E que tal ler depois de queimar? Contra a esquerda moralista (1)

Vale a pena ler o post que Rui Bebiano dedica a Alain Badiou na Terceira Noite. Não propriamente pelo que Bebiano diz de Badiou, mas pelas posições políticas que o autor avança a propósito da leitura de dois textos de Badiou, e que me parecem extremamente importantes de discutir. Pelo texto de Bebiano passam algumas das questões mais importantes que dividem o campo da « esquerda radical » contemporânea. As aspas estão lá porque considero a expressão tão inadequada como muito dos que estão a ler isto, mas não queria concentrar agora os meus esforços e atenções sobre questões de nomenclatura.

Quem conhecer minimamente a escrita de Bebiano, na net, ou fora dela, e quem tiver algum conhecimento sobre o pensamento de Badiou, avançará para este post com a curiosidade de ler alguém escrever a contrapelo, ou seja, escrever sobre um outro alguém cujo universo de sentido é fundamentalmente distinto e até, a certo ponto, antagónico do seu. É assim com Rui Bebiano, historiador humanista e humanitário, democrata convicto e social-individualista, e com Badiou, filósofo anti-humanista, comunista platónico da ideia, e anti-democrata. Como Bebiano bem sabe, qualquer diálogo minimamente frutuoso implica ultrapassar os clichés que enunciei na frase anterior e empreender o duro trabalho de penetração num pensamento complexo. É isso que Bebiano escreve no primeiro parágrafo do seu post. Infelizmente é logo no aí que começam os equívocos graves e as simplificações grosseiríssimas que inquinam todo o texto. Não o digo de forma leve e passo a argumentá-lo.

Mas antes um aviso: não estou interessado em corrigir eventuais incorrecções no texto de Bebiano sobre Badiou, que as há e muitas, mas sim discutir as implicações políticas das posições avançadas pelo historiador conimbricense, que me parecem ser típicas daquilo que, à falta de melhor nome, vou chamar a « esquerda moralista ». Mas a crítica a essa esquerda moralista, que se revela não apenas nos conteúdos, mas também, e talvez de forma mais essencial, no tom, dizia eu que a crítica a essa esquerda passa neste caso por apontar alguns equívocos e outros erros (sim, erros) nas leituras que Bebiano avança, erros, equívocos e incompreensões que me parecem decorrer desse mesmo moralismo de esquerda.

Comecemos então pelo começo, ou melhor pelo princípio, pelo princípio com que Bebiano principia o seu texto: os juízos absolutos devem ser evitados. Não podia estar mais de acordo com ele – se há coisa não deve ser elevada à condição de absoluto é o juízo. Se se tratasse de defender a eliminação de todo e qualquer absoluto do domínio do pensamento, então aí já não podia acompanhar Bebiano. Mas se existe o absoluto, não é nos juízos. A absolutização do juízo é justamente uma das marcas do tal moralismo que marca tanta da esquerda contemporânea, herança de um humanismo forjado no iluminismo e (infelizmente) misturado com um sentimentalismo oitocentista de tintas laico-piedosas. E o que dizer da frase com que Bebiano justifica a atenção que vai dar a Badiou? « Excluindo os génios do mais extremo mal, os construtores das experiências totalitárias que não merecem perdão, a todos, mesmo àqueles de quem discordamos bastante, devemos sempre um crédito de confiança.» Acredito que Bebiano precise de justificar aos seus leitores o facto de achar que vale a pena recorrer a algumas ideias de Badiou, considerado pelo batalhão de moralistas que não se deram ao trabalho de o ler um totalitário anti-democrata. Mas acredito que Badiou não merece tal defesa – ou uma defesa em tais termos, uma erecção do juízo moralista em separador de águas absoluto entre os que merecem consideração e os que não merecem. Um juízo que, para além de tudo assenta numa substancialização do mal e na sua manifestação absoluta como totalitarismo político – duas ideias que Badiou critica convincentemente em L’éthique.

