“Carlos Castro. Assassínio do cronista não abalou mundo LGBT”

Apesar de estarmos ainda em Janeiro, este título do i é já candidato a melhor do ano (e o artigo que vem a seguir também vale muito a pena).

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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8 respostas a “Carlos Castro. Assassínio do cronista não abalou mundo LGBT”

  1. Tiago Mota Saraiva diz:

    António, o que tu descobres… Ou foi a tua cabeleireira?

  2. “A lei não muda mentalidades”, Paulo Côrte-Real.

    Ás vezes sim, há opiniões divergentes…

    A geração de 70 (estou a falar de 1870…) achava que o que tinha a fazer era ir lá p’ra cima e modificar as coisas de cima p’ra baixo.
    Ramalho Ortigão, por exemplo tentou fazê-lo.
    Alexandre Herculano recusou-se a isso.

    Umas vezes deu, outras não.

    Ora confiram: (gracias primo G.)

    O retrato social luso de Guerra Junqueiro, tal como os de Eça de Queiroz ou, os dos outros “vencidos da vida” é sempre o mesmo !

    “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

    Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

    Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

    A justiça ao arbítrio da política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

    Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”

    Guerra Junqueiro, 1896.

  3. Acastro diz:

    Agradeço que coloques na tua lista de blogs o meu Blog Malaposta.
    Obrigado e Boas Festas.

  4. agent diz:

    O senhor seria o Harvey Milk português e eu não teria dado conta?

  5. Pingback: Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa « O Insurgente

  6. joão viegas diz:

    Uau !

    Bom, vejo duas interpretações possiveis :

    1. Esses panilas nem com isto aprendem.

    2. “Eyaayah (« Raté »)” (*)

    (*) Gosciny, René, & Al. Lucky Luke “Le Grand Duc” (Dargaud).

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