O socialismo é a declaração da permanência da revolução.
Vamos a isso? Mas por onde é o caminho? Ou será que há vários caminhos? Ou será que não há caminho(s)?
E quem a faz? Sim quem faz a revolução? Quem a sente como necessidade premente na sua vida? Quem sofre no seu quotidiano os ditames da sociedade capitalista (hetero-patriarcal)? Ou simplesmente quem sabe de algo, verbaliza melhor?
Quem faz a política? E quem a deve fazer?
PS: De quem é a frase que inicia o post?
(também aqui)




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Paulo Jorge Vieira na <i-net e com os infamous motores de busca, se vc. não altera ligeiramente a frase, está tudo ao alcance de um clique aqui…
:-p
página 32 do número 3 do Neue Rheinische Zeitung [Politisch-ökonomische Revue]:
…«Esse Socialismo” (i.e. comunismo) “é a declaração da permanência da revolução, a ditadura de classe do proletariado como ponto de transição necessário para a abolição das distinções de classe no geral, para a abolição de todas as relações de produção na qual elas se assentam, para a abolição de todas as relações sociais que correspondem essas relações de produção e para a revolução de todas as idéias que resultam dessas relações sociais.”
Junho de 1850.»
Karl Marx
Aqui atrás li uma coisa curiosa.
Alguém perguntou a Linus Pauling, vencedor de dois prémios Nobel, o que era preciso fazer para ganhar um desses prémios. Ele respondeu que eram precisas duas coisas: ter uma grande quantidade de boas ideias, e ter a coragem de deitar fora a maior parte delas.
Acho que fazem falta ao mundo pessoas com coragem para deitar fora algumas ideias tidas, dogmaticamente, como boas. Uma delas é a ideia de Revolução. As revoluções são consideradas, acriticamente, boas, ao menos pelas facções que as levam por diante. O problema é que não existem revoluções boas. Nem a nossa, apesar das muitas virtudes que teve, o foi. Em nome dela excluíram-se e pisaram-se pessoas cuja única culpa foi a de existirem, e deu-se poder a oportunistas sem escrúpulos, promovidos a guardiões da liberdade. Isto é, livrámos-nos de uma corja de fdps e ficámos nas patas de outra.
Sempre pensei que o M. Abrantes era um consórcio de ‘boys’ a trabalhar para o “Sr. Eng.” Socrates, num gabinete governamental, encarregados de gerir a imagem do governo na Blogosfera.
Estava errado.
M. Abrantes é só mais um (alguns?) fascista(s)…