O pecado e o tabu de Francisco Lopes – Pelo capitalismo fofinho mas com os dentes de fora?

É sem qualquer dúvida o menos mau dos candidatos. O facto de se ter demarcado dos PEC’s e do Governo Sócrates, de afirmar cumprir a Constituição, de ter estado contra a Nato e as suas guerras e com a Greve Geral, é quanto baste para o afirmar. Se está claro que Francisco Lopes nada tem a ver com as políticas que nos levaram ao pântano a que chegou a vida política portuguesa, é menos óbvio perceber se ele representa a mudança estrutural que defende nas entrelinhas e que tanta falta fazia à rotina em que se converteu o caprichoso espectáculo do regime. Para o descobrirmos há uma questão que precisa de ser clarificada e um tabu que não deve ser tolerado. Se tal não acontecer, a candidatura de Francisco Lopes arrisca-se a morrer na praia das intenções.

A primeira questão prende-se com natureza da sua candidatura. O PCP insiste em ir a votos com a nomenclatura sempre que tem oportunidades óptimas para desmascarar definitivamente a agenda liberal do PS. Paradoxalmente, a clareza que quase sempre o preveniu de ir a votos de mãos dadas com o PS, contrastou com a rapidez com que demasiadas vezes alimentou pactos de regime. Não é preciso, embora seja sempre útil, regressar ao debate de Novembro, nem tão pouco aos tempos difíceis do sapo Soares, um pouco mais à frente. Actualmente, e não obstante a beleza da sua narrativa sobre Sócrates, a verdade é que a candidatura de Francisco Lopes se recusa a exigir a demissão do governo, quer na sua frente parlamentar (votará uma moção de censura que coloque em causa a sobrevivência do governo?), quer na frente sindical onde não levantou essa demanda na greve geral e nada foi programado para lhe suceder do ponto de vista reivindicativo. Só ficará claro que o PCP não quer ser governo com Sócrates se se dispuser a tirar o Sócrates do governo, ou não será assim?

O tabu sobre a segunda volta, que alimenta tacticamente todo o silêncio relativamente a um hipotético apoio a Manuel Alegre, não só é grave como não devia ser admissível. Acho mesmo que todo e qualquer candidato devia ser obrigado a dizer a quem lhes confia o voto, o que fará com o seu capital político, seja na cadeira do presidente seja ao apoiar quem se venha a sentar nela. Seria importante ouvir da boca de Francisco Lopes o  que têm dito muitas das pessoas que apoiam a sua candidatura e que ainda agora o Bruno resumiu na sua brilhante análise à evolução do BE: “Os trabalhadores conscientes sabem que nunca poderão votar em Manuel Alegre.”

O PCP que me desculpe mas gato escaldado de água fria tem medo. A história já provou que o partidão é lesto em saudar a luta pela emancipação dos povos na directa proporção em que se encontra distante deles. Uma vez no epicentro da luta são demasiados os exemplos de que alinha com facilidade na “coexistência pacífica”, que em nada se distinguem da metáfora em que se transformou a candidatura do Governo. Tal com ontem defendiam a paz com a Espanha franquista, na alvorada de Abril, ao mesmo tempo e na mesma intervenção em que defendiam as sublevações na América Latina, estarão hoje em condições de nos dizer que a guerra que se dispõem a fazer a Cavaco não será substituída pela convivência pacífica com Manuel Alegre?

Descarregue aqui as declarações de Cunhal a defender a coexistência pacífica com a Espanha franquista, acabado de chegar do exílio, a 30 de Abril de 1974.

Roubado ao arquivo da Câmara Municipal de Odivelas.

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76 respostas a O pecado e o tabu de Francisco Lopes – Pelo capitalismo fofinho mas com os dentes de fora?

  1. a anarca diz:

    eh eh eh
    mas de que mundo vem o Renato ?
    Vote no chico sem pré-conceitos 🙂 é o voto da reacção LOL
    estou aqui para ver as caretas do sistema se o chico chegar à 2º volta 🙂

  2. Bruno Peixe diz:

    Grande Renato,
    Sobre a questão do derrube do governo, more later.
    Agora, sobre essa questão do PCP e da Espanha franquista: Ouvi esse argumento pela primeira vez, creio que numa comunicação da Raquel Varela no congresso Marx na FCSH em 2008, para sustentar, se bem me lembro, a tese do PCP como força política contra-revolucionário no pós-25 de Abril. Seguiu-se uma discussão acalorada com o Manuel Loff.
    Não sendo um especialista do tema, parece-me que seria do mais elementar bom senso que, no quadro de uma revolução em curso, se fizesse os possíveis para evitar a intervenção militar de um vizinho muito mais poderoso e que ainda por cima monopoliza as fronteiras terrestres com Portugal. Ou estou errado?

