Já li o Ricardo Alves dizer isso umas três vezes hoje, e não lhe li uma palavra sobre o que se passou com Alegre. Também estou curioso para saber o que dizem os apoiantes de Francisco Lopes, mas de si gostava mais de ouvir outro tipo de explicações.
Escrevi sobre o que aconteceu a Alegre no meu blogue. Perdeu quase 300 mil votos, um quarto dos seus votos de 2006. Mas Francisco Lopes perdeu mais de um terço dos votos de Jerónimo.
Não consegue. Tente novamente falar do Alegre sem falar do Lopes. A sério, só uma vez para bater com o seu marxismo analítico no peito. Orgulhosamente.
FL perdeu? Como se foi a 1ª vez que ele se candidatou? Há 4 meses era um ilustre desconhecido como por aqui se fartaram de lembrar.
Cavaco perdeu mesmo mais de 500.000, Alegre mais de 300.000 e o candidato soarista ficou com quase 200.000 a menos do que Soares. FL candidatou-se pela 1ª vez, uma estreia absoluta e teve mais votos que Rosas e Loução – conhecidos e promovidos desde há décadas pelos media exactamente como Nobre.
À primeira FL ganhou mais de 300.000. E está para lavar e durar.
Quero-te felicitar, Renato, pela tua espectacular vitória nas eleições de hoje, que por aqui vais comemorando, transbordando de felicidade de um modo que até comove: pela vitória do Cavaco, quer dizer, a derrota do Alegre e dos outros todos, e pela espectacular taxa de abstenção, para a qual muito contribuíram os que estão fartos disto tudo, os que não querem saber, os que ontem se meteram nos copos e hoje não foram lá porque lhes doía a cabeça, e os que se atrasaram nas compras do centro comercial. Que bela vitória!
Não se comova André. Nem todas as vitórias me cabem. Ajudei a derrotar Alegre, sim, assim como Cavaco, ao fazer parte dos perto de 60% de gente que se juntou à abstenção, aos brancos e aos nulos. Acha que qualquer segunda volta lhe tiraria mais legitimidade do que aquela que ele perdeu hoje?
Não é questão de azedume, é de de rigor analítico. Há um milhão ou mais de «eleitores fantasma». E portanto não devia estar a dar direito de voto aos mortos.
Pensava que os marxistas se gabavam de uma análise «científica» da realidade. Não é, decididamente, o caso do Renato.
Se gostam mas nem sempre acertam. Neste caso, o Ricardo está a errar faz pelo menos cinco anos. Mas anime-se. A esquerda grande ainda é possível e desta vez mesmo de esquerda.
Pahs, não se iludam.
Nos US, onde o processo de votação é uma burocracia e uma complicação do escanimambo, há taxas de abstenção em eleições estaduais que chegam quase aos 70%…
Depois os eleitos em sorte limitam-se a não falar disso, e a concentrar-se nos 30% de outros 30% (do the math) que tiveram acima dos 20 ou 15% da concorrência.
E depois básicamente quase só se pode votar burro ou elefante.
Nas tintas e toca a andar, é o mote deles…
COLA O TEU CARTAZ, ACTIVISTA! 1. Imprime o cartaz. 2. Cola-o no local de trabalho, na escola, na mercearia, no café, na rua, onde te apetecer. 3. Fotografa-te, com os vizinhos, os amigos, o teu cão, junto do teu cartaz. 4. Envia-nos a foto para a página do Manifesto em Defesa da Cultura no Facebook e será publicada.
e FL perdeu 138 mil…
mas isso agora não interessa nada; haveremos de fazer a revolução com os 7,15%.
FL perdeu 166 mil.
Já li o Ricardo Alves dizer isso umas três vezes hoje, e não lhe li uma palavra sobre o que se passou com Alegre. Também estou curioso para saber o que dizem os apoiantes de Francisco Lopes, mas de si gostava mais de ouvir outro tipo de explicações.
Escrevi sobre o que aconteceu a Alegre no meu blogue. Perdeu quase 300 mil votos, um quarto dos seus votos de 2006. Mas Francisco Lopes perdeu mais de um terço dos votos de Jerónimo.
Não consegue. Tente novamente falar do Alegre sem falar do Lopes. A sério, só uma vez para bater com o seu marxismo analítico no peito. Orgulhosamente.
FL perdeu? Como se foi a 1ª vez que ele se candidatou? Há 4 meses era um ilustre desconhecido como por aqui se fartaram de lembrar.
Cavaco perdeu mesmo mais de 500.000, Alegre mais de 300.000 e o candidato soarista ficou com quase 200.000 a menos do que Soares. FL candidatou-se pela 1ª vez, uma estreia absoluta e teve mais votos que Rosas e Loução – conhecidos e promovidos desde há décadas pelos media exactamente como Nobre.
À primeira FL ganhou mais de 300.000. E está para lavar e durar.
Quero-te felicitar, Renato, pela tua espectacular vitória nas eleições de hoje, que por aqui vais comemorando, transbordando de felicidade de um modo que até comove: pela vitória do Cavaco, quer dizer, a derrota do Alegre e dos outros todos, e pela espectacular taxa de abstenção, para a qual muito contribuíram os que estão fartos disto tudo, os que não querem saber, os que ontem se meteram nos copos e hoje não foram lá porque lhes doía a cabeça, e os que se atrasaram nas compras do centro comercial. Que bela vitória!
Não se comova André. Nem todas as vitórias me cabem. Ajudei a derrotar Alegre, sim, assim como Cavaco, ao fazer parte dos perto de 60% de gente que se juntou à abstenção, aos brancos e aos nulos. Acha que qualquer segunda volta lhe tiraria mais legitimidade do que aquela que ele perdeu hoje?
Deve haver quase um milhão de eleitores que estão mortos ou a votar noutro sítio. Tire-os das suas contas.
Tanto azedume, Ricardo Alves. A luta continua para derrotar o governo Sócrates.
Não é questão de azedume, é de de rigor analítico. Há um milhão ou mais de «eleitores fantasma». E portanto não devia estar a dar direito de voto aos mortos.
Pensava que os marxistas se gabavam de uma análise «científica» da realidade. Não é, decididamente, o caso do Renato.
Se gostam mas nem sempre acertam. Neste caso, o Ricardo está a errar faz pelo menos cinco anos. Mas anime-se. A esquerda grande ainda é possível e desta vez mesmo de esquerda.
E, ainda assim, ganharam, não foi?
Essa veia das vitórias morais ficou-lhe por ser adepto da Académica?
Vitórias morais? Essa foi a do Cavaco.
Pahs, não se iludam.
Nos US, onde o processo de votação é uma burocracia e uma complicação do escanimambo, há taxas de abstenção em eleições estaduais que chegam quase aos 70%…
Depois os eleitos em sorte limitam-se a não falar disso, e a concentrar-se nos 30% de outros 30% (do the math) que tiveram acima dos 20 ou 15% da concorrência.
E depois básicamente quase só se pode votar burro ou elefante.
Nas tintas e toca a andar, é o mote deles…
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