DOMINGOS CLANDESTINOS – Recordar a noite eleitoral de 2005

Aqui termina a série dentro da série, sobre as últimas eleições legislativas. Desta feita recuamos à noite da primeira maioria absoluta do PS e a chegada de José Sócrates a primeiro-ministro. Foi uma noite de glória, apesar de tudo, como se espera que seja a de hoje. Se àquele tempo estava em jogo acabar com o deboche do governo de Barroso, Santana, Portas e Bagão, hoje será, espero, o tempo de celebrar uma derrota estrondosa da esquerda que aplica como ninguém o programa da direita. Ontem celebrava-se a última derrota do PSD, hoje é tempo de brindar ao princípio do fim de mais uma era do PS. Foi ainda o dia em que Paulo Portas saiu e prometeu que não voltava por não suportar ter sido ultrapassado pelo PCP e ter ficado poucos votos acima do BE: “Não há nenhum país civilizado no mundo onde a diferença entre trotsquistas e democratas cristãos seja de apenas um ponto”. Ajudar a acabar com o governo do menino guerreiro foi a luta que mais prazer me deu enquanto activista e cidadão. Hoje espera-se mais material escaldante. A que horas fala o Louçã, o Alegre e o Sócrates?

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