Brancos e Nulos triplicam de votos e mais de metade dos eleitores não foi votar

Segundo as sondagens os brancos e nulos passam de 2% para 6%, o que pode fazer destas opções de voto a quarta força política mais votada o que poderia ser suficiente para garantir a segunda volta.

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33 respostas a Brancos e Nulos triplicam de votos e mais de metade dos eleitores não foi votar

  1. rui david diz:

    e o que mudaria na segunda volta? Irias votar no segundo candidato mais votado, ou achas que converterias 7% em quê?
    E o que garante que à 2.a volta a abstenção os nulos e brancos descem?

  2. O problema é que as pessoas votam com os pés por razões muito diferentes umas das outras, se assim não fosse era EU o dono desses 50 por cento.
    Mas não sou.
    🙂

  3. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Proponho que cada um de nós que conheça um gajo que votou nulo, o espanque para exemplo das gerações vindoras. De modo a que eles passem a cantar no sítio das meninas de voz fina.

    • Bolota diz:

      Nuno Ramos de Almeida,

      E que estimulo tem que nada tem, para ir votar??? Se calhar quem merece uma tareia são muitos dos lider politico. Ouvi Louçã e nem em apetece comentar o que achei. Estes sim merecem um bom par de estalos.

    • LAM diz:

      ahahah…e depois vão escrever posts para o mini-saia, é?
      🙂

  4. catarina diz:

    vais começar pelo teu camarada renato?

  5. aprovo e aclamo a sugestão do nuno e faço a piada ÓBVIA:

    Renato! Renato! Ganhou o teu candidato!!

    • Renato Teixeira diz:

      Vários ganharam. O meu também.

      • o melhor é que tu dás sempre a entender que há mais do que um presidente da república. =)

        • Renato Teixeira diz:

          Bom esforço Gui, sinceramente. Acho que apesar de totalmente equivocada os teus desenhos foram a mais digna ajuda ao Alegre nestas eleições. Uma pena, mas de grande qualidade. Continuação de de lutas e desejos de melhores políticas. 😉

          • Para que conste, apenas me apetece espancar o Renato que é pequenino e que tem um péssimo gosto para imagens. Mais do que uma questão política, é uma questão artística. Tirando os quase 39% do Coelho na Madeira, este resultado é uma merda, com brancos e nulos e tudo.

          • Renato Teixeira diz:

            Coelho, Abstenção, Brancos, Nulos e Nobre. Tudo bons sinais vindos dos eleitores pese embora a falta de projecto político. No entanto, só pode ser boa notícia a maioria dos eleitores não querer continuar a ir pelo centrão. As direcções políticas, com tanto medo de correr à frente das massas, ficaram bem na rés da sua retaguarda. A essas deves ir partir as pernas com matracas ou pedir responsabilidades. Ou não será assim?

  6. João Delgado diz:

    E agora especulo eu: se o Bloco tivesse apresentado candidato haveria segunda volta?

    • Renato Teixeira diz:

      Ora camarada. Agora quero ver como o chantagistas viram o bico ao prego. :9

      • Renato Teixeira diz:

        isso devia ser manchete nos vermelhos: Bastava o BE ter um candidato com +-3% para garantir a segunda volta. Por certo, se não estivessem na candidatura do Alegre ele não perderia grandes votos.

  7. Portela Menos 1 diz:

    Jerónimo em 2006: 8,53% 439.434 votos
    é só tirar as conclusões.

  8. Mário Silva diz:

    Ora, assim se vê o pacifismo do comunismo defendido por Nuno Ramos de Almeida: «Proponho que cada um de nós que conheça um gajo que votou nulo, o espanque para exemplo das gerações vindoras»

    É um extraordinário exemplo desta nossa sociedade de “bloggers”… de trazer por casa.