    Um abraço,
    Bruno.

    • António Figueira diz:

      Ó Bruno,
      Parece que é preciso ensinar Brest-Litovsk aos trotsquistas! 🙂
      Abraço, AF

      • Renato Teixeira diz:

        António, gosto que pelo menos não caias na tentação negacionista do Carlos de acusar o profeta armado de não ter metido a mão na massa. Fosse o bigodes entre os delegados e nada daquele deboche se tinha passado. 😉

    • Renato Teixeira diz:

      Também me chegou o som pela Raquel e assisti a grande parte do debate que falas. Convenhamos, assim mesmo pela rama e entre dois que não se consideram especialistas, ficaram por explicar duas coisas: 1º se a coexistência pacífica de facto contribui para a consolidação de um processo revolucionário ou se ao contrário o estrangula. 2º a ser justo para “nós” porque é que defendemos sublevações para os outros.

      • Dédé diz:

        Parece que deu um ataque de idealismo ao Renato. Então agora há receitas tipo banha da cobra que servem para tudo. E as condições concretas de cada caso?

        • Renato Teixeira diz:

          Vão-se avaliando. No quadro actual, já que não quer discutir os anteriores, não há qualquer razão para não garantir aos eleitores que Alegre e Cavaco são as duas caras do que nos trouxe até aqui. Sem contemporizações.

  3. Bruno Carvalho diz:

    Não é correcto que se diga que o PCP não tenha apresentado uma Moção de Censura. Creio que foi o primeiro a faze-lo nesta legislatura. Em segundo lugar, acho muito bem que o eixo da luta não se centre no pedido de demissão do governo mas antes na ruptura com as políticas de direita. Aos trabalhadores portugueses não lhes interessa a mudança de caras ou de partidos.

    Em segundo lugar, creio incorrecto que se queira forçar o Francisco Lopes a dizer se apoiaria ou não o Manuel Alegre numa segunda volta. Em primeiro lugar porque isso é adoptar a perspectiva dominante que impõem os media e as empresas de sondagens de que o Francisco Lopes é secundário. Em segundo lugar porque ninguém se lembra de perguntar ao Manuel Alegre, ao PS e ao BE se apoiariam a candidatura do Francisco Lopes numa segunda volta.

    • Renato Teixeira diz:

      É verdade que o PCP apresentou uma moção de censura ao governo. Vou rectificar. Ainda assim, reconhecerás, que não está convencido da justeza de correr com Sócrates. Onde o disse? Porque não o pediu na Greve Geral e porque nada se lhe seguiu? Porque disse precisamente o contrário na boca de Francisco Lopes?

      Quanto ao segundo ponto não estou de acordo. Porque não é justo saber o que move e até onde vão as candidaturas? Percebo que o PCP, percebendo que está fora de questão uma segunda volta, não queira sujar as mãos na candidatura Sócrates-Alegre-Louçã, mas deviam pelo menos dizer o que tu disseste: “Os trabalhadores conscientes sabem que nunca poderão votar em Manuel Alegre.”

      • alves diz:

        Correr com o Sócrates não é o essencial, como disse o Bruno é uma ruptura com a política de direita que é necessário. Francisco Lopes apresenta nestas eleições uma alternativa ao povo português e a sua vitória seria por si só um início de uma mudança mais profunda. Sócrates por Passos Coelho venha o diabo e escolha.
        Acho que esta questão tem pouca importância na realidade: se francisco lopes fosse eleito, a conclusão óbvia é que o povo português quer a ruptura e mudança de que o candidato e o PCP falam, por isso não tenho dúvidas que algum tempo depois o francisco lopes iria demitir o governo e convocar eleições (para que essa opção fosse validada nas legislativas).
        Quanto a uma hipotética segunda volta com CS e MA, não é FL mas sim o Partido a dar ou não a orientação de voto. E obviamente não é agora que se vai estar a falar disso, entrando na agenda do “tudo está já decidido” promovida pela direita. Agora, a opção é clara: ou Lopes ou tudo na mesma. Os portugueses que escolham.

  4. João Delgado diz:

    Mas não é verdade que Alegre já disse, inclusive no debate com Lopes, que a esquerda nunca perdeu eleições por falta dos votos do PCP? E FL calou-se, donde resulta assumir essa hipótese, o que parece absolutamente correcto e de acordo com a tradição do PCP. Sendo óbvio que FL não pode nem deve assumir que não disputa a segunda volta, não lhe ficaria mal colocar Cavaco como o adversário principal, contra o qual se deverão concentrar os votos da esquerda. Ao não o fazer, ao fazer até o contrário, como hoje na RTP, equiparando Alegre a Sócrates e Cavaco, na “nacionalização” do BPN, não me parece que esteja a contribuir para clarificar a estratégia política do seu partido.

