Cavaco Silva para o saca-rolhas de ouro 2011


Carolina Patrocínio, mandatária do PS para a juventude, só comia uvas quando a empregada lhe tirava as grainhas. Renato Seabra, mandatário de Cavaco Silva em Cantanhede, gosta de saca-rolhas.

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25 respostas a Cavaco Silva para o saca-rolhas de ouro 2011

  1. miguel serras pereira diz:

    Não creio que seja só eu a achar repulsivo este post. Além de politicamente nulo, se quer saber.

    msp

    • Bruno Carvalho diz:

      Miguel, a mim repugna-me que esta sociedade crie personagens como Renato Seabra. Que leve os jovens a sobrestimar o superficial. Que os leve ao individualismo, à competição desenfreada. Também me repugna o que ele fez ao Carlos Castro, pelo qual eu não tinha o mínimo apreço. Queria destacar isso: que ambos, Carolina Patrocínio e Renato Seabra, em níveis completamente diferentes, são produto desta sociedade, à guarda de gente como José Sócrates e Cavaco Silva.

      Explico-o não tanto por si mas por todos os que se podem confundir com o objectivo deste post. De resto, estou-me marimbando para os seus pruridos.

  2. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Bruno , francamente. Não podias dizer que o senhor era mandatário do sr. professor, não se faz. Claro , que se o Renato tivesse apoiado Cuba ou a Coreia do Norte teria dez posts cheios de nível no Vias de Facto. Não voltes a escrever uma coisa dessas, tão repulsiva, sff.

    • miguel serras pereira diz:

      Nuno,
      nao te faças menos inteligente do que és. O que está em jogo não é noticiar que RS era mandatário de Cavaco, mas o resto.
      Quanto a mim – e ao Vias -, encontra lá um post meu que de perto ou longe difame a vida pessoal de alguém por ter tomado esta ou aquela posição política, e depois, se quiseres, falamos.
      Utilizar como propaganda política coisas como esta desqualifica quem as usa. Ou é metodologia que agora recomendes?

      msp

      • Nuno Ramos de Almeida diz:

        Miguel, sobrestimas-me. Acho que é uma questão política este tipo de mandatários. É toda uma ideologia que está subjacente à escolha dos “famosos”. Essa raça que é conhecida porque vai à televisão e não vai à televisão porque é conhecida. Lembro-me aliás que toda a gente comentou a Carolina do Patrocínio. Não creio que este não mereça que se fale dele, com ou sem saca-rolhas.

        • miguel serras pereira diz:

          Nuno, de acordo: ” É toda uma ideologia que está subjacente à escolha dos “famosos”. ” Mas não vamos supor que RS foi escolhido para mandatário na esperança, por parte dos que o escolheram, de que viesse a revelar um “perfil criminoso”. E entre a “fama” e o homicídio vai um tiro de canhão.
          No caso da Carolina do Patrocínio fazia todo o sentido chamar a atenção para o facto de um partido que se diz socialista ter escolhido para mandatária uma aspirante a oligarca apostada na redução a uma condição servil dos “inferiores”. Usar como arma política o facto de um mandatário se ter envolvido num crime de sangue relevando dos seus problemas amorosos e íntimos não faz o menor sentido. Não é o facto de Cavaco ter escolhido um “modelo” que o BC sublinha – nem o sentido político desse tipo de escolha. Se o fizesse, como tu fazes, eu nada teria a objectar, contanto que o comentário não resvalasse para a devassa ,complacente com mal denunciado, da intimidade escandalosa da pessoa. Nada objectei no caso de C do P nem, noutra ocasião, das críticas políticas endereçadas às declarações da RR.
          Lembro-te, de resto, eu que não te sobrestimo, ao passo que tu subestimas a minha memória, que estivemos, grosso modo, do mesmo lado nos casos da agressão a Berlusconi ou no da fotografia da cabeça decepada de uma criança da Palestina, que tiveram este blogue por teatro. Se alguém mudou de posição, não fui eu. Claro que é o teu direito, só lamento que não te dês ao trabalho de explicar melhor as tuas razões.
          Tens razão, por outro lado, quando escreves: ” Não creio que este não mereça que se fale dele, com ou sem saca-rolhas”. Mas o problema é que o BC aproveitou o saca-rolhas como ponto de partida e chegada do seu discurso. E é isso que faz toda a diferença.

          msp

          • Nuno Ramos de Almeida diz:

            Miguel,
            A graça é um bem muito escasso. Não faço análises sobre piadas.
            Acho no entanto que pouca coisa não merece uma piada. O humor é uma forma de relativizar até a morte.
            A questão política que me importa , é pq raio temos a comunicação social colonizada por este assassinato. Aquilo que , no meu entender, o post do Bruno ajuda a mostrar, é que os pressupostos desta colonização por esta vaga sensacionalista são mt anteriores ao assassinato com saca-rolhas. O político mais “sério” do país escolheu como seu mandatário da juventude local, um gajo que tem como única característica ter aparecido na TV num concurso para ver se tinha fama. O espectáculo, como sabes, é a componente nuclear de um sistema político que não gera alternativas. A qualidade do espectáculo mostra o estado em que chegaram as alternâncias. Só isso. Fora isso, sabes que cito o teu blogue, os teus posts e não tenho nenhum problema contigo. Mas confesso-te que me irrita a forma como discutes com o 5 dias, preferia mais ideias e menos policiamento moral. Acho que é pedir pouco a um homem com a tua inteligência. Não achas?

