O futuro prémio Sakharov não vai sair de uma prisão espanhola


As principais avenidas de Bilbau foram pequenas para os 64 mil manifestantes solidários com os presos políticos bascos.

Habituados a bolsar que a esquerda independentista basca é um fenómeno residual, os jornalistas portugueses não darão grande importância à magnitude desta manifestação. Tivesse isto acontecido na Bielorrússia e fossem os que aparecem na foto opositores às políticas de Lukashenko e teríamos em grandes parangonas o acontecimento escarrapachado nas capas de todos os jornais. Mas não. É no País Basco e os democratas portugueses preferem escarafunchar as prisões de outras latitudes à procura de heróis para as suas liturgias semanais. É que nos cárceres espanhóis e franceses é tudo ETA. Tudo. Dirigentes partidários, jovens independentistas, sindicalistas, autarcas, escritores, muralistas e até camaradas jornalistas. Nunca pegaram numa arma mas não importa. Falam euskara (basco), são independentistas e de esquerdas. Portanto, são da ETA. E, como se sabe, o próximo Sakharov não vai sair de uma prisão espanhola.

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24 respostas a O futuro prémio Sakharov não vai sair de uma prisão espanhola

  1. Olaio diz:

    Porque é que Arnaldo Otegi está preso?

  2. Bruno Carvalho diz:

    Foi preso com mais uns quantos por reorganizar a direcção do partido ilegal Batasuna. E agora está a ser também julgado por “enaltecimento do terrorismo”. Ou seja, disse que o País Basco podia conseguir a através da negociação o cenário democrático que merece e acrescentou que “o devemos aos presos políticos bascos, refugiados e tantos camaradas que caíram na luta e vamos consegui-lo”. Esta foi a frase usada para o acusar de enaltecimento do terrorismo. Ela foi dita numa homenagem ao preso político há mais tempo na prisão em toda a Europa, ‘Gatza’, que está há 31 anos preso. O Otegi comparou o tempo de prisão do Gatza com o Mandela e o juiz largou uma tirada ridícula. Respondeu que era uma comparação estúpida porque o Mandela nunca utilizou a violência.

  3. José Manuel diz:

    Mas o Bruno está em condições de afirmar que esses indivíduos presos nunca puseram uma bomba-lapa num carro, nunca executaram ninguém com um tiro disparado a partir duma moto, nunca participaram em sequestros e execuções, nunca deram apoio técnico ou logístico à realização destas acções ou nunca participaram em acções de vandalismo urbano tipo incendiar autocarros?
    Se estivessem presos só por quererem falar basco não havia jornais como o Gara e outros.
    É legítimo defender politicamente a independência do País Basco, mas não é de todo legítimo que se utilizem estes metodos para manter encurralada e refém a população basca. É preciso dizer que esta violência é dirigida principalmente contra os bascos que não alinham na corrente abertzale, nem na sua linha ideológica inspirada no Sabino Aranda que é manifestamente chauvinista, racista e anacrónica. É uma violência contra os cidadãos incluindo contra muitos socialistas do PSE e contra muitos comunistas do PCE/EU.

    • Bruno Carvalho diz:

      Não, não participaram nessas acções que diz. Eles foram condenados pelo que já expliquei. Por acções que nada têm a ver com acções armadas. Sei que parece impossível na Europa da liberdade e democracia mas é mesmo assim como digo. O director do jornal Egunkaria foi detido e torturado. Por que crime? Segundo o Estado espanhol, por apoiar a estratégia da ETA através do tipo de notícias veiculadas no jornal. Isto parece-lhe alguma coisa que tenha a ver com meter bombas e disparar com pistolas?

      E você denota um grave desconhecimento sobre a realidade basca. A esquerda independentista não segue qualquer linha sabinista. O Sabino Arana é idolatrado pelo Partido Nacionalista Basco, esse sim amante da Europa da liberdade e da democracia. Para a esquerda independentista, o basco é todo aquele que viva e trabalhe no País Basco, uma noção bem mais democrática que a dos Estados que perseguem os imigrantes.