    • Renato Teixeira diz:

      Quer o Francisco Lopes quer o Carvalho da Silva já disseram com todas as letras que não estão interessados em provocar a queda do governo. Acho que usaram uma justificação parecida à que se pode ler no comentário do Bruno a esta posta: “Em segundo lugar, acho muito bem que o eixo da luta não se centre no pedido de demissão do governo mas antes na ruptura com as políticas de direita. Aos trabalhadores portugueses não lhes interessa a mudança de caras ou de partidos”, com a diferença de que não só não centram como de todo excluem essa possibilidade.
      O PCP é exímio, e ainda bem, a mandar governos do PSD abaixo. Quando se trata do PS, mesmo que a aplicar com mais eficiência o programa do PSD, dificilmente o se convence pela destituição.

  5. 2 notas:
    1. a Raquel Rubra Varela (que eu só conheci em baby, é filha de 2 amigos meus de Agronomia (o F. e a C. que não vejo há décadas…). Desentendo a ideia de ela estar alugada àquilo, mas cada um sabe de si.
    Eu não pús os butes no funeral do Chico M.R. (era mais o que me faltava, odeio essas cerimónias) mas sei exactamente o que lá se passou…, não há nada como ter andado por as vidas conhecer um montão de malta e ficar a saber das coisas
    lolz 🙂

    2. Esse tipo Lopcex/i> é um funkionário do PêQuê Pê.
    Não tem provávelmente nem vida nem opiniões próprias , dix o que o partido lhe diz p’ra dizer, e tudo bem… (as gravatas em uso também terão que ser “aprovadas” pelo Comitê Central, ou já não é assim ??)
    A minha aposta: esse gajú (que segundo os ‘mentideros’ estaria na calha p’ra sec-geral dessa gente, depende em tese de o nº de botos que conseguir angariar.
    PêCêZada, mobilizem-se à brava, ou o raio que vos parta…

    😀

  6. A.F. me adisculpe se errar Brest-Litovsk não era o nome de uma vilória onde os kamaradas assinaram um tratado qualquer com outros kamaradas, porque já não os tinham no devido lugar ?

    😉

    • António Figueira diz:

      É um facto histórico indiscutível:
      Lenin e os seus “kamaradas” não “os tinham”,
      para usar a sua pitoresca expressão
      (e julgo que os outros “kamaradas” a que se refere
      eram o exército imperial alemão).
      😉 😉

  7. Miguel diz:

    Caros amigos,

    Lá estamos nós a discutir o passado, em vez de discutir o futuro.

    Vamos primeiro a votos e depois decidimos a melhor opção.

    Lembro-vos que o inimigo chama-se Cavaco Silva. Concentremo-nos nessa figura, rodeada de «papagaios», «bichos do mato capitalista» e outras «aves raras» que discursam no jornal “O Diabo” e fazem planos para, no futuro, vir a ter mais do que têm agora.

    Cavaco Silva merece ser derrotado.

    Vamos a ele!

    Um abraço

    • Renato Teixeira diz:

      O principal problema para dar a Cavaco o que ele merece é que parece não haver quem convença que merece vencer. Isso mobilizaria. O resto não.

  8. silva diz:

    Com este governantes que são os maiores promotores de desemprego e de miséria basta ver a ilegalidade do despedimento colectivo do casino estoril quem está por detrás deste despedimento com ajuda do Governo e agora o casino da povoa, por este caminho o ministro da economia e do turismo procuram lugar nos quadros da estoril sol s.a.
    O RESULTADO:
    Assustador e muito actual!!!
    Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV:
    Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…
    Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se…
    Todos os Estados o fazem!
    Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
    Mazarino: Criam-se outros…
    Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
    Mazarino: Sim, é impossível…
    Colbert: E então os ricos?
    Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
    Colbert: Então como havemos de fazer?
    Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos… É um reservatório inesgotável….

