Direito à informação no país do faz-de-conta…

O Presidente da República Cavaco Silva aceitou entrevistas com a Rádio Renascença e com o Correio da Manhã (olha que dois), mas recusou, não respondeu ou faltou, depois de ter confirmado, às entrevistas com o DN, o Publico ou a estação pública Antena 1. Num país a sério, com uma comunicação social interventiva e um povo informado e interessado, seria um escândalo que um candidato a Presidente da República se RECUSASSE a esclarecer as pessoas, a responder às perguntas dos jornalistas e a falar sobre tudo o que é incómodo.

Mas como isto é um país do faz-de-conta…

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2 respostas a Direito à informação no país do faz-de-conta…

  1. O Rural diz:

    Como Cavaco é o único candidato que existe, não deviam se considerados nulos todos os outros candidatos?
    O pai da democracia está à espera que Fernando Nobre, o não candidato, supere Alegre!

  2. JVLV diz:

    Cavaco Silva, para muitos portugueses, se for reeleito, será certamente mais um factor de crise, instabilidade e inquietação. Claro que, para outros, nem tanto. Porém, vejamos. No periodo 2005/2011, Cavaco empossado em Março/2006, superintendeu quase toda a governação Sócrates. Que iniciativas tomou para alterar o rumo do país, sobretudo a partir das legislativas de 2009? Nada, apenas “boas intenções”, “piedosos propósitos” e “contemporizações”. Cavaco Silva mostrou, à saciedade, não ter perfil, competência e capacidade para lidar com situações de alta pressão politica e social, numa altura em que, estando o PS/Sócrates seriamente fragilizados mais se impunha uma intervenção soberana para não deixar “deslizar” o poder politico e a governação para a tomada de medidas drásticas e extremamente penalizadoras das empresas e cidadãos mais carenciados e desprotegidos.
    Sabemos agora que, pelo menos, por três razões, Cavaco Silva não se assumiu :

    1ª) A inexistência de qualquer alternativa de governação válida.
    2ª) O medo da instabilidade social e politica que iria provocar.
    3ª) O medo de colocar em risco a sua reeleição.

    Haja quem me convença do contrário.

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