Portugal é Lisboa… ou a douta ignorância de um “lisboeta”!

José M. Castro Caldas resolveu publicitar, em boa hora, a problemática em torno do Metro Mondego. Adiada que está esta obra de promoção dos transportes público nos municípios de Miranda do Corvo e Lousã, constituintes da Área Metropolitana de Coimbra, e depois de desmantelado o velhinho Ramal da Lousã espera-se mais um contínuo aumento do uso do automóvel privado na cidade de Coimbra com os gastos financeiros e ambientais habituais neste tipo de deslocação. As populações afectadas resolveram se deslocar a Lisboa, de modo, a se manifestarem junto à Assembleia da República no dia 19 de Janeiro (pelas 13.30). Espero conseguir passar por lá…
Entretanto um típico “urbanoide lisboa-centrado” resolve demonstrar a enorme ignorância da geografia do Portugal contemporâneo, evidenciando desconhecer as dinâmicas de desenvolvimento urbano da cidade de Coimbra e da sua área metropolitana, em especial a importância dos movimentos pendulares para a cidade do Mondego (um mapa anexo explica um pouco).
Há coisas que só mesmo a ignorância pode explicar… ou será o velho preconceito “capitalista”.

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8 respostas a Portugal é Lisboa… ou a douta ignorância de um “lisboeta”!

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  2. Vitor Ribeiro diz:

    “Há coisas que só mesmo a ignorância pode explicar… ou será o velho preconceito “capitalista”.”
    Não. Eu acho que é mesmo estupidez no seu estado mais puro e bucólico…

  3. José diz:

    há demasiado lisboa-centrismo por aí…

  4. Porra, Paulo, estou farto de ler isto: o João Pinto e Castro não é lisboeta; é portuense. TRI-PEI-RO. Ferrenho. Com cativo no Dragom. Importas-te de corrigir isto no teu texto (pelo menos esclarecendo este pormenor)? É que estás a ofender os lisboetas injustamente. Nenhum lisboeta seria tão centralista como os senhores do Porto.

  5. Paulo Jorge Vieira diz:

    Filipe
    Chamei-lhe “urbanoide lisboa-centrado” o que nada diz sobre o seu local de nascimento ou mesmo de residência, mas sim sobre um determinado estado de espírito centrado numa hiperbolação de Lisboa e do efeito “capital”.

  6. Paulo, chamas-lhe claramente lisboeta no título, mesmo entre aspas. Deixa lá: ao responderes-me escreveste um texto sem reticências. Já valeu a pena.

  7. Ontem quase vomitei e passei muito mal ao ler aquele texto debaixo duma bela imagem da linha do Tua.
    Há pessoas que não compreendem que o território dito “rural” não é espaço livre que ainda não foi urbanizado, mas sim o local de onde vêem os recursos necessários para as cidades.
    As cidades são os centros de serviços e comércio, que nada produzem. Ou pensam que a água vem do contador, a electricidade do poste na rua, ou os frangos são fabricados no talho, já sem penas nem cabeça?!
    Ora para que a produção no mundo rural funcione, têm que lá existir pessoas em permanência, e estas necessitam como as outras de serviços básicos para viver com dignidade. Se cortarem os serviços fora dos grandes centros, essas pessoas vão sair de lá e deixaremos de ter agricultura a produzir e quem receba os turistas, que são duas actividades fundamentais na economia portuguesa.
    Mais sobre a Linha do Tua, se procuram o défice da CP e REFER não procurem lá, aquilo custou no último ano em que funcionou completamente 250000€, por ano! Qualquer alternativa de mobilidade a ser criada para substituir a linha será muito mais dispendiosa.
    Claro que abandonar a região sem transportes pode parecer mais barato, mas causa prejuízos bem mais avultados ao país.

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