“Estas eleições são supra partidárias e não são um sufrágio ao governo”

Manuel Alegre, Pedro Passos Coelho, Francisco Louçã, José Sócrates e Cavaco Silva dixit.

Não hão-de os eleitores andar baralhados com tanta sintonia.

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3 respostas a “Estas eleições são supra partidárias e não são um sufrágio ao governo”

  1. o da boa-fé diz:

    A política profissional é o império da sintonia (que os media sempre nos apresentam como o campo da mais pura dissonância). Uma evidência que aliás se pode constatar SEMPRE – e não apenas nestas presidenciais. Uns poucos exs:

    Sócrates fala de crescimento da economia, Portas fala de crescimento, Cavaco fala de crescimento, Louçã fala de crescimento, Jerónimo fala de crescimento. E ninguém fala de decrescimento.

    Sócrates fala de segurança. Portas fala de segurança. Cavaco fala de segurança. Louçã fala de segurança. E ninguém fala de liberdade.

    Sócrates fala de 8 h de trabalho semanais. Cavaco fala de 9 h de trabalho. Alegre fala de 8 h. Louçã fala de 7 h. Jerónimo fala de 7 h. E ninguém fala de acabar com a escravatura do trabalho assalariado e começar a pensar em VIVER.

    Sócrates apela à participação na vida política através do mísero voto (no dia 23). Cavaco apela ao mísero voto como metodologia para participar activamente na pólis. Louçã, Alegre, Jerónimo, Portas apelam ao voto mísero mas consciente como metodologia de participação activa na pólis. E ninguém apela ao motim para intervir na construção da pólis, como os tunisinos já perceberam. (Porque o motim é o único método que chama o povo ao palco da pólis e deixa de lado os políticos profissionais.)

    A sintonia afinal não baralha nada. Ela simplesmente está onde sempre esteve.

    • Renato Teixeira diz:

      Mas isso é o Boa Fé que é esclarecido. Vejo no entanto que excluiu o José Manuel Coelho da sua critica. Devo considerar isso uma declaração de voto? 😉

      • o da boa-fé diz:

        Se tivesse um blog juro que fazia campanha pelo Zé Manel Coelho. Adorei por ex. o tempo de antena da sua campanha na Antena 1:
        “Este é o tempo de antena da candidatura de José Manuel Coelho. (Silêncio de 3 segundos) A candidatura de José Manuel Coelho não nos forneceu qualquer propaganda para o tempo de antena. (Silêncio de 3 segundos) Este foi o tempo de antena da candidatura de José Manuel Coelho.”
        O Zé Manel está pois na vanguarda da política. Acredita numa pólis sem propaganda. O seu tempo de antena faz lembrar o ecrã branco do filme de 1952 do Debord. Genial.
        JOSÉ MANUEL COELHO a Presidente! Já!!

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