      Você prossegue e sustenta a mesma teoria que os pistoleiros de Baltasar Garzón: são todos da ETA. Uma teoria que serve de base para a perseguição vergonhosa a gente que nunca participou na luta armada. Certamente, uma lição bem estudada de outras guerras.

      • Javier diz:

        Bruno. Vc tiene razón en mucho de lo que dice. Hay un numero significativo de encarcelados en Euskadi por “pensar como ETA” sinq ue se haya demostrado una actuación directa de actividad de apoyo a una acción armanda. Los miembros de Sinn Fein jamás fueron a prosión por ser miembros del Sinn Fein, por mucho que sus objetivos, e incluso sus simpatias, estuvieran con el IRA. El Reino de España los mteria en la carcel.
        Pero en lo que no puedo estar de acuerdo es el su afirmación sobre el PNV y Sabino Arana. Claro que Sabino Arana es anacrónico. Vivió hace más de un siglo y además vivio una época colvusa y complicada. Pero de la idelogía que definió Sabino Arana, lo unico que queda es lo esencial de la misma “Euskadi es la Patria de los Vascos”. Nada más y nada menos. Y eso es lo que sigue todo el nacionalismo vasco, sea de izquierda o no.
        Si ustedes examinan las medidas sociales y de apoyo a los inmigrantes ilegales que existen en la Comunidad Autónoma del Pais Vasco (CAV) verán que son las más avanzadas de todo el Reino de España. Todos los que viven allí tienen una serie de derechos ciudadanos mínimos, que les garantizan la salud, la educación y la supervivencia con unos mínimos de dignidad. Todo ello con un enorme esfuerzo económico por parte de los ciudadanos de la CAV que son los unicos que aportan para mantener la adminsitracion pública vasca y los servicios que esta aporta. Todas esas medidas fueron puestas en marcha por el PNV al que usted le acusa de racista.
        El PNV tiene en su “haber” ser un partido centenario, de una contrastada tradición democrática; que ha vivido casi mas tiempo en la clandestinidad que en la legalidad; que se opuso a Franco a pesar de que iba a ser recibido con los brazos abiertos por los franquistas; que siempre ha defendido la lucha pacífica contra la opresión; que ha sido fundador de ls Democracia Cristiana Europea (la creadora de la UE). Creo , señor Bruno, que antes de hablar hay que conocer un poco más las cosas de las que se habla. Entiendo su interés por defender la izquierda abertzale, pero, por favor, pra eso evite mentir sobre otros temas.
        Atentamente
        Javier
        Euskadi

        • Bruno Carvalho diz:

          Javier, agradeço o seu comentário. É um facto importante que haja um sector minoritário dos que acreditam e defendem a Europa do capitalismo que reconhecem e condenam a existência de presos políticos. Que seja um basco, insuspeito de apoiar a ETA, a dize-lo é importante e pode combater a verborreia dos que aqui virão acusar-nos de estar a defender terroristas. Não. É a denúncia de gente que foi presa sem nunca ter tocado numa arma.

          Em relação às restantes afirmações, nunca disse que o PNV defendia as teses racistas do Sabino Arana. Apenas disse que o fundador do PNV é ainda idolatrado dentro desse partido. A esquerda independentista nada tem a ver com Sabino Arana, como disse aqui alguém. Portanto, não vejo onde possa ter mentido.

          Sobre as políticas sociais, pode-se dizer que o PNV está à esquerda do PS português e do PSOE espanhol. Contudo, eu vejo nisso uma cedência à pressão popular da esquerda no País Basco. Em relação à tradição democrática do PNV, pode-se destacar o papel tímido na luta contra o franquismo, de que o próprio Lehendakari no exílio se lamentava. O PNV nunca deixou de ser o partido dos patrões e dos empresários bascos. Um partido profundamente católico. Um partido que no governo basco nunca deixou de lançar a polícia contra manifestações pacíficas. Um partido que não deixou de apoiar a extrema-direita espanhola (PP) e que está agora a dar oxigénio ao governo de direita de Zapatero.