  3. Marota diz:

    Jó os espanhóis diriam saca-pollas

  4. daf diz:

    Eu bem dizia no outro dia que eram menos dois votos no cavaco…

  5. Pode ser relevante saber-se que o Renato Seabra é mandatário do Cavaco, mas é perfeitamente dispensável a graçola de baixo nível do saca-rolhas.

  6. Pingback: O fenómeno Renato Seabra | cinco dias

  7. miguel serras pereira diz:

    Ainda isto, Nuno: nada tenho a objectar ao post do Tiago (http://5dias.net/2011/01/15/o-fenomeno-renato-seabra/) e penso, como ele, que “a notícia que Renato Seabra estaria envolvido na campanha de Cavaco Silva (lida neste post do Bruno), tendo participado em acções de campanha e ocupando um lugar de honra no seu concelho de origem, tem um significado político. Não porque Cavaco fique vinculado à desestruturação intelectual de um dos seus destacados apoiantes, a questão é outra. (…) Pelo que se tem percebido, antes deste episódio, Renato Seabra era o que os anglo-saxónicos denominam de wannabe, alguém que deseja ser famoso, sabe-se hoje, a todo o preço. O que não é politicamente irrelevante é que sejam escolhidos estes jovens para simbolizar o apoio da juventude a Cavaco”.
    É, por isso, que subscrevo – como fiz acima -o que diz o André Carapinha: “Pode ser relevante saber-se que o Renato Seabra é mandatário do Cavaco, mas é perfeitamente dispensável a graçola de baixo nível do saca-rolhas”. A graçola, com efeito, está justamente ao nível de qualquer “programa de televisão de qualidade miserável “, como esses aos quais, tal como o Tiago e tu próprio, “creio que a sua [de RS] popularidade estava intimamente ligada”. É por isso que me parece que se queres manter o argumento, tens de renunciar à graçola; se queres fazer-te eco dela, arruínas e anulas o argumento.

    msp

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      msp, se calhar não me expressei bem. Não considero este post nem repulsivo nem politicamente nulo. Este post tem uma notícia, politicamente relevante, que está a ser controlada pelo aparelho de Cavaco. A questão “saca-rolhas” em paralelo com o caroço de Carolina, revela o óbvio paralelo entre estas figurinhas de jovens.
      A falta de ética está do outro lado da trincheira.

      • miguel serras pereira diz:

        TMS,
        “A questão “saca-rolhas” em paralelo com o caroço de Carolina, revela o óbvio paralelo entre estas figurinhas de jovens”. Não é bem assim. A exigência de ter pessoal doméstico e luxos que conferem “distinção” é (grotescamente, na formulação da C) solidária de uma concepção classista e hierárquica absolutamente clara. O “saca-rolhas” que significa em termos políticos comparáveis, em termos de concepção das relações sociais e da organização do poder? As declarações da C são “burguesas” e, como tal, gozadas pela malta e legitimamente usadas para gozar com o PS. O homicídio cometido pelo RS nada enuncia ou afirma na ordem das ideias, e, por isso, fazer com ele uma “graçola” e pretender usar a “graçola” politicamente (no plano imediato) é pôr a política, para me servir das suas palavras, ao nível de qualquer “programa de televisão de qualidade miserável”, do tipo (politicamente degradante) dos que valeram a “popularidade” ao mandatário de Cantanhede.

        Onde está o paralelo?

        Como já disse ao NRA, se o seu post, Tiago, é politicamente pertinente e salutar, então a graçola do “saca-rolhas” é impertinente e abusiva.

        msp

  8. renato teixeira diz:

    Eu considero repulsivo quem outra coisa não faz do que vigiar a repulsa dos outros. Sinceramente MSP, o que lhe sobra em civilidade falta-lhe em tudo o resto e essa sobre torna-o um moralista tão chato como inconsequente. Sem isto adquirido o Nuno é louco em querer explicar-lhe o que quer que seja. Já sei que recusou o grama de cocaína que lhe ofereci mas vou tentar uma última estratégia e uma última oferenda. Posso oferecer-lhe um piriquito, um cão ou um gatinho?
    Que náusea.

