo Granjo um estudo da campanha orquestrada pelos meios de comunicação britânicos contra o presidente legítimo do Zimbabwe, por causa do mesmo “land reform”? Não fez.

    Ou seja, este verdadeiro “pimp” dos ingleses (seu serventuário) não fez o seu trabalho de casa e ainda tem o descaramento de acusar os outros, os que investigam estas coisas, de nazis, ignorantes, pseudo-revolucionários e fascistas.

    Mas sendo um “Crazy” faz todo o sentido.

    Resta saber quanto tempo falta para o “pimp” ser bufo ou outra coisa parecida do regime britânico. Isso, é uma questão de tempo.

    P.S. Se tiver coragem, publique a minha mensagem. Senão aconselho-o a ter cuidado, pois como dizem os seus patrões ingleses, “the water is full of sharks”.

    • paulogranjo diz:

      Parece que, mesmo para um imbecil, você é de compreensão lenta.
      Vou então tentar ser mais directo, embora talvez um pouco menos educado.

      1 – Quanto a este post, só pela cabeça de uma alminha para quem “sentar-se com um preto” (“à frente duma palhota” ou noutro sítio qualquer) seja uma coisa extraordinária é que poderia passar a ideia de que uma tal foto e uns artigos, que nem sequer são acerca do Zimbabwe, poderiam ser um argumento de autoridade para uma discussão num outro post. Pela minha (para quem isso é corriqueiro e para quem a cor nunca foi uma coisa relevante), nunca poderia passar. Isso revela muito sobre si, e uma diferença essencial entre nós, embora não adicione grande coisa à discussão que fez de conta que queria estabelecer aqui.

      2 – Uma alminha que me mande ir aprender com os representantes do regime zimbabuéano em Lisboa a verdade sobre esse regime e a “reforma agrária” que fez é o equivalente a mandar-me aprender a verdade sobre o apartheid com a propaganda do regime racista sul-africano, ou a verdade sobre o nazismo com a propaganda nazi. Por acaso, é verdade que tive oportunidade de ler ambas. E, se você apresenta a propaganda mugabeana como a “verdade”, ainda bem que não leu essas outras, ou podia ter ficado convencido. E, se a a referida alminha acha que dizer isto é chamar-lhe “nazi” e “pró-boer”, ela revela fortes insuficiências cognitivas (ou, se preferir, mostra ser um cretino chapado), fazendo-me pensar que raio estou aqui a fazer frente ao teclado, a dar-me ao trabalho de lhe responder.

      3 – Acerca da ocupação de terras, já referi na caixa de comentários do outro post que, embora não devesse, me estou basicamente nas tintas para os ex-“farmeiros” de origem britânica. E que essa ocupação (com ex-combatentes da libertação que na maior parte dos casos nasceram depois dela) não está na origem daquilo que me interessa, o ascenso de protesto popular (nas eleições anteriores a estas e em vários protestos sangrentamente reprimidos), sendo em vez disso uma tentativa de lhe responder e de criar um acontecimento político que servisse de válvula de escape à já calamitosa situação económica e social. Referi também que a esmagadora maioria dessas terras é hoje propriedade de familiares da oligarquia no poder. Mas, repito, a questão em si interessa-me pouco, excepto por aparecerem umas alminhas armadas em “sharks” que, não tendo olhado para o que se passara nos 7 anos anteriores à tal “reforma agrária”, vão à representação do Zimbabwe em Lisboa e descobrem que o povo zimbabuéano não tem razão, não foi morto, torturado, mutilado, violado, deportado e mesmo assim votou maioritariamente contra o partido do Mugabe, que é tudo um conluio dos ingleses.

      4 – Já me é mais familiar a sua ideia de que aquilo que lhe interessa saber acerca de Mugabe é o seu papel na luta libertadora, pois essa já ouvi muitas vezes e está muito na moda sempre que algum “pai da nação” é ameaçado em eleições, umas décadas depois de continuar presidente. É a ideia de que os libertadores, por o terem sido, têm o direito de para sempre governarem os seus países, independentemente de como o façam, e de, se possível, passarem esse pesado fardo aos seus filhos. Para além de que (como declarou o general Chipande – este do país ao lado – à imprensa há um par de anos) têm, por o terem sido, “o direito de serem ricos”. Pela minha parte, discordo desse postulado político, embora não se trate dos meus países e de, por isso, seguir um outro postulado: o povo de lá é que deve decidir (de preferência, sem ter que morrer para isso). Mas aconselho-o a vociferar isso aqui, e não num bairro popular de Maputo (ou muito menos de Harare), pois suspeito que, muito educadamente – os moçambicanos tendem a ser muito educados – lhe poriam um pneu a arder ao pescoço. O que eu muito humanamente lamentaria. Embora os compreendesse.

      5 – Não sou nem pretendo ser um estudioso da luta de libertação do Zimbabwe. Mas indico-lhe um acontecimento que certamente lhe interessará investigar: quando Samora Machel quiz destituir Mugabe e mandá-lo para um Campo de Reeducação, por andar a beber copos em Maputo e ter deixado a maior base de forças e população exilada em território moçambicano ao deus-dará, do que resultou uma terrível chacina por parte do exército rodesiano. Lá o convenceram que, por muito incompetente e irresponsável que achasse o Mugabe, e por muito que ele o merecesse, não devia fazer isso ao líder do movimento de libertação de outro país. E se tiver vontade de chamar “chulo dos ingleses” ao heroi da libertação moçambicana que me contou esta história bem conhecida, sugiro que enfie a cabeça numa sanita, para que as suas palavras fiquem no lugar a que pertencem.