          • Javier diz:

            Siento no poder ser mas breve, pero son demasiadas cosas para contestar:
            En Euskadi somos muchos los “no marxistas” que creemos que aquí hay presos de conciencia, que la democracia española es una democracia de “baja calidad” y que el hecho de ser nacionalistas vascos es un condicionan importante a la hora de ser tratados por la justicia.
            Los patrones y empresarios vascos, el “Gran Capital”, está en el PP e incluso en el PSOE. Es decir, es español. En el PNV, al igual que en la Izquierda Abertzale, hay miembros de todos los grupos sociales, incluidas profesiones liberales y pequeño empresariado.
            Pensar que los avances sociales en Euskadi se debe a la presión de la izquierda, es permítame usted, no conocer las bases ideológicas, ni los programas del PNV. La idea de que las masas populares son de “izquierda revolucionaria” en el Pais Vasco, es desconocer la constitución sociológica del Pais. Piense, si no en todo el sistema cooperativo del Pais Vasco en el que todos los movimientos nacionalistas, pero en especial el PNV, ha encontrado una base sociologica importante..
            Yo le puedo asegurar una cosa, puede creerselo o no: la izquierda aberzale esta apoyada mayoritariamente por nacionalistas vascos que ven en el camino del PNV un camino lento y poco centrdo en la independencia. Ellos quieren las cosas ya, y en su mayoría de “socialistas” tienen poco, o nada. Para ellos ser de la “izquierda” es querer la independencia ya.
            Es curioso que usted diga que el PNV esta a la izquierda de los partidos socialistas de media Europa (usted ha hablado de España y Portugal , pero podríamos meter Italia, Grecia o Irlanda, por ejemplo) pero aun así es capitalista. Socialmente, el PNV está más a la “izquierda” (si aceptamos ese término como sinónimo de progresista) que los partidos comunistas de toda la Europa. Sin duda mucho más que los partidos comunistas que impulsaron la represión contra la Primavera de Praga o contra los movimientos democratizadores en la Polonia comunista (por decir algún ejemplo). Declararse socialista no es sinónimo de progresista, ni declararse cristiano es sinónimo de reaccionario. Si no le invito a usted a seguir todo el proceso de la Teológia de la Liberación sudamericana. En cualquier caso, doy gracias por vivir en eso que usted llama Europa Capitalista, si yo estuviera escribiendo algo similar a esto, en un régimen del socialismo real, estaría ahora con la policía llamando a mi puerta.
            En relación con Sabino Arana: si alguien dice que era chauvinista, racista e anacrónico y usted dice que son los del PNV los que lo idolatran….disculpe pero lo que está admitiendo es que ese partido recoge, defiende y apoya esa forma de ser. Sabino Arana es el fundador del PNV, pero sobre todo es el creador del concepto político de Euskadi como sujeto político con derecho a su existencia como Estado. Eso paso en el mismo tiempo en que eso ocurría en Alemania o en Italia. Sin Sabino Arana no habría PNV, pero tampoco Izquieda abertzale ni ningún nacionalista vasco. El partido político que el fundó fue el elemento estructurador de un sentimiento de rechazo a todo lo ocurrido en Euskalherria a lo largo del siglo XIX y opuso a la eliminación de nuestras libertades.
            Respecto a la tradición democrática, parece mentira que lo que usted afirma venga de un portugués. Parece que ha olvidado lo que una dictadura significa en un País y como eso dificulta cualquier movimiento de oposición. En primer lugar ese “tímido papel” del que usted habla, le costo cárcel, torturas, prisión, represión, exilio y muerte, a muchos nacionalistas vascos, miembros del PNV a lo largo de toda la dictadura de Franco. Pero es que, además, los partidos que realmente mantuvieron una estructura de oposición en el interior durante toda la dictadura fueron el PC y el PNV, lo que dio lugar, cosas curiosas, a un especial entendimiento entre dos formaciones tan alejadas ideológicamente, pero que se entendieron ante la existencia de un enemigo común, el franquismo.
            Gobierno de derecha de Zapatero. Curioso que vd, se sienta con capacidad para dar títulos de derecha o izquierda a los gobernantes. Pero, aparte de esto, le voy a explicar varias cosas. El PNV gobierna en función de los intereses de Euskadi, no de España. Es decir, cada vez que se ha apoyado un gobierno en Madrid ha sido a cambio de recuperar áreas de soberanía o autogobierno en el Pais Vasco. Ese es su objetivo principal.
            Además la falta de un apoyo a Zapatero habría significado elecciones anticipadas con una victoria segura del PP, sin duda ese cambio habría sido muy “progresista”(ironía). Pero es que, además, hay un elemento que parece que sus amigos de la Izquierda Abertzale no le han explicado. El Proceso de Paz que tanto le interesa a la IA esta en marcha y eso es una evidencia. Si Zapatero no hubiera conseguido el apoyo del PNV, y hubiese ganado el PP, ese proceso se habría retrasado años. Es decir, para conseguir avanzar en el Proceso de Paz era necesaria la continuidad de Zapatero ( no porque el sea un estadista, sino porque el fin dela violencia de ETA es la última baza que tiene para intentar ganar al PP en las próximas elecciones). ¿No se ha dado cuenta que tres días después de la firma del acuerdo entre el PSOE y el PNV empezaron a aparecer las declaraciones de Arnaldo Otegui? ¿Usted se cree que esto es una casualidad? Empezando por la entrevista con el Pais y a partir de ahí toda una serie de declaraciones que marcan un camino de distensión y búsqueda de una solución definitiva. Tanto de la IA como del Gobierno del Reino de España. Solo falta el paso de ETA. Un paso que se está retrasando y eso está poniendo muy nerviosa a la IA. Le recomiendo que lea los artículos y editoriales de los últimos días en el Irish Times donde podrá ver claramente reflejados esos nervios que excisten en la IA.
            Sabe, se que es fácil creer en un mundo de blancos y negros, de buenos y malos. Pero, en la realidad el mundo tiene un infinito abanico de grises y en ese ámplio espectro se mueve la realidad de las cosas.
            Para finalizar, creo que los comunistas debieran hacer un acto de contrición. No es que se les pida un reconocimiento público de culpas, no es necesario tanto. Pero de verdad, una ideología política que ha dado lugar a tantas aberraciones, a tanta muerte y sufrimiento, debiera ser más cuidadosa a la hora de presentarse como “moralmente superior” a las demás. Muchos vivimos en un amplio abanico ideológico que nos hace ser defensores de los derechos, individuales y colectivos, de las personas. No creemos que exista razón alguna (ni la revolución de la izquierda radical, ni la defensa de la “patria” de la ultraderecha) que justifique ni eliminar ni reducir esos derechos. Los marxistas, maoístas, … en el desarrollo práctico de su ideología acabaron con los derechos individuales para conseguir un teórico bien futuro. Algo que nunca llegó por el que se quedaron en el camino millones de seres humanos aplastados por la maquinaria de la “dictadura del proletariado” en todas sus versiones.