  9. JMJ diz:

    Segundo o Renato, o Francisco Lopes falha e não convence porque:

    – Não diz em quem vai votar na 2ª volta (se houver e seja entre quem for) – se no Alegre, se no Nobre, se no Moura, se no Cavaco, se nele próprio;
    – Não disse ainda “Obviamente, demito-o” do Socrates e que depois irá nomear um governo de iniciativa presidencial liderado por Carlos Carvalhas, com Octávio Teixeira(Finanças), Vitor Dias (Educação) e Jerónimo de Sousa (Trabalho);
    – Pertence a um partido que apresentou uma moção de censura mas que não conseguiu que ela passasse na AR;
    – Dá-se com gente que mobilizou para a Greve Geral e que depois insistiu que os trabalhadores fossem para os piquetes vestir coletes vermelhos e levarem porrada da PSP e serem atropelados por esbirros de patrões quando deviam era ir em excursão à capital ouvir musica no Parque;
    – É um gajo que ninguém conhece;
    – Não é o Carvalho da Silva;

    Faltou ao Renato exigir do Francisco Lopes:
    – Que declare guerra a Israel;
    – Que invada os Estados Unidos;
    – Que corra com a NATO do Afeganistão e os Americanos do Iraque;
    – Que extermine a Familia Real Saudita
    – Que ponha senso ao Ahminedjadh;
    – Que liberte os prisioneiros de Guatanamo;
    – Que leve o processo revolucionário a todos os países da União Europeia e arredores, particularmente à Itália, Inglaterra, França, Alemanha, Grécia e Espanha e todos os países onde o pessoal é mesmo revolucionário e não como cá que é só para ir beber imperiais;
    – Que resolva a fome em África;
    – Que faça do PC Chinês um PC mesmo marxista-leninista e não outra coisa qualquer;
    – Que mande para o gulag os inimigos da revolução.

    Se ele fizer tudo isto e não disser que não vota no Alegre na 2ª volta, então continuará a não servir, nem que arranje gravatas de jeito.

    Renato, reduz tudo à questão do Alegre, para podermos simplificar.
    Simplifica, Renato, simplifica!

    • Renato Teixeira diz:

      Simplifico. Nem precisa de auto-crítica sindical, só tem que garantir que não leva os votos dos eleitores para o candidato do governo.

      • JMJ diz:

        Então o que estás a dizer é que se votares Francisco Lopes na primeira volta, tens também que votar no que ele te disser para votar na 2ª (acaso ele aconselhe alguém)?

        Na primeira volta vou votar Francisco Lopes, na segunda volta, verei se e em quem vou votar. Se for entre o Francisco Lopes e outro candidato qualquer a escolha será facil.

        Se o Renato não votar então será mais provável que não haja segunda volta.

        • Renato Teixeira diz:

          No actual contexto, em que só Alegre pode ir à segunda volta, não consigo compreender, sequer, a importância de tal acontecimento que Cavaco ganhará sem dificuldade.

      • JMJ diz:

        E só mais um ponto:

        Este post, e todos os outros no mesmo sentido que o Renato tem colocado aqui, demonstram uma profunda desconsideração para com os eleitores. Principalmente com os eleitores que votam PCP e os eleitores que se revêm na candidatura do Francisco Lopes.

        Trata estes eleitores como uma massa acefala, sem ideias que apenas faz o que alguém lhes diz. Gosto de pensar que tenho as minhas ideias e que, quando voto, o faço em consciencia.

        Certas ou erradas poderemos discutir, mas o meu voto é consciente e não ditado por algum funcionário tenebroso e prepotente.

        Sei de muita gente que coloca o mesmo empenho ideologico no seu voto, que é capaz de escolher ideologicamente o seu candidato. Dizer que os eleitores que votam Francisco Lopes apenas o fazem porque “alguém lhes disse” é chamar burros a gente que merece muito mais respeito. Afirmar que eles vão votar neste ou naquele candidato no futuro porque “alguém lhes vai dizer algo” é presistir no mesmo erro.

        • Renato Teixeira diz:

          Poupe-me. Tratar os eleitores de forma acéfala, desculpe-me, é não lhes dizer o que vão fazer com o seu voto. Aqui levantam-se questões, de resto num espaço onde a candidatura de Francisco Lopes tem tido muito mais apoio e-ou complacência do que crítica.

          • JMJ diz:

            Mas é o Chico Lopes que vai votar pelas pessoas? Ele vai levar os boletins com ele? Se ele disser para as pessoas irem às urnas e deixarem 10 euros por cada voto para ajudar ao buraco do BPN, acha que as pessoas vão?

            Porquê essa fixação?
            Há coisas mais importantes para tratar nesta campanha – agora e neste momento – que a 2ª volta!

            É muito mais importante aproveitar o tempo de antena para, como fez ontem o Francisco Lopes na entrevista na RTP, afirmar claramente que Alegre está com estas politicas de direita e que não é alternativa a Cavaco. Afirmar claramente que a unica alternativa é Francisco Lopes.

            Penso que é muito mais importante e interessante saber em quem votariam os apoiantes de Alegre se fosse Francisco Lopes a ir á 2ª volta.

        • Orlando diz:

          Como militante do PCP, digo e já o referi dentro do meu partido, NÃO Votarei numa segunda volta caso o candidato não seja o Francisco Lopes, mesmo que o partido venha a aconselhar o voto noutro candidato. VOTAREI EM BRANCO.