      6 – Chegando a esse seu peculiar e repetido insulto, suponho que 99% dos bloguistas que dele fossem alvo responderiam com uma esperada piada envolvendo a senhora sua mãe. Não o farei. Afinal, a sua santa mãezinha será certamente uma senhora de moralidade irrepreensível e não tem culpa de ter parido uma semelhante personagem.

      7 – Faça com as suas ameaças em post scriptum o que melhor lhe aprouver, conforme as suas preferências sexuais. Mas tenha em atenção que um novo chorrilho de insultos, agora que nada mais poderá ter a acrescentar, será certamente apagado da caixa de comentários. Debater, debato – se o tempo mo permitir e com alguém que debata. Aturar disto, não tenho nenhuma obrigação. Nem eu, nem ninguém.

  6. Pedro Magalhães diz:

    Correcção:

    Onde diz:

    «Aliás, quando se perdem os argumentos, é normal os mais francos enveredarem por este tipo de discurso.»

    Leia-se:

    «Aliás, quando se perdem os argumentos, é normal os mais fracos enveredarem por este tipo de discurso.»

    P.S. Publique isso, seu serventuário, para que não seja a acusá-lo daquilo que os verdadeiros nazis faziam aos prisioneiros políticos.

  7. Alberto Marques diz:

    Não tive em Lisboa esta sexta e sábado. Ao voltar, dei-me conta desta enorme confusão acerca de uma mensagem que enviei ao Paulo Granjo. Nunca pensei que o mesmo ficasse tão nervoso com a minha mensagem. Também, espero que se encontre bem, a beber um chopo, com o seu companheiro Martins Matsolo. No entanto, pobre do Matsolo que não soube ver com quem estava a beber uma cerveja…

    Enfim, dedico este próximo texto ao Mr. Granjo, para que pense, em vez de ser considerado um amigo de Tony Blair, Clair Short e George Bush:

    «In Defense of Robert Mugabe

    Posted by Cch092775

    These days the press is filled with horror stories about Robert Mugabe. We hear words like “sadist” “murderer” “dictator” used to describe him. Robert Mugabe is not a perfect head of state, but is anyone? He has made some obvious mistakes (at 83 years of age the biggest one of all is probably staying in power too long without choosing a younger successor) Today Zimbabwe has one of the world’s highest inflation rates and many people are blaming Mugabe. It is more than likely that Mugabe is the victim of western neocolonial economic sabotage. I can remember years ago people coming from Cuba would condemn Fidel Castro for having to wait in long lines for basic food necessities. It just would never occur to them that this was happening because of a blockade. Robert Mugabe is probably one of the very few leaders who up to this point has resisted the neocolonials. Mugabe has returned a sizeable portion of the land stolen from Zimbabwe by colonialists and their offspring. It is precisely for that reason that he is despised by Tony Blair and George Bush who are doing everything in their power to topple the Mugabe regime. The imperialist forces and their agents have unlimited financial resources at their disposal. They are feverishly trying to overthrow a leader chosen by the people of Zimbabwe. Western pundits continue to talk about the unfair Zimbabwean elections but somehow have amnesia when it comes to the 2000 and 2004 fraudulent elections in the United States.
    Mugabe is totally justified in his mistrust of the English government who promised him that they would compensate the English landowners of Zimbabwean territory. The English government reneged on its promise. As a result a land redistribution program was put into effect and Tony Blair and George Bush cry foul, as if Mugabe is the one who committed a crime. Robert Mugabe has always been in the forefront of African liberation whether it was fighting the racist Apartheid regime in South Africa or Ian Smith regime in the former Rhodesia. Let us not forget that Margaret Thatcher’s son orchestrated and attempt to overthrow the government of Equatorial Guinea, shortly after that African nation was reported to have found new petroleum reserves. The forces of Robert Mugabe were responsible for apprehending the mercenaries attempting the coup d’etat. It is for these reasons that I ask everyone to carefully look at the facts when it comes to Zimbabwe and not to rush to judgment based on what has be reported in western media. »

    No final, gostaria de dizer como a esquerda mudou neste país. Hoje, só por alguém defender um ex-combatente contra o colonialismo britânico, é considerado um nazi, um fascista e um pseudo-revolucionário. Até mesmo esta esquerda e não aquela a que pertenço – a da generosidade humana – já chama de Mugabe o Hitler africano, tal como considera a comunicação social britânica.

    Thanks to Pedro Magalhães ou o Africano, Francsico Semedo e Ana M. Ribeiro, pela simpatia e camaradagem africanas.

    Em todo o caso, é quase certo que Mr. Granjo, compadre de Blair e Bush, anulará esta mesnagem e, por isso,…

    shame on you, Mr. Granjo, shame on you!

    • paulogranjo diz:

      Conforme imagina pela longa resposta a Pedro Magalhães, para este peditório já dei.
      Mas, dado o seu tom bem diferente, sugiro (caro compadre dos assassinos de Tonderai Ndira e de centenas de zimbabuéanos, e dos violadores de Jestina Mukoko e de milhares de zimbabuéanas) a leitura do ponto 4 da referida resposta.

  8. Pingback: Que raio quer o Antropocoiso? | cinco dias

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