O cume do absurdo (ou então Louçã que explique como se meteu nisto… ou então… até tem a sua lógica, claro)

Candidato não gostou de ter sido questionado sobre as críticas que fez aos cortes nas prestações sociais

À saída do comício em Castelo Branco, já depois de Sócrates abandonar o local, Alegre manifestou notoriamente a sua indignação ao ser confrontado, pela SIC, com as críticas que, durante a sua intervenção, fez aos cortes nas prestações sociais impostos pelo Governo. Estava a falar no FMI, justificou.

Candidato não gostou de ter sido questionado sobre as críticas que fez aos cortes nas prestações sociais.

A noite de quinta-feira não tinha corrido mal para Manuel Alegre. José Sócrates, secretário-geral do PS, participou no comício em Castelo Branco, e a máquina partidária socialista deu finalmente um ar da sua graça nesta campanha: mobilizou muitas centenas de apoiantes; vieram camionetas de todo o distrito e mesmo uma de Lisboa.
Mas à saída do pavilhão, o candidato não escondeu o desagrado quando questionado sobre o facto de ter criticado os cortes nas prestações sociais durante a sua intervenção da noite (“Às vezes dizem que eu defendo a utopia por ser contra os cortes nas prestações sociais”, disse). “Não critiquei José Sócrates. Está a brincar comigo? O senhor está a brincar comigo?”, respondeu, tendo a sua mulher tentado serenar a situação.
O jornalista da SIC lembrou a alusão aos cortes nas prestações sociais e Alegre voltou a responder: “Não. Falei do FMI, daquilo que o FMI iria fazer em Portugal”, disse. “Mas não é a primeira vez que critica as medidas de austeridade do Governo”, insistiu o repórter. “Com certeza. Mas hoje não falei. Hoje falei do FMI. O senhor é que está contra a minha campanha”, disse, num tom irado, ao mesmo tempo que os seus assessores o encaminhavam rapidamente para o automóvel.
Já antes, e em resposta à questão da TVI, que lhe perguntou se precisava da presença de José Sócrates para “provar” o envolvimento do PS na sua campanha, Alegre notou que o comício em Castelo Branco tinha sido “a prova [do envolvimento] não só de José Sócrates, mas também dos milhares de socialistas” que ali estiveram. “Mas precisava desta prova?”, interrogou a repórter da estação televisiva. “Não. Eu não precisava. Os senhores é que talvez precisassem”, afirmou, dizendo depois que as palavras de Sócrates “coincidem” com aquilo que pensa e que os dois discursos (dele e do líder do PS) tiveram “coisas muito parecidas”. 

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3 respostas a O cume do absurdo (ou então Louçã que explique como se meteu nisto… ou então… até tem a sua lógica, claro)

  1. coraçaodeatum diz:

    A corja das trevas já começaram a dar o ar de sua graça:assaltaram a casa do manel alegre.O exército da gáudio continua em hibernação de volta e meia dando sopetões.Não há dúvida nenhuma q o terrorismo sempre veio da direita-agora,deram um ar de sua graça!Engraçados,os boys,netos do ramiro moreira, do gajo de braga qq coisa mello e q era padre(?!!!!).Sempre,sempre ao srviço dos banksters

  2. Carlos A. Moreira diz:

    Constava que havia lá muito ouro, sem se saber a proveniência e claro que havia que tirar a prova dos noves ! Afinal eram só 2 barras oferecidas pelos Árabes de Argel como pagamento e tributo à defesa dos interesses deles ( árabes moderados ).
    Nada de armas só papel branco e penas lápis e esferográficas… nem uma espada de desporto !

  3. Carlos Vidal diz:

    Magnífico post, o meu. Excelentes comentários!!
    (Assim se testemunha a força de um post.)

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