Os candidatos comunistas e as sondagens

Através do Avenida de Salúquia 34, cheguei a este gráfico do Margens de Erro sobre as Presidenciais de 2001. Não encontro a mesma análise para as Presidenciais de 2005, mas recordo uma sondagem realizada a um mês das eleições (sobre a qual escrevi aqui) e que tinha os seguintes erros:

Cavaco Silva: 55,5% (obteve menos 5,0 pontos percentuais)
Mário Soares: 20,4% (obteve menos 6,1 pontos percentuais)
Manuel Alegre: 12,5% (obteve mais 8,2 pontos percentuais)
Jerónimo de Sousa: 5,7% (obteve mais 1,9 pontos percentuais)
Francisco Louçã: 4,8% (obteve mais 0,5 pontos percentuais)

Ou seja, em 2001 e 2005, o candidato comunista apareceu sempre subvalorizado nas sondagens para as eleições presidenciais. Contudo, o que parece ser significativo é o facto de Francisco Lopes ser o candidato comunista a que as sondagens atribuem um valor mais elevado, por comparação com as candidaturas de 2005 (Jerónimo de Sousa) e 2001 (António Abreu). Por fim, o que não motiva uma palavra aos habituais comentadores de sondagens é o facto da candidatura comunista, aparentemente, estar em crescendo – conforme demonstra este gráfico realizado por Pedro Magalhães:

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10 respostas a Os candidatos comunistas e as sondagens

  1. Rui F diz:

    Esmeraste-te Tiago 😉

  2. mesquita alves diz:

    Boa tarde,
    A difereça entre estes apoiantes do PCP e a Opus Dei, é mínima. Ambos têm uma capacidade invulgar para se auto flagelar.Fazer análises com apoios estatísticos e gráficos, onde se comprova a total, e histórica, insignificância do PCP, é obra! No mínimo, masoquismo.

  3. Ricardo diz:

    Tiago,
    Uma sugestão para melhorar este teu «post»: em vez de referires o desvio percentual do erro (a diferença da estimativa à realidade) deves referir o desvio em pontos percentuais. Assim, em vez de 1,9% deve aparecer 1,9 p.p.. é que 1,9 p.p. de 5,7% é um erro de 33,3%.
    Abraço!

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  5. Pedro Magalhaes diz:

    Olá. Aí a culpa talvez seja minha. Os desvios estão expressos em %, quando de facto falamos em pontos percentuais. Mas foi apenas uma questão de formatação do Excel: as células estavam formatadas para % e assim ficaram.

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