O Espectro do Anarquismo

Casa da Achada # sábado, 8 de Janeiro # 15h # entrada livre

organização UNIPOP

(ver localização aqui)

com a participação de:

António Cunha
# membro do colectivo Casa Viva #

António Pedro Dores
# sociólogo e prof. no ISCTE #

José Carvalho Ferreira
# economista e prof. no ISEG #

José Neves
# historiador e prof. na FCSH #

Miguel Madeira
# economista #

Miguel Serras Pereira
# tradutor #

Ricardo Noronha
# doutorando em História #

O recurso a etiquetas ideológicas é uma prática recorrente, quer por parte de correntes de pensamento e movimentos sociais e políticos quer por parte dos poderes instituídos. Se para os primeiros uma lógica de fixação identitária parece impô-lo, para o segundo trata-se de uma técnica de definição de um inimigo, interno ou externo, identificável, de um processo de naturalização do recurso à violência autorizada. «Comunismo», «terrorismo», «antiglobalização», «anarquismo» têm sido algumas dessas etiquetas. Mais recentemente, o «anarquismo» – ou mais sofisticadamente as «ideias anarquistas» – instalou-se no espaço mediático a propósito de um conjunto de movimentações sociais contra os poderes instituídos. Detenções, condenações judiciais, cordões policiais em manifestações, a coberto da defesa da democracia contra as «ideias anarquistas», têm, na verdade, sustentado a criminalização de todas as lutas que procuram situar-se para lá da intervenção política e social institucionalizada. Partindo do reconhecimento de que por detrás da designação «anarquismo» se esconde uma enorme pluralidade teórica e prática, a UNIPOP propõe uma discussão acerca do percurso histórico das «ideias anarquistas» em Portugal, bem como uma abordagem cruzada de algumas das tradições teóricas que se colocam sob essa etiqueta.

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4 respostas a O Espectro do Anarquismo

  1. a anarca diz:

    BOA 🙂

  2. Comunismo,terrorismo […]há aqui um solo comum?-e também em relação ao institucionalismo (democrático/autoritário), num contexto de fluxo/refluxo violento?

  3. Carlos Carapeto diz:

    Em Portugal existiu um anarquista digno desse nome, com coragem para se afirmar, que foi António Gonçalves Correia. Que a grande maioria deste povo já esqueceu.

    Um Anarquista de qualidades e principios, dificil de encontrar nos dias de hoje, não era divisionista. Nas suas andanças de Caixeiro Viajante, dialogava e distribuia propaganda de todas as forças da oposição nos tempos de chumbo do Salazarismo.

    O primeiro homem que em Portugal e talvez na Europa que teve a coragem de à frente de um grupo de camponeses , pobres e anafalbetos ocupar uma propriedade para formar a Comuna da Luz, isto em 1918.

  4. Não posso ir, mas axo bem, conheço o TóPê (Dores) do Técnico, desde há muitos muitos anos que a gente não se vê, ’tás bom pah ? Ainda Campo Grande ou wtf ??

    A.S.C.

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