Abortar, abortar, abortar, sff

«No Cinco Dias, Daniel Medina levanta a discussão sobre o voto obrigatório

1º – Seria democraticamente correcto?

2º – Que mecanismos deviam/poderiam ser implementados para esse efeito?

3º – Ganharia a esquerda mais votos?

4º – Tanta foi a luta para que as mulheres, por exemplo, pudessem exercer o direito de voto, porque não torná-lo agora obrigatório?

5º – Quais os entraves que seriam colocados?

Eu sou capaz de escrever mais algo sobre isto, mas só um pequeno exercicio intelectual – no ponto 4, substituir “voto” por “aborto”.»

(Miguel Madeira, no “Vias de Facto”)

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6 respostas a Abortar, abortar, abortar, sff

  1. helder diz:

    É verdade que as perguntas do Medina esvaziam a coisa de sentido. Mas a questão do ser ou não ser obrigatório é válida e merecia um debate mais sereno.

  2. Renato Teixeira diz:

    Eu substituía voto por escatológico. Só por causa das merdas.

  3. Renato Teixeira diz:

    Fetiche escatológico, bem entendido.

  4. Renato Teixeira diz:

    Ah e mais ainda. Eu já trocava, com 600 euros a mais na transferência e tudo, o passe dos visados.

  5. helder diz:

    600 euros não daria para aquela miúda do albergue?

  6. pêga diz:

    O tal ponto 4….irritante e nojento. porquê?
    porque não estender o voto às crianças? É visto como um privilégio (direito) sobre a economia comum, independentemente de se produzir “pib”. Mas é visto como uma contribuição intelectual (do entendimento), não só de vontade. Exclui certos adultos maiores, vacinados e produtivos no contexto nacional (daí ser um privilégio do cidadão sobre “outro”). Não se refere aos habitantes, mas aos nacionais (huh….o que é um cidadão?).

    Ser excluído em função da nacionalidade tem alguma razão com ser excluído em função do sexo? (aguas passadas)
    Equiparar a abstenção a desobediência civil?
    O efeito da punição é emancipador? (duh?)

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