Um exemplo concreto dos erros grosseiros a que tal moralismo expõe Bebiano? Esta frase: « É este, afinal, o princípio mais elementar da vida em sociedade se a não pensarmos à escala rancorosa de Maquiavel e Hobbes ou dos guias do fundamentalismo wahhabita. » O que é que isto quer dizer? O que significa afirmar que Maquiavel ou Hobbes pensaram a uma escala rancorosa, ou que são comparáveis aos guias do fundamentalismo wahhabita? Bem, não me vou pronunciar sobre este último aspecto, porque, ao contrário de Rui Bebiano, nada sei sobre os guias wahhabita. Mas li algum Maquiavel e algum Hobbes e, muito sinceramente, Rui Bebiano faria bem em praticar o que propõe e, em vez de fazer julgamentos baseados na vulgata do senso-comum sobre os autores, dar-se ao trabalho de frequentar o seu pensamento. Pelo grau de banalidade com que os condena, quero acreditar que nunca os leu. Seria aliás muito mais grave se os tivesse lido e se a única coisa que tirou deles fosse isto. Não estamos, de resto, muito longe, daquilo que João Carlos Espada escreve sobre Nietzsche, Marx e Rousseau, quando os reduz a apóstolos anti-liberais da inveja contra o mérito individual. Com a agravante de no caso de Espada, embora sem sentido, se perceber a razão. Mas Maquiavel e Hobbes serem pensadores a « uma escala rancorosa »? O que quer isto dizer?

Eu tenho uma interpretação. Trata-se, como em Espada, de um prolongamento da leitura Popperiana da história da filosofia, a cheirar a genealogia do totalitarismo em cada canto. Platão não, Aristóteles sim, Kant sim, Hegel não e Marx nunca. Mas ao menos Popper deu-se ao trabalho de explicar porquê, tanto na « Sociedade Aberta e os seus inimigos » como na « Miséria do Historicismo ». Maquiavel e Hobbes estarão aqui como inspiração dos tais génios do mal totalitário a que Bebiano se refere dois parágrafos antes? E então perguntamo-nos: porquê? Não se trata de defender estes autores – não sou propriamente um hobbesiano – mas tão só de evitar simplificações grosseiras. Faria bem Bebiano em dar alguma atenção alguns historiadores que lerem estes autores à luz da tradição do pensamento republicano como John Pocock e Quentin Skinner. E faria ainda melhor atentar à riquíssima corrente de interpretações marxistas de Maquiavel no século XX: Gramsci, Althusser, Gianfranco Sanguinetti (e o seu Rapporto veridico sulle ultima opportunita di salvare il capitalismo in Itália ), Negri, entre outros. Porque é que Bebiano, normalmente um autor informado, faz juízos destes? Na minha opinião, trata-se justamente de uma visão moralista e absolutista que se consubstancia num olhar judicativo e tribunalício sobre a história da filosofia, cujas consequências são, para ser simpático, simplistas: dividem-se os autores em democratas e totalitários, ou liberais e autoritários, conforme podem ou não ser apropriáveis ao serviço ideológico em causa.

Sobre esse serviço ideológico e sobre a leitura de Badiou mais num próximo post que este já vai mais longo do que eu esperava.

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26 respostas a E que tal ler depois de queimar? Contra a esquerda moralista (1)

  1. Morgada de V. diz:

    Imprimi para reler e tentar instruir-me chez moi.
    Welcome back, and keep them coming!

  2. Caríssimo, pelo que li do post do Bebiano, temo que ele limitou-se a ler dois números de uma revista de vulgarização filosófica francesa (Philosophie Magazine), em que a obra do Badiou era referida e devidamente atacada, e a citar um link para um artigo da New left.
    Fascina-me como ele não percebe que a condenação pós-moderna da existecência de “meta-narrativas”, é, em si mesma, uma meta-narrativa como as que condena. E parece-me que ele simplifica de tal maneira que recusa pensar. Dizer que Badiou opõe a superioridade do colectivo ao indivíduo, como se uma coisa horrorosa de tratasse, é não perceber querer discutir a questão e relegá-la como uma coisa horrível que não merece ser discutida.
    A alegada afirmação de Badiou da superioridade do colectivo sobre o indivíduo merece uma reflexão mais interessante. Por muito que choque o Bebiano, a ser necessária uma escolha, é passível de discussão que a sobrevivência de um indivíduo seja mais importante do que a de um colectivo.