    • António Figueira diz:

      Não é bem náusea, eu diria mais enfartamento.
      Moralismo, Castoriadis e cordiais saudações, demo-cívico-republicanas.
      Que fizemos nós, para merecer tanto amor?
      Vou usar pela última vez um saca-rolhas no dia que ora finda (o grande Reynolds Reserva 2005 que o Nuno e a Mónica me ofereceram no Natal) e logo após meditar nos vastos mistérios da existência.
      Boa noite a todos Vós, é o que se deseja.

      • miguel serras pereira diz:

        Suspeito que leitor talvez assíduo, mas superficial de Proust, António Figueira confunde muitas vezes o recuo perante a maçada das ideias do snobismo “superior”, mas defensivo de Swann, tal como superficialmente o tenta mimar, com a distinção de espírito – e o amoralismo blasé do esteta à maneira de Wilde, no qual é avesso a ler mais do que só isso, com a lucidez desabusada do espírito crítico. Assim, peca com frequência por defeito, por horror não só ao excesso com que não confronta a sua razão, mas também à “paciência do conceito”. Mas que se há-de fazer se não gosta de ler ou ouvir coisas que o façam pensar no problema que a sua escrita – ainda que nos seus melhores momentos e sem excluir a “heterónima” – tem por resolver? Já o grande Jacques Brel cantava daqueles que confundem o erotismo com a ginástica.

        msp

        • António Figueira diz:

          msp, V. é um maçador com cê e agá grandes.
          Plutôt avoir tort avec Vidal que raison avec vous, é tudo o que se me oferece dizer.
          PS Não, há mais uma coisa: a sintaxe do seu comentário é desastrosa.

          • miguel serras pereira diz:

            E que tal, só para variar, aflorar a sombra de uma ideia?

            msp

            Post-scriptum: Quanto ao golpe, sobre o baixote, da correcção gramatical, creio que terá de ser V. a apará-lo. Concedo que seria recomendável uma vírgula a seguir a “suspeito que”. Não concedo, mas reconheço, que poderia ter explicitado um “ele”, ou um “AF”, a seguir ao “que se há-de fazer se”. O resto é megalomania sua. Que pena, num rapaz com o seu talento…

          • Carlos Vidal diz:

            MSP,
            Lê-lo por estas bandas (e outras) é uma chaga que cresce de dia para dia. A sua civilidade e “boas maneiras” são próprias de um seminarista frustrado. (Porque os há extremamente inteligentes! E não é o seu caso.)
            De resto, o seu texto, acima, está, de facto, intragavelmente escrito. Com efeito, de quem traduz dez tomos por dia não se pode esperar mais.
            Mas, faça favor, não despeje aqui o seu excesso de produção. Não, isso não.

  9. Vasco diz:

    Bruno,

    Sai deste blog e continua o teu trabalho na “Rádio Moscovo”.

    Este blog é uma treta, sem textos de fundo sobre a situação internacional. O que se passa na Tunísia não merece uma análise que seja.

    Através do teu site, Rádio Moscovo, poderás continuar o teu brilhante trabalho acerca das FARC.

    Podes até comparar a guerrilha das FARC à guerrilha vietnamita, pois no Vietname os americanos criaram grupos paramilitares vietnamitas do sul para limpar aldeias e aterrorizar os camponeses.

    Existem bons motivos para continuar uma carreira, sózinho, sem a companhia de tipos que só confundem e desequilibram.

    Escreve e progride, porque o tempo é escasso, mas como dizem os vietnamitas ( o homem que tomou Saigão no dia 30 de Abril de 1975 ), o tempo é uma força e todo o momento é oportuno.

    Volta para a “Rádio Moscovo” e torna-te no John Reed português.

    Vá lá, deixa esta trampa.

    Um abraço

    • Renato Teixeira diz:

      Adoro controleiros de raia curta e sectários de perna longa. MSP, os seus dias de glória estão acabados. Good morning Rádio Moscovo.

  10. miguel serras pereira diz:

    Ainda bem que aparece, Renato Teixeira. Tenho estado a reler um post do Jorge Valadas que me fez pensar em si. Recomendo-lho: http://viasfacto.blogspot.com/2011/01/contra-os-muros-construiremos-sonhos.html

    msp

    • Renato Teixeira diz:

      MSP, já tive contacto com esse texto aqui: http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2010/12/gaza_youth_brea.html e não vejo que valha a pena discuti-lo de novo consigo. Sublinho apenas o encantamento por ver que sorri e aplaude a meia dúzia de jovens que se arrogam a falar pela juventude inteira de Gaza. Não se podia esperar de si outra coisa. Fosse a inter-jovem a falar pela juventude portuguesa e teríamos que contar com uma saga sua no Vias de Facto, clamando que a inter não fala em seu nome.

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