Só posso apreciar alguém que se apresente como candidato a PR sem a lengalenga do “presidente de todos os portugueses”, lengalenga que é preciso desmistificar e combater!

FRANCISCO LOPES em campanha

Ora foi Mário Soares (quem mais??) que a inventou e consolidou. A partir daí todos os presidentes da República são os “presidentes de todos os portugueses”. Como a Mário Soares lhe interessava uma sociedade intrínseca e clamorosamente desigual, uma entidade imóvel que nessa imobilidade satisfizesse os mais fortes (potenciais soaristas), onde os seus e os interesses dos seus correlegionários imperassem, CIA em 1975, Berlusconi e Murdoch no seu primeiro mandato como “Presidente da República”, como assim era e ele, ao mesmo tempo, era o rei do imobilismo imoral onde o socialismo era nem mais nem menos do que a palavra proibida, Soares, conservador, inventou ou alicerçou essa do “presidente de todos os portugueses”, frase iníqua e imoral pois não se pode ser “presidente” da maior desigualdade da Europa (e mais, muito mais do que isso). Portanto, o verdadeiro presidente, o único, sério e credível presidente é aquele que também nos diz aquilo que não representa, que conhece a conflitualidade social, que sabe ver na humanidade uma força dinâmica e não uma papa amorfa (estratagema dos hipócritas sem nome!). É óbvio que só Francisco Lopes enveredou por aí. Por isso, transcrevo o meu depoimento de apoio ao político, publicado no último “Avante!”:

Ao ser questionado, num recente debate televisivo, sobre o que ofereceria aos portugueses de diferente em relação aos outros candidatos à Presidência da República, Francisco Lopes respondeu: a palavra. Declaração que, conhecendo o seu percurso político, tem dois sentidos: uma palavra crítica em relação à cartilha liberal e às políticas deste Governo servil aos interesses do grande capital, que impõe leis laborais inaceitáveis e o desmembramento das políticas sociais; e uma palavra como acto de dignidade, honra e cumprimento de promessas. Portanto, a clareza; não afirma Francisco Lopes representar os jovens e o mundo do trabalho em vão, porque é o único candidato que diz, inequivocamente, o que não representa: nem os poderosos interesses económicos nem a destruição do tecido produtivo nacional encetada pelo PS e continuada por Cavaco Silva. C.Vidal

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8 respostas a Só posso apreciar alguém que se apresente como candidato a PR sem a lengalenga do “presidente de todos os portugueses”, lengalenga que é preciso desmistificar e combater!

  1. Carlos Vidal diz:

    Pelo que li no link acima de João Lisboa, algo inacreditável se não soubermos com quem lidamos – Cavaco e Alegre -, só posso elogiar ainda mais a necessidade da verdadeira conflitualidade.
    Não estamos nem queremos todos estar no mesmo barco.
    NÃO QUEREMOS.

  2. Abilio Rosa diz:

    Eu se fosse eleito Presidente «desta» República queria ser de todos os Portugueses, menos dos patifes, corruptos, ladrões, gatunos e espoliadores que estão bem elencados numa determinada Comissão de Honra e que são muito generosos nos seus donativos para alcandorar uma determinada criatura sinistra muito especializada em «finanças», nomeadamente nas finanças pessoais.

    Concordo com o Prof. Carlos Vidal.

    Essa coisa de «Presidente de todos os portugueses» é uma pandeleirice democrática para enganar papalvos.

    Todos os que invocaram essa epígrafe fartaram-se de beneficiar os mais poderosos e do alto cuspiram para a plebe proletária.

    Não é por acaso que Portugal está no estado em que está: sem cheta, com desemprego, com corruptos na «maior», com espoliação dos pequenos contribuintes; exploração dos trabalhadores, etc.

    É preciso votar no camarada Francisco Lopes, para que este diga no dia da Vitória: Sou presidente dos humilhados, ofendidos e explorados.

    Enfim, dos levantados do chão!

  3. “É preciso votar no camarada Francisco Lopes, para que este diga no dia da Vitória: Sou presidente dos humilhados, ofendidos e explorados.”

    – Dos trabalhadores, reformados, pensionistas, intelectuais, dos jovens, dos pequenos e médios comerciantes, industriais e agricultores e da população em geral. A não ser assim a intervenção seria incompleta!

  4. koshba diz:

    E do traficante de armas para o Savimbi-que este ‘issue’,oh mario soares,é tabu nos media portugueses….

  5. Ricardo Noronha diz:

    «Destruição do tecido produtivo nacional»? Não te sabia tão disponível para Comissário do Povo para a Indústria…
    Agora a sério, o que é que isso quer dizer? Que as fábricas do Amorim e do Belmiro eram «nacionais» apesar de lhes pertencerem? Ou a expressão implica apenas o sector público da economia? E mesmo aí, parece-me um raciocínio um pouco curto.

    • Carlos Vidal diz:

      Indústria só?? Porquê??

      Sabes, no cavaquismo, quantos barcos da frota pesqueira desta coisa Portugal foram abatidos a troco de um prato de lentilhas?
      Aqui, no Montijo, foram todos.
      Etc.
      (Grande abraço.)

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