  10. Youri Paiva diz:

    Não percebo é bem a mistura da Espanha franquista com o Manuel Alegre. Tal como não percebo esperarem-se grandes mudanças a partir de eleições – particularmente nas presidenciais. Espera-se o menos mal. Podia haver melhor? Podia! Mas não há.

    De facto, é preferível bater no Alegre e no BE. Aquilo é demasiado estranho. Agora o PCP e o Francisco Lopes estão a fazer o previsível e o espectável – o assim-assim. Se queremos mais que isto não é nessas águas que vamos navegar.

    • Renato Teixeira diz:

      A ideia é diagnosticar a aptidão, quase elevada a dogma, da coexistência pacífica, mesmo com quem nada tem a acrescentar ao que supostamente move as forças políticas que reclamam ter aspirações revolucionárias.

      Infelizmente para esse mais de que falas poder acontecer, são estas as águas que têm que ser agitadas. Do circo parlamentar-eleitoral não devemos esperar revoluções, é certo, mas para haver revoluções é preciso que muitos dos que se perdem nesse debate passem também a navegar além do eixo Belém – São Bento.

      • Youri Paiva diz:

        Ah, sim, isso sim. Com isto não estou a excluir as pessoas que se movem nessas águas. Mas o que esperar disto? Destas eleições?

        Estas eleições são estranhas. Não há um candidato na esquerda que mova algum tipo de discussão, que denuncie a vida das pessoas. O que ainda vai fazendo isso é este, o Francisco Lopes, mas é fraquinho, lá isso é.

        • Renato Teixeira diz:

          Destas eleições não há nada a esperar do meu ponto de vista. E a responsabilidade disso é de quem deixou Cavaco concorrer sozinho.

  11. José Silva diz:

    O candidato até que é o menos mau – ainda falta a entrevista ao, esse sim, bom “Alegre candidato” – mas se ele não renunciar antecipadamente e publicamente, comprometendo-se a ficar pelo terceiro ou quarto lugar nas eleições e a votar no Alegre na segunda volta, então é o pior de todos e com ele os que o apoiam (os comunistas!!!!).
    Mais valia o Renato Teixeira dizer que, em sua opinião, os únicos candidatos válidos são o seu cara Alegre e o coroa Cavaco. É mais simples para o povo, preto e cinzento! Quem quiser políticas de direita com tiques de esquerda vota Alegre (PS/BE), e quem quiser a versão Strong Right Politics vota Cavaco (PS/PSD/CDS).
    Ainda bem que Francisco Lopes não está nessa sua “irrealidade ideal”, mas sim na defesa dos interesses da maioria dos portugueses, onde me incluo e onde quero ser tido em conta.
    É por isso que vou votar no Francisco Lopes e aconselho quem está a sofrer com estas políticas, devido às acções criminosas dos nossos governantes, a fazer o mesmo!
    Mas compreendo que os nossos interesses não sirvam uma minoria…poderosa!

  12. Custa-me acreditar que vosselência percam o vosso rico tempo com semelhantes minudências, isso leva-vos exactamente aonde ?

    Dando uma de Zandinga (ou lá o qué)
    1. O Cacaco depacha-se logo à entrada.
    2 Não vou ser só eu que não vou pôr lá os butes.
    3. È indiferente quem fica em segundo, terceiro, quarto, quinto.
    Não adianta nem atraza.
    «Bragging rights», ? Ah pois esperem pela outra próxima eleição de seja lá o que fôr, vão ver lo que acontece aos vossos”queridos votos”…
    Uma vez que é suposto terem uma cabecinha em cima do pescoço, não são capazes de a usar ? Ou a ideia é ver se convencem o Manel e a Maria (que de qualquer maneira não lêem isto, estão no supermercado ou a ver uma novela da TVI ou…)
    Pois, se não há pior morte que a perda da esperança, não há pior idiotia que o ‘abanar’ de ilusões, não pega.
    Truque: olhar para a frente e fazer melhor da próxima vez. Simples.
    Mas não, o grande gozo vai ser atribuir ‘culpas’, chegar-se para o lado, adiar/procastinar e etc.
    Ridículo.

    P.S. só pr’o Renato: eu básicamente falo do que sei, não do que li (e axo que a minha miopia tem que ver com esse pequeno defeito, ler demasiado…)
    Esse é o meu bordão, ler e citar isto e akilo qualquer galinha ou gravador o faz.
    Mas vou guardar essa da “veia alcoviteira”, capaz de ter alguma razão aí, tentações estúpidas, espontaneidade idiota, acontece, deixará de acontecer, fácil.