            Saludos

          • Bruno Carvalho diz:

            Javier, diz que se o PNV não apoiasse o PSOE, o PP voltaria ao governo. Mas o PNV não apoiou já, noutras alturas, o próprio PP? É isso que considera ser-se de esquerda? Fazer alianças políticas não em função das consequências negativas que isso possa ter para os povos de Espanha mas em função do próprio povo? Isso não é uma visão individualista e muito pouco internacionalista?

            E diz o Javier que o PNV e o PCE se entenderam durante a ditadura mas a verdade é que o PNV cedeu listas com nomes de militantes do PCE à CIA. Que tipo de nome é que se dá a isso?

            E que eu me lembre os adeptos da teologia da libertação referiam o socialismo como eixo referencial da sua acção. Não me parece que o PNV o faça.

            É verdade que o PNV tem uma ampla base de apoio em todas as classes. Mas isso não quer dizer que seja o partido da classe trabalhadora. O PS, o PSD, o PP e PSOE também têm um grande apoio da classe trabalhadora nas eleições senão nunca seriam eleitos. Contudo, isso não quer dizer que representem os seus interesses.

            Quando disse que o PNV está à esquerda do PS e do PSOE, não estava a dizer que o PNV é de esquerda. Como vê, para mim não é tudo preto ou branco. Dentro da direita, há uns mais à esquerda e mais à direita. Mas são de direita.

