O Renato abespinhou-se, o Miguel reafirmou profissões de voto.
Estão no seu direito, mesmo não sendo eles os destinatários da gracinha.

Eu, achei francamente piada à ideia, apreciei a ironia do “A bem da Nação” e, confesso, senti retratado um estado de espírito que se vai reforçando a cada telejornal que passa.
E que creio não ser só meu.

Isto, claro, para além de questões pragmáticas, como o vir ou não a haver 2ª volta.

Como escrevia o outro, «Enfim… gosto.»

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11 respostas a

  1. Leitor Costumeiro diz:

    Conhecendo o que lhe antecede…Tiro-lhe o chapéu e repito.

    Eles vão dizendo “Enfim…Gosto!”

  2. Dédé diz:

    Arte difícil, a ironia. Sempre sujeita a mal entendidos.

  3. Renato Teixeira diz:

    Três dúvidas:

    1º- Há de facto candidatos à segunda volta a não ser Cavaco Silva.
    2º- O único que, já quase só com magia, ainda lá poderia chegar chama-se Alegre e não se lhe encontra um argumento não freudiano em sua defesa.
    3º- Como mobilizar sem argumento? Ou resgatando o poema, com bandeiras só com pano?

    • paulogranjo diz:

      Viva, Renato. Algumas das coisas que questionas têm uma apressada resposta mais abaixo, em resposta ao comentário de “!!!“.
      Como hoje tenho um dia cão em que todos os minutos contam e em que não deverei poder voltar aqui, peço a tua compreensão para a minha indelicadeza de te remeter para outra resposta.

  4. Carlos Pinto diz:

    Já só falta citar a autora:)

    • paulogranjo diz:

      Eu apanhei a coisa durante uma rapidinha no Facebook, entre duas sessões de um artigo que tarda em acabar. Mas julgo, pelos desenvolvimentos e por uma ida ao oblogouavida.blogspot.com , que a autoria é do ilustre comentador que se segue.

  5. e eu nem tinha dado pela discussão que para aqui ia… =)

  6. !!! diz:

    Muito pobrezinha a ideia de intervir nestas eleições só para tirar de lá o Cavaco. Pobre da intervenção política que se fica só por saber o que não quer. Pobre da intervenção política que sabe o que não quer mas é incapaz de defender o que quer. Pobre da intervenção política que faz do Cavaco o centro e a única justificação da sua existência.

    Mas isto afinal significa o quê? Que qualquer um está muito bem, desde que não seja o Cavaco? Que qualquer dos outros é indiferente? Que é, por exemplo, igual que seja o Manuel Alegre ou o Francisco Lopes?

    Que o “anarquista régio” se abstenha e o chibinho se abespinhe, muito bem, isso é lá com eles, ao menos sabem dizer o que querem e não apenas o que não querem.

    E o Paulo Granjo? O anti-cavaquismo é uma capa demasiado larga, muito gente se pode esconder atrás dela.

    • paulogranjo diz:

      O que realmente quereria para estas eleições e porquê de o querer surgiu no primeiro post que afixei no 5 Dias (está aqui).
      No quadro presente, e estando eu muito longe de partilhar as esperanças louçãnianas depositadas no eventual papel de Alegre como polarizador de alternativas de esquerda, parece-me que, independentemente da legítima e necessária disputa e do clarificar de águas entre candidatos, é fulcral, por muito difícil que isso se afigure, forçar uma 2ª volta que permita derrotar o Cavaco – o que implica, entre outras coisas, inverter uma tendência abstencionista que, à excepção dos seus baluartes, só o benificia, e que não será certamente feito por um avassalador entusiasmo mobilizador suscitado pelos candidatos existentes… É mais plausível que tal ocorra caso o progressivo nojo urbano para com Cavaco possa ser canalizado em voto contra ele, em vez de para a rezinguice de quem decida ficar em casa.
      Quanto aos restantes candidatos, agora é altura de disputarem as suas posições. Numa eventual 2ª volta, até estaria disposto a votar no Nobre, contra o Cavaco, caso tal improbabilíssimo terramoto ocorresse! E não vejo nisso uma pobreza minha, mas uma pobreza das alternativas que tenho e que a dinâmica eleitoral me permitisse.
      E porque é que um sentimento e uma mobilização anti-Cavaco não me parecem ser apenas um valor pela negativa?
      Para além do seu exercício presidencial e do seu passado dpois e antes de 1974, por isto, por isto e pelo papel que pode desempenhar na actual situação económica e financeira.
      Mesmo que as alternativas possíveis e viáveis não sejam as que desejaria. E que, afinal, não se joguem sequer em eleições presidenciais.

      • Renato Teixeira diz:

        “uma pobreza das alternativas que tenho”

        Parece-me que esta sua frase resume todo o debate e a verdadeira razão pela falta de mobilização à esquerda.

        Abç.

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