Uma explicação sobre as presidenciais – e o mundo – ou como de pequenino se torce o destino

«Nos últimos tempos temo-nos vindo a habituar a notícias várias sobre as ditas praxes violentas, invariavelmente recriminadas por quem praxa, por quem é praxado e por quem vê praxar. Por perceber fica que toda a praxe é violenta e não apenas aquela que parte um osso ou que faz sangue. A praxe é inerentemente violenta porque violenta a liberdade.

Todos os anos, reproduz-se e nasce, país fora, aquilo a que se vem chamando tradição académica, que se baseia em pressupostos hierárquicos de antiguidade e cujo principal alicerce argumentativo é a boa vontade da integração. Esta visão paternalista, tem vindo a integrar os novos alunos numa forma de estar acrítica, de reprodução amorfa, do cala e consente, num espaço – universidade – que devia ser de abertura, criatividade e visão crítica do mundo.»

Daniela Gama
Ler o texto completo na página do M.A.T.A. – Movimento Anti-“Tradição Académica”.

Enquanto se fazem análises atrás de análises sobre o dia de ontem, sobre quem roubou votos a quem, sobre de quem é a culpa, sobre termos que aturar mais 5 anos de Cavaco com Sócrates, Passos ou o que vier – o que fazer para ter «um lugar feito para a gente viver»? Continuar, assim?

O texto da Daniela é sobre praxes. Mas os pressupostos hierárquicos, a integração nisto, o paternalismo estão por todo o lado.

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4 respostas a Uma explicação sobre as presidenciais – e o mundo – ou como de pequenino se torce o destino

  1. Leitor Costumeiro diz:

    A PRAXE académica é um mundo de primários…Primário, quem a pratica e muitas vezes, quem é contra é ela…A indiferença, a abstenção ganha cada vez mais…
    A “PRAXE” existirá sempre onde existam pessoas, porque ninguém nasce ensinado e todos precisam ajuda. O paternalismo existe nem que seja por instinto…
    Sim senhor, concordo que existam e que dêem uma alternativa a quem se possa ver forçado a embarcar na PRAXE. Agora liberdade !?!e quando as pessoas querem??Vamos ser nós a reprimir quem quer ir prás TUNAS, prós carros, ou simplesmente usar aquela roupa?
    O movimento Anti-praxe começou mal e para muitos se tornou repugnante, até pra mim que queimei o traje. E sim usei, não gostei e nunca praxei ninguém…Depois não fui praxado, mas quase “iniciado” no BE, aí cedo despertei para a hipocrisia das hierarquias desse partido e fugi do paternalismo ideológico dos seus DUX’s..

    • Youri Paiva diz:

      Quem falou em reprimir? É um sinal, uma coisa que existe e acontece, e não é por acaso. E existe em todo o lado, faz parte de tudo.

  2. Leitor Costumeiro diz:

    Youri, fiquei sem perceber, estamos de acordo?

  3. Raul diz:

    Cada vez que vejo um traje académico, lembro-me do Dâmaso Salcede mais o seu hábito da ordem de cristo: “então ó catitinha…”

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