            Você disse tudo quando afirmou gostar de viver na Europa do capital. É por viver na Europa do capital que o País Basco não é independente. Porque se Espanha fosse a Jugoslávia já a teriam desfragmentado. Para além disso, a independência sem o socialismo mantém o País Basco sob as mesmas regras que o imperialismo impõe a todos os Estados. Portugal é independente mas o governo português envia os dados dos seus habitantes para o FBI e vivemos sob a batuta da União Europeia. Portugal é independente mas a economia portuguesa é dominada pela economia espanhola. Entre patrões que falem basco e patrões que falem espanhol não vejo grande diferença.

  4. Alcarva diz:

    O terrorismo não é feito apenas com armas e bombas! A conivência e o incitamento intelectual é um crime igualmente grave e punível.

    • Bruno Carvalho diz:

      Não, não é um crime igualmente punível. Ou na sua Europa, a democracia é só para aqueles que dizem o que você gosta de ouvir? Embora não seja disso que estamos a falar. Estamos a falar de gente que foi presa por expressar as suas ideias. Ou acha que as pessoas andam a apelar nos jornais a que se ponham bombas?

    • Koshba 666 diz:

      Suponho que aqueles q defenestraram o vasconcelos em 1640 também eram terroristas..Já agora,o que pensa do novissimo,nobilissimo Estado do Kosovo e do UÇK(KLA)?Na ex-Yoguslávia é in as regiões tornarem-se independentes,a europa democrática já é terrorismo.Espanha apoia aquela coisa criminosa cortada da Sérvia,central de droga,órgãos humanos e tutti quanti possa encher os bolsos aos banksters,essa instituição democrática como sabemos.O Pays Vasco com centenas de anos de kultura,língua e o seus filhos q se querem independentes,tal e qual como os portugueses, de Espanha ou Castela já são terroristas por incitarem à independência.Sr.alarve,vá à merda com a sua retórica dos 2 pesos,2 medidas,concerteza q é um grande amante dos dias loureiros e restante ralé e um admirador do salazar!

  5. francisco caetano diz:

    quanto ao ‘problema basco’ referir que os detidos maioritariamente foram colocadores de bombas e participantes em atentados. não encaixam na minha concepção de lutadores pela liberdade do seu povo. não esquecendo a obrigação do imposto ‘revolucionário’ e outra esta menor que os filhos de imigrantes portugueses podem testemunhar que é a obrigatoriedade de falarem e escreverem somente em basco na escola é menor mas dá uma ideia do que é a sociedade basca. gostaria já agora de ser melhor esclarecido quanto às ÚLTIMAS ou mais recentes posições do Herrialdeetako Alderdi Komunista.

    • Bruno Carvalho diz:

      É. Mas deve estar de acordo que os outros não deviam estar presos, certo? Não vou aqui discutir sobre a ETA porque não é esse o tema e é precisamente essa a estratégia do Estado espanhol, desviar-nos da questão repressiva.

      Quanto ao imposto, ele é aplicado creio que apenas aos empresários. Logo, não estou a ver assim muitos portugueses que tenham sido afectados por isso. Sobre a obrigatoriedade se falar e escrever em basco, nada mais falso. No País Basco, há várias modalidades de ensino. Uma modalidade toda em basco, outra mista basco e espanhol e outra só em espanhol. Portanto, os portugueses podem pôr a criançada a aprender o que lhes apetecer. Mas também lhe digo, se vai emigrar para um país deve aprender a língua desse país. E se falar às pessoas desse país noutra língua que não é a sua não se admire se não lhe responderem.

      Não faço ideia de que posições fala. O Partido Comunista das Terras Bascas foi ilegalizado como tudo o que cheire a esquerda independentista depois de ter tido uma boa votação nas eleições regionais.