    Abs,

    A.S.C.

    • Renato Teixeira diz:

      Não se amofine. Gosto geralmente do que escreve apesar de muitas vezes não concordar. De resto, nesse particular estaremos, acho, em sintonia. O comentário sobre a Raquel era no mínimo escusado. Abraço.

  13. Aniceto Azevedo diz:

    Renato,

    não é só discordar de si. Creio que o seu post, desta vez, é uma amálgama sem sentido.
    No mais, nem se chega a perceber a referência à chegada de Álvaro Cunhal. O que queria, meu amigo? Que no dia 30 de Abril, com a situação altamente indefinida (e mesmo que assim não fosse), Álvaro Cunhal declarasse guerra e hostilidade aberta a Espanha?
    Ora, sabemos bem que não pensa assim…

    Um abraço,
    Aniceto Azevedo

    • Renato Teixeira diz:

      Se Cunhal tivesse endossado a mesma saudação a Espanha que endossou à América Latina, estou certo que Franco não iria a correr para Vilar Formoso com o exército fascista na retaguarda.

      • Dédé diz:

        Também acho que o Franco não teria ido a correr para Vilar Formoso, mas o que os franquistas teriam feito, e podiam ter feito muito, é que não teria ajudado nada.

        • Renato Teixeira diz:

          Por haver um líder comunista que saudasse a sublevação dos trabalhadores espanhóis? Com certeza. Iam logo convocar as cortes.

  14. Ho chi Mihn diz:

    Eh pá! Renato, desta vez foste longe de mais!!!!

    1º o que é que o cú tem a ver com as calças?
    2º Como já te chamaram a atenção… Brest Litovski!

    3º No dia 30 de Abril de 1974 o PCP nem sequer se encontrava legalizado e a maioria dos oficiais do MFA (movimento que congregava uma minoria numas forças armadas membro da NATO e ainda a combater a guerra colonial…) tinha acabado de eleger o Spínola como presidente e salvador pátrio.

    Sabes, à 2ª feira é sempre fácil acertar no euromilhões e determinar que “realismo” é apenas e tão só “revisionismo”.

    • Renato Teixeira diz:

      Calma, calma. Não se diz, na posta, que devíamos ir de baioneta em punho salvar Espanha do franquismo. Mas “coexistência pacifica” aplicado ao assunto, isso sim me parece um exagero.

  15. fernando simões diz:

    Invadir a Espanha franquista em 1975?
    Ora aí está uma ideia justa, revolucionária a acima de tudo, inteligente.
    Bravo Renato Teixeira.

    • Renato Teixeira diz:

      Ficar atolado em Lisboa e no Alentejo e ficar contente com a negociata de Novembro?
      Ora aí está uma ideia …, …, .

      • Dédé diz:

        Quem é que ficou contente? O Alegre?

        • Renato Teixeira diz:

          Alegre pode ter ou não ficado contente, mas a verdade é que tem grandes responsabilidades no que o PS fez desde o 25 de Abril. Nunca lhe ouvi, porém, uma auto-crítica. Para ele o seu ego garante que sempre foi providencial.

  16. gg diz:

    Este post é de primeira água… para quem acusa alguém de traição (neste caso ao povo espanhol) e vai buscar estes argumentos no actual contexto, demonstra o quão anticomunista primário é. Vale tudo, mesmo sendo Francisco Lopes o melhor candidato que se apresenta, nas palavras do próprio…

    A confusão é tremenda. foge ao momento e contexto em que são proferidas as acertadas declarações de Álvaro Cunhal, coloca-se uma imagem de um momento diferente, aponta-se o “revolucionário” soares como o lado certo… o renato tem muito a agradecer ao soares…

    Renato, o que lhe pareceu a entrevista de ontem? Ficou esclarecido? Vai votar em qq um menos Cavaco e Lopes (apesar de ser o melhor candidato)?

    Deixe-se de tangas, de usar “esquemas” baixos e preconceituosos. Poder ser, pode?

    • Renato Teixeira diz:

      Pode. Mas vá chamar anti-comunista primário à sua tia.

      • gg diz:

        podendo, agora é só cumprir com a palavra… e sempre pensei que “anticomunista fosse um elogio…”, o primarismo resulta da tua prosa, ardilosa, incoerente, mentirosa, baixa, confusa, incosequente… não é, portanto, um qualificativo pessoal, mas uma condição, que é tua e não da minha tia!

        • Renato Teixeira diz:

          Mentiras desmancham-se. O seu comentário é um rol de carimbos inconsequentes.