  9. Luís diz:

    Conclusões das presidenciais 2011:
    Cavaco – Como bem aqui assinaram, Cavaco é o presidente da república “eleito” menos votado desde que há eleições livres, desde 74. A isso se pode acrescentar o ridículo de ser menos votado que ditadores bolorentos do fascismo salazarento. Cavaco foi realmente derrotado pela abstenção, pelos votos nulos e brancos, pelo operário Francisco Lopes, pelo Tirica da Madeira e pelos “respeitáveis” burgueses Alegre, Nobre e Defensor Moura. Mas tiveram naturezas diferentes o protesto resignado da abstenção, o protesto sarcástico do voto nulo, branco e no Tirica, o voto de alternativa na esquerda que não cede do Francisco Lopes e o voto nos que recusam rupturas com o PS, Alegre, Nobre e Moura (e não querem estar à sua esquerda).
    Alegre – Ficou provado que o PS não gosta nem sequer de retórica de esquerda (como do zigzageante Alegre), nem que seja disfarce. Alegre quis enganar os tolos ora criticando o governo ora defendendo o governo. Ficou provado que a xico-esperteza, taticismo, oportunismo e sede poder dos dirigentes do Bloco é um desastre. Alegre teve apoio de muito poucos dos que costumam votar PS, dos poucos que a direcção reformista do Bloco pode arrastar, de grupusculos sem norte nem emenda como os “renovadores” amarelos e o MRPP (viva o marxismo-leninismo-maoísmo! tss tss) e meia dúzia de incautos. De fora ficou o rançoso aparelho reaccionário do PS, a larga maioria dos habituais PS que nem votaram e a esquerda do Bloco – cuja atitude digna anti-sapos quero aqui valorizar.
    Nobre – Sei que teve o apoio de muita pequena-burguesia que não se quer misturar com a ralé dos para eles “muito radicais” PCP e BE. Pescou no PS e no PSD-CDS, defendeu a sua “caridadezinha”, armou-se em messias, salvador da pátria com um discurso sedento de poder que vislumbra o seu carácter reaccionário. O “gato escondido” de Mário Soares com o rabo de fora não passa despercebido e a simulação, em campanha de Nobre, de falsas ameaças de morte dizem muito da falta de honestidade deste candidato verdadeiramente burguês. O seu orçamento foi maior que o de Francisco Lopes, resta saber onde um supra-sumo dos “independentes” vai buscar o dinheiro.
    Francisco Lopes deve orgulhar-se de afirmar a palavra de ordem “nem Cavaco nem Alegre” e de salientar que o importante numa candidatura de esquerda é estar em ruptura com o actual governo e os antecessores do arco burguês PS-PSD-CDS. A sua candidatura também pretendia certamente esclarecer alguns incautos que apoiam o PCP mas que ainda vacilam na questão de um eventual apoio a Alegre numa segunda volta e mesmo nesta primeira volta (muito poucos neste caso como se mostrou). Não tenho dúvidas em afirmar que o PCP, que tem considerável apoio entre os reformados, foi prejudicado pela história do Cartão de Cidadão que impediu de votar principalmente os idosos que pela sua saúde não podem andar a correr de uns centros de votação para outros, estar horas (!) à espera de saberem a sua mesa de voto ou navegar facilmente numa internet (que ainda por cima estava bloqueada). Mas muito além de saber se foi Francisco Lopes ou outros os mais prejudicados, desenganem-se aqueles que acham que estas situações vergonhosas de impedimento de votar não prejudicam a esquerda, nesta e em futuras eleições. Muitos milhares de portugueses foram impedidos de votar, os mais prejudicados eram reformados pobres, trabalhadores que votam apressadamente e pessoas sem acesso à internet. Mas voltando à votação de Francisco Lopes, o seu resultado (7,1%) segurou o apoio ao PCP face à falsa escolha entre PS e PSD, Cavaco e Alegre.
    Coelho – Declarou-se comunista, agricultor, comparou-se com o Zé Povinho e com o Zé Pagode, que usava o PND como barriga de aluguer e contra o regime jardinista. O Coelho pode dizer que ainda é comunista (depois de sair do PCP) mas o PND (esse de certeza) também não deixou de ser o anti-comunista, ultra-reaccionário, fascista envergonhado, partido do Manuel Monteiro (esse ex-CDS que criou o seu próprio partido para ultrapassar o anterior pela direita). Coelho teve 39% dos votos na Madeira isso merece análise. É óbvio que deixa aflito o regime jardinista mas a troco de dar um grande trunfo a um rançoso partido ultra reaccionário em futuras eleições. Coelho tirou claramente votos anti-Cavaco a Francisco Lopes, Alegre e Nobre, pelos menos na Madeira, é bom que não se olhe para isto como uma anedota. Apesar das palhaçadas de Coelho o oportunismo da ultra-direita do PND é um caso sério. A esquerda deve estar alerta.
    Defensor Moura – Será agora mais fácil ganhar a Câmara da sua terra. A indiferença do PS em relação a Defensor Moura, mostra que os dirigentes do PS estavam-se a borrifar para estas eleições e provavelmente até preferem Cavaco, já que este não produz guerras de vaidades na corte xuxa.

    • Renato Teixeira diz:

      Tem razão em quase tudo, menos na análise ao PS. Partido nenhum do regime apoia candidatos em part-time. Sócrates sabia que ia ter uma derrota estrondosa e apostou na menor derrota possível. O BE roeu a cenoura mas o PS está longe de poder cantar vitória.

    • António Figueira diz:

      Está interessante.

  10. Bolota diz:

    ” O Coelho pode dizer que ainda é comunista (depois de sair do PCP) mas o PND (esse de certeza) também não deixou de ser o anti-comunista, ultra-reaccionário, fascista envergonhado, partido do Manuel Monteiro (esse ex-CDS que criou o seu próprio partido para ultrapassar o anterior pela direita).”

    Grande leitura, retrata na perfeição o estado politico da Nação.

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