O Ephemera tratou de relembrar uns cartazes da juventude de um partido que muitos consideram centrista, de centro-direita – vá! -, um partido de respeitabilidade como outro qualquer (seja lá isso o que for). Pode não ser uma surpresa, e foi bastante falado quando esses cartazes vieram a público, mas a recordação dada serve como motivo para voltar ao assunto.
A Juventude Popular tem dois conceitos – Segurança e Liberdade – que não têm o mesmo significado que seria habitual. Segurança é o Estado a proteger criminosos, deixando no ar quem nos protege a «nós» (quem?). Liberdade é poder escolher a relação que se tem com o Estado – não a que se tem com e no mundo, com as pessoas. É uma forma mecânica de ver a vida. Os sonhos da liberdade são roubados pelo Estado e distribuídos a quem «nada quer fazer» (quem?).
Depois, quais são os problemas que existem para a Juventude Popular? Não escolher a escola onde se quer estudar – fazendo alusão ao cheque-oferta, uma forma de financiamento do ensino privado -, o Jorge, que trabalha todas as noites em bares para pagar os estudos, mas o Estado tira-lhe 20% do ordenado para «dar a quem não quer trabalhar» (quem?) – não há reflexão possível sobre quanto lhe tira o patrão, sobre a necessidade absurda de se ter que pagar estudos e ainda goza com a percentagem emergente de desempregados.
Claro que isto não surpreende. Mas é preciso avisar do que se passa por aquele lado, antes que seja tarde.
E assim começa a minha história no 5dias – olá!




Bem vindo Youri!
Obrigado Tiago.
Isso, bem-vindo!
… mais este cartaz, claro…
http://oblogouavida.blogspot.com/2009/07/o-fascismo-e-uma-minhoca-que-se.html
Sim, o CDS nas eleições de 2009 apresentou vários cartazes e outdoors desse género. Claro que não se pode dizer que tiveram um bom resultado eleitoral por causa disso, mas conta.
o estranho é as esquerdas passarem o tempo a discutir ‘linhas justas’, perdidas entre reformas e revoluções e esquecerem, muitas vezes, o combate à extrema direita, a qual tem neste momento todas as condições sociais para ver o seu discurso populista ter ecos de grandes votações… deixámos esses cartazes do CDS em 2009 (que seriam INADMISSIVEIS nos anos 70, por exemplo, o que para mim diz muito do ‘escorregar para a direita’ do sistema partidário e da opinião pública portuguesa) passarem incólumes a críticas sérias, como se valesse tudo durante as campanhas, incluindo tirar olhos.
Não é assim tão estranho porque os erros repetem-se, de Eanes a Alegre. Mas concordo, esses cartazes do CDS – para além de uma boa parte do seu discurso – tem sido pouco criticado pela esquerda.
http://issuu.com/jp_maia/docs/ojovem_setembro
Ir às páginas 6 e 7 para ver o que eles querem mas não dizem na televisão.
Estes JP não são uma jota qualquer. Há neles qualquer coisa de exército de reserva. Boas postas e aquele abraço.
É uma geração que promete. Abraço!
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Bem-vindo!
Bem-vindo!
Abraço.
Ora, o mundo é pequeno! Abraço.
Bem Vindo!
Havia aquele cartaz do Nuno Melo a fazer de Mussolini
ou seria o Obama…?
É verdade. Já nem me lembrava dessa pérola.
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