  3. Bruno Peixe diz:

    Morgada, eles virão. Infelizmente, só me saem compridos e chatos como a espada do D. Afonso Henriques.
    Pois, Nuno, não há dúvida que a leitura do Badiou é no mínimo apressada. Não estranharia se fosse a partir de um qualquer digest. Ele até se engana no nome do livro não é « Segundo Manifesto da Filosofia », mas « Segundo Manifesto pela Filosofia ». Contudo este é o menor dos males. O problema, como bem pões, é político,e no seu cerne está a incapacidade de ultrapassar o horizonte individual como destino da política. O Bebiano, e outros moralistas de esquerda – penso no João Tunes e na Joana Lopes – são, no fundo, liberais, mas liberais simpáticos. Mas tenho de confessar que, ao contrário do Zizek e do Carlos Vidal, eu prefiro os liberais simpáticos. Sempre gostei muito da simpatia e das boas maneiras, e já sou velho de mais para mudar.
    um abraço,
    bruno

    • As tuas “igualizações” entre o Carlos e o Slavoj deixam-me tonto. Confirmo que o Bebiano é muito simpático pessoalmente e escreve bem, e depois? o que isso modifica a forma como trata de um autor que não parece querer conhecer?
      Adoro as boas maneiras à mesa, mas preferia uma discussão em que o tipo que critica tivesse perdido tempo a estudar e a pensar sobre o assunto que escreve.

    • Bruno,
      Já me tinham chamado muitas coisas, mas registo «liberal simpática» porque é … simpático. Mas olhe que pode estar enganado.

  4. Para que uma coisa possa valer [ler Badiou] não pode ser “dégradé”…

  5. Niet diz:

    A parada vai alta e as interpretações raiam o sublime…do mistério do Acontecimento. O texto de Rui Bebiano tem abertura e opera o que Gérard Genette ironiza sobre as leituras palimpsestincestuosas : captou os enigmas da imprecação de Heidegger sobre o ” Segredo ” irradiantes em Badiou? De qualquer forma, há um grande livro de Entrevistas de Badiou, que saiu em 2010, assinado pelo especialista Fabian Tardy. Há nele coisas espantosas: Badiou defende a fusão- contraposição estatista- a fusão da França e da Alemanha face ao conjunto de bric-à-brac da União Europeia. Niet

  6. Bruno Peixe diz:

    Caro António Geraldo Dias,

    Qualquer autor merece ser comentado pelo que escreveu e não por qualquer vulgarização manhosa e ainda por cima hostil, a fazer fé pelo que diz o NRA. Acho que Rui Bebiano não gostaria de ver reduzidas as ideias e teses que tem publicado a meia dúzia de clichés digeridos apressadamente para desenfadar uns minutos de desocupação. Exige-se alguma seriedade para quem escreve publicamente sobre um pensador, e escrever num blog é escrever publicamente.

    Cumprimentos,
    Bruno.

  7. António Figueira diz:

    Bruno,
    Para além de escreveres bem, és um bom coração: eu já não tenho saco em 2011 para aturar a meta-narrativa das meta-narrativas, explicada como se fosse o fim da história com agá grande e o renascimento das pequeninas e falíveis histórias dos seres individuais e concretos, livres e errantes, sempre à procura de um sentido que, hélas!, se revela sempre ilusório. Outros que dêem para esse peditório: eu não.
    Abraço, AF

    • miguel serras pereira diz:

      É uma raridade, mas acontece: por uma vez, estou inteiramente de acordo com este comentário (o segundo) do AF

      msp

  8. Carlos Vidal diz:

    Mau caro, se o Rancière não percebeu, como perceberia Rui Bebiano??
    Há, para o Rancière em Badiou, uma oposição entre democracia e comunismo.
    Mas, não, não há: não são esses os termos: há um oposição, sim, entre democracia e acontecimento.
    O acontecimento não tem nada a ver com nenhuma forma de sufrágio, não pode ser sufragado, legitimado pela maioria, ou o que quer que seja desse género.
    O acontecimento irrompe, como sabes, num ponto da situação que já não pode mais esconder o seu vazio. A situação, ou seja, aquilo que temos, aquilo que se repete (e quer perpetuar-se), mantém-se à custa do seu “estado” e do Estado (aquilo que Badiou chama o “contar por um”: uma cidade, uma polícia, uma sociedade, uma profissão, uma tarefa………). Este estado é sempre um “excesso” e serve para que tu nunca vejas o seu “vazio”. Quando esse vazio se mostra sucede o acontecimento (que pertence à situação e a ele próprio). A irrupção do acontecimento não pode ser democrática (não responde à “vontade da maioria”). Ora, quando R. Bebiano nos diz simpatizar com a ideia de “fazer acontecer”, ele di-lo como se tal fosse operado no interior da democracia. E não é. O que quer dizer que R. Bebiano nada percebeu daquilo sobre que escreveu.