          • gg diz:

            é ou não é clara a candidatura de Fransisco Lopes quanto à necessidade de mudança de políticas? e, sendo-o, que lhe parece o efeito de uma demissão do Governo nesta altura? Considera, ou não, existirem outras formas através das quais um PR pode condicionar e mobilizar energias num outro sentido? e, caso seja PR, Fransisco Lopes não poderia usar outros instrumentos, sem prejuízo de uma eventual dissolução da AR?

            A mentira está identificada nos comentários acima, e sobre tal falsificação e distorção da realidade ainda não disse nada… diaga lá então. usa, ou não usa, uma imagem que nada tem a ver com os comentários que “linka”? usa, ou não usa, um argumento falso, desenquadrado e, até, desesperado?

            e depois, não faça com Cavaco e os jornalistas e comntaristas encartados, a candidatura de Francisco Lopes, nome proposto pelo PCP aos portugueses, extravasa o âmbito estrito de um só Partido, é a melhor candidatura, como você mesmo reconhece à sua maneira.

            e não se esqueça da sua promessa…

          • Renato Teixeira diz:

            Não identifica, portanto, uma única mentira.

          • gg diz:

            um pouquinho de honestidade intelectual, vá lá…

            O PCP foi o 1º Partido, nesta legislatura, a apresentar uma moção de censura;

            A candidatura de FL, que emna do PCP, é uma candidatura que recolhe outros apoios; presistir, como faz Cavaco e a comunicação social, no estreitamento e afunilamento no PCP é não compreender os objectivos e alcance desta candidatura;

            quanto à afirmação que “qualquer candidato devia ser obrigado a dizer a quem lhes confia o voto, o que fará com o seu capital político, seja na cadeira do presidente seja ao apoiar quem se venha a sentar nela”, é bom ser coerente… quem sempre fala da liberdade individual, vir dizer que um outro é dono do seu voto é, no minimo, contraditório;
            o que FL fará com os votos qd for PR, está mais que esclarecido, ou não está?

            “Já o gato escondido”… é uma tremenda e descontrolada trapalhada da sua parte… que usa uma imagem de um momento bem disitinto… umamentira, portanto!

            O natal já passou, mas a juntar ao pedido (que já se comprometu a cumprir) de se deixar de “esquemas” baixos e preconceituosos, sugiro-lhe que seja honesto, intelectualmente falando!

          • Renato Teixeira diz:

            E quem tem a escola toda sou eu. Está bem gg. Haverá alguém que questione o PCP que seja “intelectualmente honesto”?

  17. gg diz:

    Tens a escola toda!!!!!!!!!!!!!!

  18. josejose diz:

    … o Renato parece-se muito com o jovem Durão Barroso !

    • Renato Teixeira diz:

      É que é a cara de um e o focinho do outro. Estava a ver que não apareciam bons argumentos para o debate.

      • rms diz:

        Todos os argumentos são bons para te responder. Porque para quem não defende coisa alguma, é sempre demasiado fácil criticar tudo. E é o que tu fazes. Criticas a esquerda toda por igual, como se fossem todas iguais, como se mesmo entre as esquerdas houvesse apenas alternância e não alternativas. Cais, à moda do anarquismo, no mesmo erro que criticas aos media burgueses: para ti é tudo e igual e, se for de esquerda, ainda melhor para criticar. És um ponta-de-lança do revisionismo mais básico. Um inconsequente preconceituoso, como tantos outros. A tua argumentação é a doença geriátrica do comunismo.

  19. Vcs. ‘tão todos maluquinhos em relação a um certo assunto.
    Foi ao contrário ( e a minha fonte é muito boa, na medida em que o tenente-coronel F. da C. era o adjunto do Chico Rôlha…)
    Os epañuels é que chegaram a considerar entrar por aki adentro nessa época.
    Depois parece que alguém maisalto (os américas ? Isso não se sabe bem… lhes disseram «deixem-se disso»… e eles deixaram-se…)
    Depois sabe-se que el-rei Juan Carlos disse aos tipinhos muito excitados «mas é que nem pensar, tão doidos ou o quê» e a coisa ficou por ali mesmo.
    Olhem a nossa sorte… eu nas tintas, o meu castelhano é mais ou menos, e adoro as Espanhas, todas elas.

  20. josejose diz:

    … não foi nada disso Alvega ! Os mais/altos/américa (sem ?) beberam informações do Dia, que parangoneavam os rios de sangue que corria para as sargetas nas ruas de Lisboa. Ah ! … e dos 500.000 cubanos estacionados nos Alentejos !
    Renato não se amofine ! Há sempre um vias de facto á sua espera no comboio para a Serra de Tunes!

  21. Guilhermino diz:

    Oh renato, denuncia aí essa estoria da moção de censura do pcp. Tanto o pcp como be não apresentaram moção de censura o ano passado até que…houve o acordo do psd com o ps para o pec e aí já se podia aprwesentar moções de censura que não se passava nada.