    • Koshba 666 diz:

      ‘Lutadores(combatentes!) da Liberdade’ aonde é q já ouvi issso?Ah!os mujahedines no Afeganistão no tempo da URSSS,no Kosovo,na ex-Jugoslávia.No Afeganistão deram em talibans e nas burkas,no Kosovo em arrancadores de órgãos humanos para os paises ‘in’…a propósito há uns terroristas a viver calmamente em Miami….
      E o maior orçamento bélico superior ao somatório deo gasto total mundial?É para o bem?Para bem da democracia q dá biliões aos Donas Brancas,banksters.Vá à merda mais o seu supino coment

    • Javier diz:

      Aqui los hijos de los inmigrantes, al igual que los hijos de los locales, tienen derecho a recibir educación gratuita en uno de estos tres modelos: Solo en castellano (con una asignatura de euskara), bilingüe, en Euskera (con asignatura de castellano) Son los padres los que escogen el sistema. Evidentemente no tenemos clases en portugués.
      Pero, en cualquier caso, me imagino que si voy a vivir a Portugal mis hijos tendran que estudiar en portugues a no ser que vayan a un colegio “español” o “vasco” ¿O es que el sistema educativo protugues tiene clases en otros idiomas? Podrian los inmigrantes portugueses hacer un colegio “portugues” al igual que existe el aleman; el frances; el americano….Es sólo que ellos lo hagan y lo paguen.
      Pero me disculpe, la sociedad vasca es una sociedad abierta, progresista, solidaria, que recibe bien a los que vienen aqui a vivir y trabajar, además poco racista. Una sociedad en la que los que vivien aquí, provengan del pais que provengam y esten en la situacion legan que esten (ilegales o no) tienen una serie de derechos básicos, entre los que destacan la salud y la educacion gratuita (de las mejores de la peninsula iberica) además de apoyo de las instituciones publicas vascas (dinero, vivienda….) mientras que la persona se integra en la sociedad y encuentra trabajo.
      Si usted no nos conoce, por favor, no nos juzgue, no tenga preconceptos yy sobre todo no juzgue a una sociedad por lo que hacen unos pocos. Así tendrá derecho moral de criticar a los que, de forma totalmente injusta, dicen que los portugueses son solo una cuadrilla de vagos y ladrones. Porque si usted juzga a los vascos por lo que hacen unos pocos, cómo va a esperar que los demas lo hagan lo mismo con los portugueses por lo que hacen otros pocos?. si quiere respeto, respete.

  6. antónimo diz:

    Se houver algum de origem cubana pode ser que até ganhe o Sakharov, também vocês não sejam assim.

  7. Von diz:

    Por falar em manifestações, embora alguém me vá apontar que este meu reparo não tem nada a ver com o post. E não tem… ou até tem?…

    “Lei central no caso de cristã condenada à morte e assassínio de governador do Punjab
    Manifestação de 20 mil pela continuação da pena de morte por blasfémia no Paquistão”

    • Bruno Carvalho diz:

      Está a querer comparar uma manifestação pela pena de morte com uma manifestação a favor dos direitos civis e políticos do povo basco?

  8. Von diz:

    Quando se chama a atenção para algo, não se quer sempre comparar seja com o que for. Apenas, e não é pouco, chamar a atenção para algo. E à falta de post relevante para tal, foi aqui. Estamos entendidos?

  9. José Manuel diz:

    Quanta confusão por aqui vai. Desde logo é interessante esta ideia de que não de deve falar da ETA. Mas porquê? A sua função de chantagem e de intimidação sobre a população não-nacionalista é real e isto é intolerável. A sua ocultação no discurso politico é também uma forma de a legitimar. O mesmo se aplica às suas ramificações como os atiram cocktails molotov contra residências ou mandam a mensagens a dizer que alguém está “marcado”.

  10. Joaquim Lopes diz:

    Um bom artigo do Bruno, mas muito sinceramente não deveria estar aqui. Deveria, antes, estar no blog “Rádio Moscovo”.

    P.S. Ainda no outro dia, em conversa com um verdadeiro anarquista, falei-lhe deste blog. A sua resposta foi: “Esse não é onde escrevem o Renato Teixeira e o Nuno Ramos de Almeida? Não, a esse não vou!” A frase diz muito. Por causa destes dois, pagam os outros que escrevem e também o Bruno. Saúde.

    Em relação ao Von, não confunda, não baralhe… pense!
    O seu reparo não tem nada a ver com o post.
    T.P.C. para o Von: Ler, mas ler muito sobre este assunto. Também ver o documentário “La Pelota Basca”.

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