    • João Valente Aguiar diz:

      O melhor comentário aqui postado (juntamente com o do António Figueira) acerca do texto do Rui Bebiano.

      Entretanto, convenhamos, Bruno Peixe, aquilo é o estilo do homem para todos os assuntos e pensadores. Ler umas coisas e depois armar-se ao entendido. O livro “Outubro” dele é do mesmo. Um livro cheio de arrazoados anti-comunistas envoltos num véu pretensamente de esquerda e com uma linguagem “pós-modernista”. No fundo, Outubro é um livro que poderia ter sido escrito por um fascista mas com um estilo mais, digamos, “contemporâneo” e adequado à “esquerda” inócua. Porque esta é a questão que se coloca na actual fase de crise estrutural económica do capitalismo: ou se critica a fundo ou se anda ali à volta com rodriguinhos e tretas de “mais democracia” e de “direitos humanos para a China”. Sobre a exploração imensa, sobre o barbárie do capital, disso esses “intelectuais” perfumados nada dizem. O sistema precisa (como sempre precisou) de uma “esquerda” que o critique na aparência e defenda, como mto bem lembra o Carlos, a “democracia” parlamentar burguesa como último estádio de desenvolvimento das sociedades humanas. E, neste ponto capital, o Rui Bebiano, e mtos outros naturalmente, sabem mto bem de que lado estão da barricada.

    • Bruno Peixe diz:

      Carlos,

      Eu diria que essa é a contradição essencial do texto do Bebiano, fundada numa enorme incompreensão do Badiou, é certo, mas ainda pior do que isso, numa estreiteza de visão política. Por um lado defende uma ordem política que não a do parlamentarismo, mas também o sufrágio universal como horizonte inultrapassável? É a posição de toda uma esquerda moralista, que o Badiou tão bem diagnostica no l´éthique – uma posição que, em última análise, está ao serviço do consenso liberal que nos governa…. nas pequenas diferenças.

  9. Justiniano diz:

    Caríssimo Bruno Peixe, permita-me a questão, mas, não percebi o porquê da sua escolha pelo “moralismo”!? Porque não pode ser justa, justamente, uma visão “moralista” e “absolutista” da história da filosofia!?

  10. Justiniano diz:

    Caro Bruno Peixe, compreendi o sentido, talvez, agora, através do seu comentário ao caríssimo Vidal!!

  11. Espantoso, devo estar a ficar «alzheimerizado» porque de todo esse name-dropping o único que me escapa é esse Rui qualquer-coisa, e suspeito bem que me vai continuar a escapar
    😉

    Entretanto, e já que toda a gente aki parece ser fã desse gajú (e portanto a parte debaixo deste “comment” é capaz de andar entre o redundante e a idiotia absoluta) aki fica só p’ra quem não ainda tiver lido «a coisa» ou não gostar de papel.

  12. miguel serras pereira diz:

    Vês, Bruno? O certeiro comentário do Carlos Vidal põe bem os pontos nos ii, embora ele e eu tiremos decisões opostas dessa leitura concordante: é evidente que a ideia de “comunismo” do AB exclui, subordina ou, no mínimo, suspende a democracia. Sim, pá, leste bem – suspende-a à maneira de Manuela Ferreira Leite: em nome de um bem maior ou de melhores condições de funcionamento – ou à maneira do Vaticano quando põe o “esplendor da verdade”(monológica, revelada, reivindicando-se de um acontecimento privilegiado) acima e como condição da liberdade (“praça da palavra”). Cf. a este propósito o meu texto “O Esplendor da Liberdade”, em Da Língua de Ninguém à Praça da Palavra, Lisboa, Fim de Século, 1997.