    Do meu ponto devista a moção de censura só faz sentido se for para que cumpra o objectivo de derrubar o governo, porque se é por desporto, ou seja, sem consequencias de nada serve.

    O pc é muito mas hábil do que o be a enganar os trabalhadores…são de uma sabedoria.

    Oh antonio,

    o acordo Brest Litovski não têm nada que se compare com a questão que o renato levanta sobre a a espanha. Esse acordo, era uma exigência das massas que inteligentemente o partido bolchevique percebeu, foi uma questão táctica.
    Aliás, a guerra civil seguiu-se nos anos seguintes com a entrada de países estrangeiros ao barulho.

    • Renato Teixeira diz:

      Assim fica melhor explicado, mas foi isso que quis dizer quando disse isto: “votará uma moção de censura que coloque em causa a sobrevivência do governo?”

  22. Pedro Pousada diz:

    Conheces mal, mesmo mal, o P.C.P, Renato e como diria o inestimável Àlvaro: olhe que não, olhe que não.

  23. VÍTOR DIAS diz:

    Só porque o nome foi aqui citado, informo os interessados em antiguidades que, parao peditório da Prof. Raquel Varela, já dei há dois anos aqui em
    http://tempodascerejas.blogspot.com/2008/11/combates-da-memria-29.html

    Quanto às declarações de Álvaro Cunhal no Aeroporto sobre Espanha, só posso dizer que, perante uma pergunta certamente inesperada, abençoada velocidade de raciocínio, maturidade política e estaleca de estadista do meu camarada Cunhal.

    Por fim, imploro a todos os revolucionários de faca na liga e sem freios burgueses nos dentes que não façam a revolução a uma segunda-feira porque é o dia de ir visitar a minha mãezinha.

    • Renato Teixeira diz:

      Para tanto desdenho para com a camarada porque razão ficar tão exaltado com essa facilidade Vítor Dias? Bastou citar o nome? Vai daí pimba tomem lá com uma tese sobre a tese?

  24. Guilhermino diz:

    Vitor Dias,

    sendo eu um jovem e portanto pouco percebendo da vida…agradeço-lhe imenso o que o PCP fez por este país. Obrigado,s e não fosse o pcp isto seia tudo pior, até porque ñós vivemos num paraiso.
    Obrigado Vitor, Obrigado PCP…um partido com uma força imensa, intervindo em sindicatos como a CGTP e tendo uma influência clara e inequivoca nos operarios portugueses por todas asvitórias que conseguiu depois do 25 de Abril.

    Obrigado pela bela merda de vida que tenho e vou continuar a ter!!!!!

  25. VÍTOR DIAS diz:

    Ó filho, ou seja, sr. Guilhermino, já agora faça alguma por ela e pela dos outros e se fizer um milionésio do que o PCP já fez eu até lhe dou uma medalhita.

    Eu escrevo isto mas na verdade o Guilhermino tem toda arazão; como toda a gente sabe e até vem na Wikipedia, desde 1976 tem sido o PCP que tem estado consecutiva ou alternadamente no governo do país.

  26. Guilhermino diz:

    O pcp não tem estado no poder desde 1976 (nas autarquias tem) isso é verdade. Mas a questão que eu colocava com algumaironia é o facto de um partido bem organizado que dirige a central sindical maior do país (CGTP) e tem uma influência muito grande nos trabalahdores em geral e particularmente nos operários não conseguiu alterar a realidade…vá obter algumas vitórias…desde o 25 de Abril que vitórias foram conseguidas em Portugal com um partido com condições subjectivas positivas e que pretende transformar a realidade?

    É que depois há casos e casos de lutas que podiam ser votoriosas e qual foi o papel do pcp?

    Um caso recente, as lutas dos professores, o que fez a fenprof (Ma´rio Nogueira) quando existiam mais de 100 mil professores na rua? Assinar um acordo (MEMORANDO) que os professores rejeitavam, e que se comprovou com as manifestações seguintes a esse acordo.

    Conclusão uma luta que poderia ser vitoriosa, travando as reformas da ministra sinistra e fazendo-a cair consequentemente, tornou-se numa derrota a todos os níveis.
    A ministra manteve-se até ao fim do mandato e as suas reformas foram implementadas, inclunsivé esse famigerado acordo do memorando nem sequer foi cumprido.

    Mais uma vez, OBRIGADO MÁRIO NOGUEIRA, OBRIGADO PCP, OBRIGADO VITOR DIAS!!!

  27. Nuno Ramos de Almeida diz:

    O guilhermino é a gozar não é?

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