Voltando às palavras

Só desta volta reparei numa coisa que adoro e que, de tão evidente, me tinha passado desapercebida. Na transição do processo “Férias/Dura Realidade”, no autocarro que me levava do aeroporto até a casa encontrei-me olhando para os cartazes e rótulos e sorrindo como um idiota. São as palavras, que andam livres. As minhas palavras. Desde o aeroporto, na saída, até a placa que indica o nome da minha rua. Todas as minhas palavras andam escritas por aí. A McDonalds publicita um não-sei-o-que com cebola e dizem que é para provar e chorar. Os bombeiros, as escolas, papelarias,  cafetarias, prato do dia, churrasco de porco ou de vitela! (como podem comprovar sempre volto com fome, coisas dos horários). Podem achar parvo, eu percebo, mas encontrar as minhas palavras escritas na rua, ver uma cidade viver no meu idioma com total normalidade (algo que, na Galiza, não nada frequente) é uma sensação difícil de explicar. Olhem: isso e os 10 graus de diferença entre a minha terra e o Algarve: um paraíso!.

Irei tentando juntar algumas dessas palavras para as trazer ao quentinho da tasca. Espero que tenhamos todos um bom ano (coisa que vejo terrivelmente difícil).

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3 respostas a Voltando às palavras

  1. Renato Teixeira diz:

    Tenho a impressão que conheço o urso da foto…

  2. o Tio Miguel diz:

    Parabéns!
    É mesmo isso, palavras à solta, (nem boas nem más, nem melhores nem piores) interagindo umas com as outras sem dar-lhe mais voltas, ou como sentir a liberdade só com olhar os cartazes.

  3. reis diz:

    Quanto te compreendo caro, poucos te compreenderam como eu. Saudações galegas.

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