    msp

  13. Bruno Peixe diz:

    Vejo, Miguel, mas olha que não vejo nada disso que tu vês. O Badiou já escreveu muito e tomou posições, filosóficas, políticas e filosófico-políticas, que depois reviu. No entanto, desde a fase maoísta dos anos 70 até á viragem matemática e à sua recente suplementação fenomenológica, nunca, mas nunca, terá escrito uma linha em que defendesse a « suspensão » da democracia em nome de melhores condições de funcionamento. Desculpa dizer-te isto, mas falares, a propósito do Badiou de « melhores condições de funcionamento » acerca do que quer que seja, demonstra, no mínimo, e para sermos simpáticas, uma reduzida frequência do autor. O Badiou é contra qualquer subordinação da política ao bom funcionamento. Aliás, essa á uma das críticas que mais frequentemente se lhe dirigem: a incapacidade de pensar o momento da institucionalização, para além da ruptura com o que existe.
    Dito isto, acho estranho que, para um gajo que escreve tão bem, e que está tão à vontade com as palavras, não percebas que o que se joga aqui é justamente o sentido dessa palavra: « democracia ». A democracia a que o Badiou se opõe é, justamente, a regra do maior número, insitucionalizada no sufrágio universal e que sustenta o mecanismo de reprodução das oligarquias chamado parlamentarismo. Neste sistema oligárquico e desigual, sustentado pela regra da maioria, não há, para Badiou, nenhuma hipótese de transformação igualitária, por razões abundantemente argumentadas em muitos dos seus livros.
    Assim como não há, como sugeres, qualquer contradição entre liberdade e acontecimento. O acontecimento é justamente criação de novos espaços de liberdade, impensáveis no quadro da ordem estabelecida, seja ela política, estética, científica e amorosa. É movimento ao mesmo tempo de negação do que existe e de criação da possibilidade de novas possibilidades.

    Um abraço fraterno,
    Bruno.

  14. Bruno Peixe, vou ter que ler esse teu último post mais algumas vexes, (para o entender em definitivo) mas daqui que ninguém me vê iria apostar que tu já és sr. doutor (Phd) pelo menos escreves tão bem quanto um…
    Greetz e bom ano.

    🙂

  15. Jaime diz:

    E que tal se discutissem um assunto mais importante? Não há muitos que sejam mais importantes, eu sei, mas que tal apontarem as capacidades analíticas e os egos (porque não reconhecê-lo) para… o sexo dos anjos?!

    • Bruno Peixe diz:

      Jaime,

      É um assunto importantíssimo, esse. Infelizmente os meus conhecimentos de teologia medieval não permitem discorrer sobre o sexo dos anjos e as importantíssimas discussões que terá gerado.

      Cumprimentos,
      Bruno.

  16. Carlos Vidal diz:

    Bruno, parabéns pelos posts. Tentarei acompanhar-te, também com posts sobre o mesmo, nos próximos dias (hoje o tempo aperta; amanhã estará melhor, suponho).
    De qualquer maneira, uma sugestão, o que nem sequer chega a ser nada que tenhas que seguir:
    onde dizes “esquerda moralista”, eu preferia “esquerda ética”. Sabes porquê.

    Mas “moralista” é mais perceptível, talvez.

    • Bruno Peixe diz:

      Grande Carlos,

      Ficamos à espera da tua contribuição para o debate em curso.
      Sem dúvida que esta esquerda moralista é toda ela filha da viragem ética diagnosticada pelo Badiou e pelo Rancière. Mas moralista parece-me mais apropriado ao tom de mestre-escola tantas vezes adoptado por esta malta.
      Abraço,
      Bruno.

  17. Justiniano diz:

    Caríssimos, não será mais expressivo “esquerda deontológica”!? Questiono, fora do ambito dos destinatários desta posta, apenas no sentido da “viragem” oposta à política como construção aberta!!! (não será a não viragem a mais pura sucumbencia ao utilitarismo!??)
    Um outro ponto, caro Bruno Peixe, que me parece interessante e pertinente em relação ao post é a, aparente, concordancia, que “a incapacidade de pensar o momento da institucionalização, para além da ruptura com o que existe.”, à redução do RB ou como leitura também possível do mesmo!!
    Neste sentido ganha toda a pertinencia o “esplendor da verdade” ali oferecido pelo caríssimo MSP!!
    São apenas, caros Vidal e BP, considerações da minha curiosidade perante o fascínio que as leituras de Badiou vos provocam!! E isto quando a minha frequencia de Badiou se reduz à tentativa de compreender o que por aqui, sobre o mesmo, se vai “lendo” e apenas numa perspectiva aplicada!!
    Um bem haja para todos,

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